Saúde

Idosa de Teofilândia aguarda por transferência para UTI após cirurgia; ela está há 40 dias no Hospital Santana de Serrinha

18 de ago de 2017 às 09:34 | em: Saúde,Serrinha,Teofilândia

Foto: Portal Cleriston Silva

A teofilandense Maria da Glória dos Santos, 63 anos, encontra-se internada no Hospital Santana, Serrinha, há mais de 40 dias. Segundo sua filha Leide, ela passou por uma cirurgia, mas precisa urgentemente de um hospital com UTI para fazer uma drenagem no estômago. “Ela corre risco de morte e nós precisamos que ela seja transferida com urgência”, disse a filha. A família entrou em contato com A Voz do Campo porque viu na alternativa de divulgação do caso uma alternativa de sensibilização.

Foto: Arquivo Familiar

“Estamos muito desesperados. Ela precisa dessa transferência”, disse Leide. A família já teve apoio do Ministério Público em Serrinha e no dia 28 de julho a família obteve uma limiar judicial determinando a transferência da paciente, mas até o momento, segundo a família, dona Maria da Glória não foi transferida para um hospital que possa cuidar do seu caso. “Enquanto isso, as chances da minha mãe estão passando. Fizemos nossa parte. A justiça também. Já procuramos políticos (…). Tudo e até agora ninguém ajudou de verdade.”, finalizou Leide.

A redação A Voz do Campo entrou em contato com o Hospital Santana, em Serrinha, mas não obteve respostas sobre o caso.

Zika custou 4,6 bilhões de dólares ao Brasil nos últimos dois anos, diz ONU

15 de ago de 2017 às 15:45 | em: Brasil,Saúde

Foto: Ilustração

Entre 2015 a 2017, o zika custou ao Brasil US$ 4,6 bilhões, o que representa 0,09% do PIB. Já a longo prazo, o custo das anomalias associadas ao vírus poderá chegar a US$ 10 bilhões. Os dados são do primeiro relatório sobre a avaliação socioeconômica do zika lançado em Brasília nesta terça-feira (15). A ONU aponta que o custo do tratamento de cada criança com microcefalia associada ao zika ao longo da vida pode chegar a US$ 890 mil. Até o momento, 48 países confirmaram casos do vírus. O maior número de infecções nos países foi registrado durante o ano de 2016. Neste ano, houve queda. Ainda, a estimativa das Nações Unidas é que o impacto socioeconômico da doença na América Latina e Caribe chegue a R$ 18 bilhões de dólares – aproximadamente R$ 56 bilhões. “O zika se assemelha à mobilização durante a epidemia de ebola na África. Tivemos uma geração de crianças infectadas”, afirma João Paulo Toledo, diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Representante da Organização Panamericana de Saúde, Joaquin Molina explica que o Brasil se articulou para identificar a síndrome e ainda será importante para a busca de respostas. “O Brasil é hoje e vai ser possivelmente o país mais importante para ajudar a responder as perguntas que ainda temos”, disse Molina. O relatório, elaborado pelas Organização das Nações Unidas e pelo Ministério da Saúde, analisou o impacto causado pela doença no Brasil, Colômbia e Suriname desde 2015, quando o vírus zika começou a se espalhar. Preparado por especialistas, pesquisadores, organizações de saúde e universidades internacionais, os valores foram calculados com base em avaliação de impacto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O avanço genético que pode possibilitar transplante de órgãos de porcos em humanos

