Trump

Trump vai enviar americanos para a Lua e para Marte, diz Casa Branca

11 de dez de 2017 às 16:22 | em: Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai assinar um documento com o objetivo de enviar norte-americanos de volta para a Lua e, depois, para Marte. As informações foram anunciadas nesta segunda-feira (11) por Hogan Gidley, porta-voz da Casa Branca. Segundo Gidley, Trump vai ordenar que a agência espacial americana, Nasa, lidere “um inovador programa de exploração espacial para enviar astronautas americanos para a Lua e, finalmente, Marte”. “Ele vai mudar a nossa política nacional de voos espaciais humanos para ajudar a América a se tornar a força motriz da indústria espacial, a obter novos conhecimentos sobre o cosmos e impulsionar tecnologia incrível”, disse Gidley, em nota. Todos os seis voos que levaram seres humanos para a Lua foram realizados pela Nasa. O último deles ocorreu em dezembro de 1972, com a missão Apollo 17. Por serem considerados caros e pelo arrefecimento das tensões da Guerra Fria, as missões lunares foram interrompidas. Tanto os EUA quanto a União Soviética passaram a concentrar suas missões espaciais tripuladas na órbita terrestre, com estações como o Skylab (americano) e a MIR (soviética).A partir do final dos anos 1970, ambicionando cortes de custos, a Nasa desenvolveu um programa de ônibus espaciais, veículos maiores e capazes de realizar diversas missões, ao contrário dos módulos antigos, que duravam apenas uma viagem. O projeto falhou, no entanto, em reduzir os gastos da agência, dada a complexidade dos aparelhos. O último voo de um ônibus espacial aconteceu em 2011, 30 anos depois da implementação do primeiro veículo do tipo – sendo que dois dos cinco aparelhos construídos pela Nasa foram perdidos em acidentes que terminaram com todos os ocupantes mortos: a Challenger, em 1986, que explodiu minutos após o lançamento; e a Columbia, que se desintegrou ao reentrar na atmosfera, em 2003. Atualmente, todos os astronautas americanos são lançados ao espaço em missões russas. A Nasa havia estimado retomar voos espaciais tripulados dos EUA em 2017, por meio de projetos com empresas privadas, como a Boeing e a SpaceX. Atrasos no planejamento, contudo, jogaram a previsão para 2019.

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Trump ignora alertas e reconhece Jerusalém como capital de Israel

06 de dez de 2017 às 15:59 | em: Trump

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O presidente americano, Donald Trump, contrariou as pressões internacionais e anunciou na tarde desta quarta-feira que os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel. A medida foi acompanhada da decisão de iniciar o processo de transferência da embaixada dos EUA — hoje em Tel Aviv, que concentra todas as embaixadas no país — para a cidade sagrada. Trump foi alvo de forte pressão para que não tomasse tal passo, que pode causar instabilidade nas negociações de paz entre Israel e palestinos e foi criticado por líderes de vários países e organizações. — Em 1995, o Congresso apelou ao governo para realocar a embaixada (…). A lei foi apoiada pelo imensa maioria e ratificada com unanimidade pelo Senado — afirmou Trump, relembrando que os presidentes desde então nunca aplicaram a lei de 1995. — É hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Israel é uma nação soberana com o mesmo direito de outras nações de determinar sua capital. Reconhecer isso é um passo para alcançar a paz. (…) É a capital do povo judeu e do governo moderno israelense. De acordo com Trump (que ressaltou que estava cumprindo uma promessa de campanha), o governo instruirá o Departamento de Estado a contratar arquitetos para iniciar a construção da nova representação diplomática. Segundo Trump, Jerusalém “não é só lar de três religiões, mas terra de uma moderna democracia”, na qual membros de outras religiões “podem viver livremente”. — Jerusalém deve ser um lugar onde judeus, cristãos e muçulmanos rezam — afirmou Trump, estendendo-se aos palestinos. — Nossa missão é promover um acordo de paz entre os diferentes lados envolvidos. Quero fazer todo o possível para tal. (…) Os EUA irão apoiar uma solução de dois Estados se ambos os lados quiserem. Enquanto isso, peço aos dois lados para que mantenham o status quo. Segundo Trump, seu vice, Mike Pence, viajará à região para apelar contra os extremismos nos debates políticos sobre a situação de Israel e dos palestinos.

