Trump ignora alertas e reconhece Jerusalém como capital de Israel

06 de dez de 2017 às 15:59 | em: Trump

Foto: Reprodução

O presidente americano, Donald Trump, contrariou as pressões internacionais e anunciou na tarde desta quarta-feira que os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel. A medida foi acompanhada da decisão de iniciar o processo de transferência da embaixada dos EUA — hoje em Tel Aviv, que concentra todas as embaixadas no país — para a cidade sagrada. Trump foi alvo de forte pressão para que não tomasse tal passo, que pode causar instabilidade nas negociações de paz entre Israel e palestinos e foi criticado por líderes de vários países e organizações. — Em 1995, o Congresso apelou ao governo para realocar a embaixada (…). A lei foi apoiada pelo imensa maioria e ratificada com unanimidade pelo Senado — afirmou Trump, relembrando que os presidentes desde então nunca aplicaram a lei de 1995. — É hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Israel é uma nação soberana com o mesmo direito de outras nações de determinar sua capital. Reconhecer isso é um passo para alcançar a paz. (…) É a capital do povo judeu e do governo moderno israelense. De acordo com Trump (que ressaltou que estava cumprindo uma promessa de campanha), o governo instruirá o Departamento de Estado a contratar arquitetos para iniciar a construção da nova representação diplomática. Segundo Trump, Jerusalém “não é só lar de três religiões, mas terra de uma moderna democracia”, na qual membros de outras religiões “podem viver livremente”. — Jerusalém deve ser um lugar onde judeus, cristãos e muçulmanos rezam — afirmou Trump, estendendo-se aos palestinos. — Nossa missão é promover um acordo de paz entre os diferentes lados envolvidos. Quero fazer todo o possível para tal. (…) Os EUA irão apoiar uma solução de dois Estados se ambos os lados quiserem. Enquanto isso, peço aos dois lados para que mantenham o status quo. Segundo Trump, seu vice, Mike Pence, viajará à região para apelar contra os extremismos nos debates políticos sobre a situação de Israel e dos palestinos.

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