14 de ago de 2017 às 16:27 | em: Saúde

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Um grupo de cientistas conseguiu eliminar com sucesso nos Estados Unidos um vírus presente no DNA de 37 porcos, superando um dos maiores obstáculos à doação de órgãos do animal para seres humanos. A eGenesis, empresa de biotecnologia americana, admite que evitar que os órgãos de suínos sejam rejeitados pelo corpo humano continua sendo um grande desafio. Mas, segundo os especialistas, esse foi um primeiro passo promissor e animador. O estudo, publicado na revista científica Science, começou com a análise de células da pele dos porcos. Os pesquisadores identificaram a presença de 25 retrovírus endógenos de porco (Perv, em inglês) no código genético do animal. Experimentos mostraram que esses vírus poderiam escapar para infectar os tecidos humanos. Os cientistas usaram então a tecnologia Crispr de edição de genes para eliminá-los. Na sequência, aplicaram a técnica de clonagem, a mesma usada para criar a ovelha Dolly, para colocar o material genético dessas células em um óvulo de porco e criar embriões. O processo complexo é insuficiente, mas 37 leitões saudáveis ​​nasceram. “Estes são os primeiros porcos Perv-free (sem Perv)”, afirmou à BBC Luhan Yang, cofundadora e diretora científica da eGenesis e pesquisadora da Universidade de Harvard. Eles também são “(os animais) mais geneticamente modificados em termos de número de alterações”, acrescentou. Se o xenotransplante – transplante de órgãos entre diferentes espécies – funcionar, tem potencial para diminuir as longas filas de espera por um transplante. Mais de 100 mil pessoas precisam de transplante de órgãos nos EUA. No Reino Unido, cerca de 6,5 mil estão na lista de espera. E, no Brasil, mais de 34 mil pessoas aguardam por um transplante, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. “Admitimos que ainda estamos nos estágios iniciais de pesquisa e desenvolvimento”, disse Yang. “Sabemos que temos uma visão audaciosa de um mundo sem escassez de órgãos, o que é muito desafiador, mas essa também é a nossa motivação para mover montanhas”, completou. Os porcos são particularmente promissores para o xenotransplante, pois seus órgãos são de tamanho similar aos dos seres humanos, e os animais podem ser criados em grande quantidade. Mas remover os vírus é apenas metade do desafio. Até mesmo os órgãos doados por outras pessoas podem causar uma forte reação imune que leva à rejeição do transplante. Os pesquisadores estão investigando novas modificações genéticas para tornar os órgãos de porcos mais compatíveis com o sistema imunológico humano.

SUS inclui teste rápido para dengue e chikungunya

11 de ago de 2017 às 15:41 | em: Saúde

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Sistema Único de Saúde incluiu em sua lista de procedimentos os aguardados testes rápidos para a detecção de dengue e chikungunya. Com o teste, não será necessário utilizar a estrutura laboratorial — o que diminui os custos com a detecção. Ainda, a comprovação da infecção sai entre 20 e 30 minutos. A inclusão foi oficializada no Diário Oficial na quinta-feira (10). Para fazer o teste no SUS, é necessário apresentar sintomas relacionados às condições e ter o cartão do Sistema Único de Saúde, feito em qualquer unidade de saúde com a carteira de identidade. Desde 2016, a Agência Nacional de Saúde, a ANS, determinou que os planos estão obrigados a cobrir os exames, embora alguns pacientes tenham relatado problemas com a cobertura. Os testes rápidos são importantes tanto para a detecção e tratamento precoce, quanto para a vigilância epidemilógica e os dados do governo, já que, com ele, será possível ter maior acuidade sobre a circulação dos vírus no País. O SUS já oferece testes rápidos para outras condições, como HIV e hepatite, que também podem ser detectadas em minutos.

Exercícios reduzem em 51% risco de Alzheimer

10 de ago de 2017 às 16:29 | em: Saúde

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Bom para os músculos e também para a cérebro. Exercícios físicos ajudam a reduzir pela metade o risco de Alzheimer. Revisões científicas apontam que a prática reduz o risco de comprometimento cognitivo leve em 35% e o Alzheimer em 51%, explica Andrea Camaz Deslandes, coordenadora do Laboratório de Neurociências do Exercício da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mas não se trata apenas de prevenir doenças, embora isso já seja valioso. Hoje sabemos que a atividade física aprimora também o funcionamento de um cérebro considerado saudável”, alerta. Isso significa que células nervosas – assim como o bíceps ou a musculatura da coxa – ganham potência ao serem estimuladas por uma vida movimentada.

Outra pesquisa

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, concluíram que o fato de a pessoa não gastar o dia inteiro sentada já está associado a uma melhor performance em testes cognitivos. Isso reduz ainda a possibilidade de demência. “Com base no achado, sugerimos que todos os adultos deveriam evitar o excesso de comportamentos sedentários”, afirma a neurocientista Teresa Liu-Ambrose, orientadora do levantamento.