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Trump diz que não irá falhar ao lidar com a Coreia do Norte: ‘Ser gentil não funcionou’

02 de out de 2017 às 16:16 | em: Mundo,Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar o seu perfil no Twitter para dizer que não irá falhar ao lidar com a Coreia do Norte. De acordo com o republicano, outros presidentes como Bill Clinton, Barack Obama e George W. Bush falharam quando tentaram contar as ameaças de Pyongyang. “Ser gentil com o Homem Foguete não funcionou nos últimos 25 anos”, ressaltou o líder americano. O mais recente comentário vem após um tuíte do presidente na manhã deste domingo, onde ele pediu para que o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, guardasse suas energias porque ele estaria perdendo tempo em tentar negociar com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. No sábado, Tillerson disse que os EUA estão em contato direto com a Coreia do Norte para tentar resolver as questões diplomáticas entre os dois países. A escalada de tensões entre Washington e Pyongyang se intensificou após um teste de bomba de hidrogênio realizado pelo regime norte-coreano no início de setembro. O exercício foi condenado pela comunidade internacional e fez com que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, de forma unânime, um pacote de sanções contra a Coreia do Norte. De acordo com a ONU, as penalidades devem reduzir as receitas do país asiático em US$ 1,3 bilhão. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte caso os EUA sejam obrigados a defender a si mesmos ou a aliados da ameaça nuclear representada pelo regime de Kim Jong-un. Já o líder norte-coreano respondeu afirmando que o presidente americano é “desequilibrado” e “pagará caro” pelos comentários feitos contra Pyongyang. Ao mesmo tempo, o ministro de Relações Exteriores do país asiático, Ri Yong Ho, comentou que um teste de bomba de hidrogênio pode ser feito no Pacífico, além de ter ressaltado que Trump declarou guerra contra a Coreia do Norte, fazendo com que Pyongyang tenha o direito de tomar contramedidas, como derrubar bombardeiros americanos, “mesmo que ainda não estejam dentro do nosso espaço aéreo”.

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“Guerra” entre EUA e Coreia do Norte: devemos nos preocupar?

26 de set de 2017 às 18:51 | em: Coreia do Norte,Mundo,Trump

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O governo norte-coreano acusou Donald Trump de “declarar guerra” e afirmou que tem o direito de derrubar bombardeiros americanos que sobrevoam seu território. Na semana passada, na 72ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA havia ameaçado “destruir totalmente” a Coreia do Norte se seu país for “forçado a defender-se ou a defender seus aliados”. O ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Yong-ho, disse que o regime poderia atingir os aviões americanos mesmo que eles não estivessem em seu espaço aéreo, já que os Estados Unidos “foram os primeiros a declarar guerra”. Em resposta, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, disse que Pyongyang deve parar com as provocações, e a Casa Branca chamou de “absurda” a afirmação.

1. Ninguém quer guerra

Esta é uma das informações mais importantes de se manter em mente. Uma guerra na península coreana não serve aos interesses de ninguém. O principal objetivo do governo norte-coreano é sobrevivência – e um conflito direto com os EUA poderia ameaçar seriamente essa possibilidade. Segundo o repórter de Defesa da BBC, Jonathan Marcus, qualquer ataque contra os Estados Unidos ou seus aliados no contexto atual pode evoluir rapidamente para uma guerra mais ampla – e devemos assumir que o governo de Kim Jong-un não é suicida. Na verdade, é por isso que a Coreia do Norte está tentando se tornar uma potência nuclear. De acordo com o regime, isso protegeria o governo ao aumentar o custo de tentar derrubá-lo. Kim Jong-un não quer terminar como os ex-ditadores da Líbia, Muammar Khadafi, e do Iraque, Saddam Hussein. Andrei Lankov, professor da Universidade Kookmin em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que havia “uma probabilidade muito pequena de conflito”, mas que os norte-coreanos estão “pouco interessados em diplomacia” neste momento. “Eles querem ter a capacidade de tirar Chicago do mapa, por exemplo. Depois terão interesse em soluções diplomáticas”, disse Lankov. E um ataque preventivo dos EUA? Eles sabem que atingir a Coreia do Norte forçaria o governo retaliar contra seus aliados Coreia do Sul e Japão. Isso ocasionaria a perda de muitas vidas, incluindo a morte de centenas de americanos – militares e civis. Além disso, Washington não quer arriscar que mísseis com armas nucleares sejam disparados em direção ao território americano. Por fim, a China – único aliado de Pyongyang – ajudou a manter o governo norte-coreano justamente porque sua queda poderia ter um resultado estratégico pior. Ter soldados americanos e sul-coreanos na fronteira com a China é uma perspectiva que Pequim não quer enfrentar – e é isso o que a guerra iria trazer. Confira mais em BBC Brasil.

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Coreia do Norte detalha plano de ataque a bases dos EUA

11 de ago de 2017 às 09:34 | em: Coreia do Norte,Trump

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A Coreia do Norte divulgou, nesta quinta-feira, alguns detalhes de seu suposto plano para atacar a ilha de Guam, que abriga duas importantes bases militares norte-americanas. Segundo a agência de notícias estatal KCNA, o país lançaria quatro mísseis de médio alcance que cruzariam os céus do Japão e cairiam no mar a uma distância de 30 a 40 quilômetros da costa de Guam, como uma advertência a Washington. O Exército norte-coreano afirmou que suas forças estratégicas devem concluir o plano em meados deste mês para depois apresentá-lo ao presidente, Kim Jong-un, e esperar que ele dê a ordem para executá-lo. A mobilização tem por objetivo “interceptar as forças inimigas nas principais bases de Guam e enviar uma advertência crucial aos Estados Unidos”. Os quatro mísseis voariam 3.356,7 quilômetros durante 18 minutos e sua trajetória passaria pelos céus dos municípios japoneses de Shimame, Hiroshima e Koichi. Se o lançamento for autorizado, será a primeira vez que um míssil norte-coreano cairá em uma área tão próxima ao território norte-americano. Até agora os testes de mísseis balísticos, incluindo aqueles de alcance intercontinental, caíram em águas próximas ao Mar do Japão (Mar do Leste para as Coreias) porque em vez de percorrer uma trajetória direta, eles o fizeram de forma quase vertical, desenhando uma parábola.
Os detalhes do possível novo ataque se somam à tensa escalada verbal entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, exacerbada nos últimos dias após sanções aprovadas pela ONU contra o país asiático por causa dos dois testes com mísseis balísticos de longo alcance realizados em julho. Também como consequência das palavras de Donald Trump, que falou de “uma fúria e um poder de fogo jamais vistos no mundo” caso Pyongyang continue com suas ameaças contra Washington. “O diálogo sincero não é possível com um sujeito desprovido de razão, e somente a força absoluta pode funcionar contra ele”, respondeu sobre o assunto Kim Rak-gyom, comandante da unidade militar norte-coreana responsável pelos lançamentos de mísseis. A ideia de lançar projéteis contra Guam não é nova, mas o fato de a propaganda norte-coreana especificar os detalhes da operação é inédito. Na quarta-feira, o regime informou que seriam usados foguetes Hwasong-12, testados em várias ocasiões este ano, e que segundo especialistas têm alcance suficiente para chegar ao enclave mesmo quando carregados com uma bomba de 650 quilos. A ameaça norte-coreana a esta ilha do Pacífico de 160.000 habitantes tem sua origem no fato de que o território abriga importantes bases militares a partir das quais os Estados Unidos dirigem suas operações na península coreana. Ainda nesta semana, dois bombardeiros B-1B decolaram dessas bases e realizaram manobras conjuntas com aviões de combate sul-coreanos nos céus da península, o que irritou Pyongyang. Após ser informado dos planos do Exército norte-coreano, o ministro porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou que seu país “nunca vai tolerar” essas provocações. “Pedimos encarecidamente à Coreia do Norte que encare seriamente as fortes advertências que lhes foram feitas, que obedeça uma série de resoluções da ONU e se abstenha de tomar novas medidas de provocação”, disse o representante japonês, segundo a France Presse. Já o Exército da Coreia do Sul advertiu, através de seu porta-voz, que o Norte “enfrentará uma represália firme e forte dos aliados” caso coloque em prática o plano anunciado. Perguntado se havia indícios de que seu vizinho já esteja preparando o ataque, o funcionário respondeu que, por enquanto, não foi detectada nenhuma atividade fora do comum. (El País Brasil).