Testes

Após investigar o efeito de um cotidiano menos parado, os cientistas fizeram testes com exercícios físicos estruturados – aqueles em que a gente reserva tempo na agenda para fazer. A partir de outra revisão de artigos, concluíram que tanto modalidades aeróbicas como caminhada ou bicicleta quanto a musculação trazem benefícios ao cérebro. E, apesar de as primeiras parecerem ligeiramente mais eficazes, a combinação das duas trouxe melhores resultados. “Ainda é cedo para determinarmos um protocolo de exercícios”, explica Andrea. Atualmente, os experts estão correndo para definir a intensidade e a frequência ideais. E tem mais! Práticas que exigem reflexo rápido, improviso e uma maior interação com o meio – futebol, vôlei, caratê, tênis… – incitariam mais os neurônios em comparação com bicicleta ergométrica ou esteira, por exemplo. “Essas questões são importantes, porém o indivíduo precisa, antes de tudo, de liberdade para optar pelo que lhe agrada e se encaixa no seu calendário. Qualquer movimentação ajuda”, diz a professora.

Pernilongo também pode transmitir Zika, aponta pesquisa da Fiocruz

10 de ago de 2017 às 15:21 | em: Saúde

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram que o pernilongo é capaz de transmitir o vírus Zika. Os profissionais sequenciaram o genoma do vírus, oletado no organismo de mosquitos do gênero Culex. Com isso, foi observado que o microorganismo consegue alcançar a glândula salivar do animal. Segundo informações da Agência Brasil, os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto. Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado. O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.

Hormônio se mostra promissor para tratamento de Parkinson e Alzheimer

09 de ago de 2017 às 16:00 | em: Saúde

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Uma única injeção de um fragmento do hormônio klotho, ligado à longevidade, poderia melhorar a cognição de pessoas com doenças neurodegenerativas, de acordo com um estudo realizado com ratos e publicado nesta terça-feira (8). Cientistas descobriram que a proteína klotho melhora o desempenho cognitivo e físico em ratos velhos ou debilitados, segundo o estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco. “Com o nosso novo envelhecimento demográfico, a disfunção cognitiva e a falta de mobilidade estão agora emergindo como nossos maiores desafios biomédicos, e não há terapias médicas verdadeiramente efetivas para esses problemas debilitantes” disse a autora principal, Dena Dubal. Segundo ela, as descobertas sugerem que o tratamento com um fragmento de klotho pode melhorar a função cerebral durante toda a vida, além de representar uma nova estratégia terapêutica para aumentar a resiliência cerebral contra doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer e o Parkinson. Mas os pesquisadores disseram que estudos clínicos serão necessários para determinar a segurança e a eficácia da injeção de klotho em humanos. O corpo produz naturalmente este hormônio complexo, que está envolvido em múltiplos processos celulares e está ligado à longevidade em vermes, camundongos e humanos. Nos organismos modelo, assim como nos humanos, os níveis de klotho diminuem com a idade, estresse crônico, envelhecimento cerebral e doenças neurodegenerativas. Estudos anteriores descobriram que a exposição ao longo da vida a níveis elevados de klotho aumenta as funções mentais, mas não está claro se o tratamento a curto prazo usando o hormônio poderia melhorar rapidamente a cognição. Neste estudo, ratos jovens tratados com o hormônio por quatro dias consecutivos apresentaram uma função cognitiva notoriamente melhorada, benefício que durou mais de duas semanas. Os ratos que estão envelhecendo apresentaram melhoras em apenas dois dias após uma única injeção do tratamento. E vários dias do tratamento aliviaram a deficiência em camundongos com sinais de doenças neurodegenerativas. “Todo esse trabalho vai nos ensinar algo realmente importante sobre como o corpo transmite resiliência ao cérebro” finalizou a autora.

Vacina contra a zika é criada nos EUA com produção em folhas de tabaco

09 de ago de 2017 às 15:41 | em: Saúde

Foto: Reprodução

Como uma estratégia para uma produção mais barata, um grupo de pesquisadores conseguiu criar uma vacina contra o vírus da zika que usa como base as folhas de tabaco. Os resultados foram publicados no periódico “Scientific Reports”, ligado à revista “Nature”, nesta quarta-feira (9). O cientista Qiang “Shawn” Chen liderou a equipe da Universidade do Estado do Arizona. Em parceria com outros pesquisadores, ele trabalhou na última década em vários projetos para usar plantas como base de vacinas e terapias no combate aos flavivírus, como a febre do Nilo e a dengue. Essa primeira vacina contra a zika com base em tabaco usa uma proteína-chave que “envelopa” o vírus, chamada DIII. Ela tem uma parte que é exclusiva do vírus da zika. A ideia é inserir esta parte em uma vacina que seja aplicada e gere os anticorpos contra a doença. Para isso, os pesquisadores desenvolveram a proteína DIII em bactérias e depois a inseriram nas folhas de tabaco. Mas por que isso? Com o crescimento das folhas, a extração é maior e mais barata.

Os resultados 

Depois de ter material suficiente, eles usaram as plantas e produziram uma vacina. Os testes foram feitos em camundongos, que receberam uma dose e apresentaram uma proteção de 100% contra vários tipos do vírus da zika, de acordo com o artigo. “Nossa vacina oferece uma segurança aprimorada e reduz potencialmente os custos de produção mais que qualquer outra alternativa atual, com uma eficácia equivalente”, disse Chen. O mecanismo utilizado por Chen para a criação de uma vacina que usa como base de produção uma planta é o mesmo criado por outro cientista pioneiro em pesquisas do tipo, Charles Arntzen, também da Universidade do Estado do Arizona. Arntzen incluiu plantas-base no desenvolvimento do ZMapp, tratamento experimental usado durante o último surto do Ebola. Em 2011, ele já havia desenvolvido uma vacina do mesmo tipo contra a doença que afetou a África, com folhas de tabaco. Há uma corrida para a fabricação de uma vacina contra o vírus da zika, que já atingiu milhares de pessoas ao redor do mundo e causou mais de 4 mil notificações de malformações em bebês no Brasil. Atualmente, no entanto, não há o registro de uma vacina licenciada disponível para o combate do vírus.

Cura do resfriado está próxima, garantem cientistas

08 de ago de 2017 às 15:58 | em: Saúde

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Uma descoberta que finalmente abre caminho para a cura do tão indesejado resfriado. E não é vacina, nem qualquer outro remédio mirabolante. Os cientistas da Universidade Edinburgh Napier, na Escócia, afirmam que o tratamento poderia ser desenvolvido com base em peptídeos antimicrobianos, que são biomoléculas presentes naturalmente no sistema imunológico de seres humanos e animais.  Essas substâncias aumentam a resposta natural do organismo à infecção por rinovírus – o principal vírus responsável pelo resfriado comum. Durante o estudo, os cientistas sintetizaram peptídeos antimicrobianos encontrados em porcos e ovelhas e avaliaram seu impacto em células pulmonares infectadas por rinovírus. Os peptídeos atacaram o vírus com sucesso.

Novos medicamentos

O resultado vai servir para o desenvolvimento de novos tratamentos para o resfriado à base em peptídeos encontrados na natureza. “Essa é uma descoberta animadora. Nossos próximos passos serão modificar o peptídeo para torná-lo ainda mais eficaz para matar esse vírus”, afirma Peter Barlow, professor associado de imunologia e infecção da universidade escocesa. “A pesquisa ainda está nos estágios iniciais, mas nós vamos, em última análise, tentar desenvolver medicamentos para tratamentos que possam curar o resfriado comum”, acrescenta. A descoberta de um tratamento eficaz para o resfriado pode ajudar pacientes portadores de doenças pulmonares mais graves, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), para quem as infecções virais podem representar um alto risco para a saúde. “Não há cura e não há vacina. Portanto, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para o rinovírus humano, principal agente causador do resfriado comum e uma das causas mais comuns de infecções virais do trato respiratório, é algo urgente”, completa Barlow.

Ciência a um passo de encontrar “cura” para obesidade

06 de ago de 2017 às 08:43 | em: Saúde

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A obesidade por ter “cura”. Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália. Eles identificaram como o cérebro administra a insulina no corpo, um importante hormônio sintetizado pelo pâncreas, que metaboliza os açúcares no sangue e coordena os gastos e as conservação de energia. Os cientistas conseguiram determinar, pela primeira, vez qual é o exato mecanismo do cérebro que estimula o corpo a armazenar gordura. O segredo está nas células adiposas brancas e marrons, onde é armazenada a gordura chamadas de adipócitos, ou células adiposas. Os adipócitos brancos são aquela gordura que insiste em se acumular nos quadris ou no abdômen e é culpada por grande parte das doenças cardíacas e por prejudicar a circulação sanguínea. Já a gordura marrom é considerada uma gordura boa, porque ela contribui para a queima de calorias e, consequentemente, estimula o emagrecimento.

 

 

Brasil desenvolve tratamento mais eficaz contra o câncer

04 de ago de 2017 às 16:29 | em: Saúde

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A Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz, criou uma metodologia inédita para ajudar no tratamento contra o câncer. O Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), responsável pela aceleração de processos de inovação na área, traçou o perfil molecular do tumor e do tecido saudável de cada indivíduo. Isso vai melhorar a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente, reduzir os efeitos colaterais e facilitar o tratamento personalizado da doença. A iniciativa foi reconhecida pela Federação de Apoio à Pesquisa (Faperj), e ganhou o investimento inicial para que chegue à população.

Maior chance de cura

O projeto é inovador, e não há concorrente no mercado para esse tipo específico de diagnóstico, diz a instituição. “A proposta da Fiocruz permite a indicação de uma terapia mais precisa, o que significa, em termos de benefícios diretos, mais chance de cura, menos efeitos colaterais e melhor sobrevida para os pacientes”, diz Nicolas Carels, especialista em bioinformática da fundação.  Carels ressaltou que as terapias atuais são muito agressivas. “Além disso, a economia representada pela escolha adequada do medicamento pode ser revertida para ampliar o acesso da população ao tratamento”, acrescentou.

Resultado eficiente

O método foi desenvolvido para ser aplicado em pacientes com qualquer tipo de câncer e testado em linhagens celulares tumorais e não tumorais, com resultados de máxima eficiência para o câncer de mama. Foi o que informou Tatiana Tilli, especialista do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, que divide o desenvolvimento da metodologia em bioinformática. “Indiretamente, representa uma economia financeira substancial para o gestor hospitalar em termos de despesas com efeitos colaterais, novas internações e ciclos longos de tratamento. Isso é parte da inovação em saúde que estamos propondo”, disse Tatiana.  Segundo o coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, Carlos Medicis Morel, o novo tratamento não beneficia apenas os pacientes com medicamentos mais específicos para cada caso, mas também os médicos, a equipe médica, os gestores e os laboratórios farmacêuticos. Para Morel, a mudança de paradigma com o primeiro edital da Faperj para investimento em inovação e startups – as novas empresas que começam a atuar no mercado –  é motivo de comemoração. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os casos de câncer no mundo poderão chegar a 27 milhões até o ano de 2030.  O câncer de mama, o mais comum em mulheres, representa cerca de 25% do total de casos da doença. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por 70% do tratamento realizado para todos os tipos de câncer.

Cientistas testam exame de sangue capaz de “prever” metástase do câncer de mama

04 de ago de 2017 às 15:20 | em: Saúde

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Pesquisadores do Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, estão testando exame de sangue capaz de detectar com antecedência se células do câncer de mama tendem a se disseminar para o cérebro. O teste se baseia na detecção de uma espécie de “assinatura genética” de células de tumores metastáticos — o que permite diferenciá-las de outras estruturas do tumor, mais antigas. O exame é particularmente importante, apontam os cientistas, porque cerca de 20% dos cânceres de mama vão sofrer metástase para o cérebro com o passar do tempo. O artigo foi publicado nesta sexta-feira (4) na “Nature Communications” e se baseia em linhas de pesquisa que têm ganhado força no estudo de tumores metastáticos: as que investigam as chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês). O feito do grupo Houston, liderado pelo pesquisador Dario Marchetti, foi confirmar que as CTCs de tumores de cérebro são diferentes de outras células circulantes. A investigação dessas células para diferentes tipos de câncer é forte candidata para o desenvolvimento de variados testes capazes de analisar a progressão do câncer no futuro; e, com isso, permitir com que intervenções sejam feitas mais rapidamente.

Contribuição da pesquisa

O exame pode identificar “micro metástases” de um tumor de mama que ainda não estão visíveis em exames de imagem como a ressonância magnética. Uma outra aplicação do teste é em pacientes que já tiveram tumores de cérebro detectados em exames de imagem – nesses casos, o exame poderia avaliar o sucesso ou não do tratamento a partir da detecção de células metastáticas no sangue. Pesquisadores também pretendem que o exame possa ser um substituto para a biópsia, consideradas mais invasivas.

Técnica revolucionária corrige defeitos genéticos de embriões

03 de ago de 2017 às 15:58 | em: Saúde

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Já é possível corrigir defeitos e doenças hereditárias antes do nascimento do bebê. Foi publicado nesta quarta-feira pela Revista Nature um artigo que descreve detalhadamente como pesquisadores modificaram genes humanos defeituosos gerando embriões humanos saudáveis. A técnica revolucionária de edição genética chamada Crispr permite a modificação precisa e segura de genes.  Isso prova que o genoma humano pode ser modificado para a correção de doenças. No artigo da Nature é descrito como esta técnica foi utilizada para a correção de uma mutação, o gene MYBPC3, ligado a cardiomiopatia miotrófica, condição genética hereditária que dificulta o bombeamento do sangue.

A técnica

Os cientistas  não “curaram” pessoas com a doença. Eles fertilizaram óvulos de 12 mulheres usando esperma de um homem com cardiomiopatia hipertrófica. Depois injetaram uma enzima com Crispr, mecanismo que funciona como uma “tesoura genética”, que cortou a sequência de DNA mudada no gene MYBPC3 masculino, além de uma sequência sintética de DNA saudável.  A expectativa era que o genoma masculino copiasse essa sequência saudável para a porção cortada, porque é assim que esse processo de edição de genes funciona em outras células do corpo e em embriões de camundongos. No entanto, o gene masculino copiou a sequência saudável do gene feminino. Os autores não sabem por que isso aconteceu.

Resultado

De 54 embriões, 36 nasceram sem mutação, uma melhoria significativa em relação às circunstâncias naturais de concepção, em que cerca de metade não teria a mutação. Outros 13 embriões também surgiram sem a mutação, mas não em todas as células. Além da divulgação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, a experiência foi referendada pela comunidade científica ao ser publicada na Nature.  A ideia é que defeitos genéticos não sejam mais uma sentença pra toda a vida. Pesquisadores alertam, no entanto, que ainda há muito o que considerar para a aplicação clínica da técnica –  como a necessidade da reprodução do mesmo feito em outras mutações genéticas. Um relatório recente da Academia de Ciência, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos defendeu que cientistas não deveriam utilizar a técnica ainda para editar embriões antes da gravidez. O uso no laboratório, no entanto, foi considerado aceitável pela entidade.

Mal de Alzheimer atinge 1,2 milhão de brasileiros

03 de ago de 2017 às 11:07 | em: Michel Jornalista,Saúde

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A perda de memória recente é o principal indicativo do mal de Alzheimer, doença que atinge 1,2 milhão de brasileiros e não tem cura. Entenda como o problema afeta não só aqueles que sofrem com ele, mas também quem convive de perto com os sintomas e consequências. A doença afeta principalmente idosos.

Sintomas psicológicos: alucinação, depressão ou paranoia,

No corpo: inquietação ou perda de apetite,

Nos músculos: contrações musculares rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos musculares,

Também é comum: fala embaralhada, incontinência urinária ou sintomas comportamentais

 No comportamento: agitação, agressão, irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se perder

No humor: apatia, descontentamento geral, mudanças de humor, raiva ou solidão

 

Como você pode se cuidar

Exercício físico

Fazer uma atividade aeróbica por 20-30 minutos, cinco dias por semana, melhora a condição cardiovascular. Em caso de lesão, praticar uma atividade que evite usar o grupo muscular ou articulação lesionados pode ajudar a manter a disposição física durante a recuperação.(Michel jornalista).

Brócolis é remédio natural contra diabetes, descobre estudo

01 de ago de 2017 às 16:20 | em: Saúde

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O Brócolis é um santo remédio natural contra diabetes tipo 2. Foi o que descobriu uma pesquisa publicada em junho na revista Science Translation Medicine. Entre os alimentos recomendados estão brócolis, couve, repolho e outros alimentos ricos em fibras.  A pesquisa FOI feita por especialistas da Lund University Diabetes Center, na Suécia, Johns Hopkins University, nos EUA, University Medical Center, na Suíca e University of Gothenburg na Suécia, entre outras. O estudo, realizado com ratos e humanos, mostrou que o brócolis tem um composto (glucorofanina) que o corpo transforma em sulforafano. Esse antioxidante reduz a produção de glicose pelo fígado. A atuação desse composto seria semelhante à de um dos medicamentos mais usados no tratamento de diabetes, a metformina. O mesmo composto químico pode ser encontrado em outros alimentos da mesma família, como a couve, a couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho e folhas de mostarda. Quem garante é Maristela Strufaldi, nutricionista da Sociedade Brasileira de Diabetes. O diabetes atinge 9 milhões de brasileiros, segundo Pesquisa Nacional de Saúde de 2015, com maior prevalência na população a partir dos 60 anos. E o tipo 2, relacionado à alimentação e obesidade, é o tipo mais comum.