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Trump ameaça a Coreia do Norte “com fogo e fúria jamais vistos no mundo”

11 de ago de 2017 às 09:31 | em: Coreia do Norte,Trump

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A escalada verbal entre Estados Unidos e Coreia do Norte subiu na terça-feira. O presidente, Donald Trump, respondeu às últimas ameaças do regime de Pyongyang com uma declaração violenta e alarmante: “Será melhor que a Coreia do Norte pare de ameaçar os Estados Unidos”, disse ele a repórteres de suas férias em Bedminster, Nova Jersey, ou “vai se encontrar com uma fúria e um fogo jamais visto no mundo”. Trump é sempre excessivo, febril, na política interna e na externa, só que agora seu interlocutor é Kim Jong-un e o assunto tratado, as armas nucleares. A Coreia do Norte disse palavras fortes nos últimos meses. O embaixador de Pyongyang na ONU, Kim In Ryong afirmou em abril passado que a “guerra termonuclear” poderia começar “a qualquer momento”. E no final de julho, o ministro de Defesa, Pak Yong-sik, alertou para um “ataque nuclear preventivo no coração da América”. Trump, entretanto, tinha até agora usado um tom acima do de Barack Obama contra o regime, às vezes desafiador, como quando se gabava do poder de seu exército e advertiu a Kim Jong-un que ele estava “procurando problemas”. Mas na terça-feira agarrou o lança-chamas ao sugerir a possibilidade de uma ação militar contra o regime norte-coreano. “Ele esteve fazendo muitas ameaças, mais do que o normal”, disse referindo-se ao líder norte-coreano e “se encontrará com fogo e fúria e, francamente, um poder de uma magnitude que nunca foi visto antes neste mundo”, enfatizou.
A escalada verbal ocorre como resultado das duras sanções econômicas que o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs contra o regime norte-coreano, com a bênção da China, graças à pressão de Washington. A penalização vai cortar em 1 bilhão de dólares as receitas por exportações do já isolado país. Um editorial do jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun, publicado no domingo, mas escrito antes dessa resolução da ONU, ligava o alarme ao prometer transformar os Estados Unidos “em um mar de fogo inimaginável” caso as sanções fossem aprovadas e Washington optasse pela via militar. A troca de ameaças preocupa os aliados dos EUA. O novo Governo Trump questionou várias vezes a política de “paciência estratégica” com a Coreia que foi uma característica da era Obama, levando em conta a proliferação de testes balísticos que o hermético país empreendeu no último ano. As sanções da ONU ocorreram depois que Pyongyang anunciou em 4 de julho que tinha testado com sucesso um míssil balístico intercontinental e no dia 28 do mesmo mês lançou outro míssil que atingiu águas japonesas
Trump fez as declarações depois de se reunir com o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Tom Price, para analisar a epidemia de heroína que mata milhares de pessoas a cada ano nos Estados Unidos. No breve momento em que os meios tiveram acesso ao encontro, realizado no marco das férias do presidente, a mensagem foi enviada. Poucos minutos antes, o The Washington Post tinha publicado que a Coreia do Norte desenvolveu uma cabeça nuclear em miniatura que pode ser colocada em seus mísseis, o que representa um salto qualitativo na corrida armamentista que preocupa cada vez mais a comunidade internacional. O Post citou um relatório da Agência de Inteligência de Defesa, concluído em julho. “A comunidade de inteligência avalia que a Coreia do Norte produziu armas nucleares para envio através de mísseis balísticos, incluindo a categoria de mísseis intercontinentais”, diz o documento. As trocas de “fogo” entre os dois países podem ter consequências desastrosas se forem além da metáfora. (El País Brasil).

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Trump dá um passo decisivo para tornar os EUA um país medíocre, diz revista científica

03 de jun de 2017 às 07:34 | em: Mundo,Trump

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Trump, você sabe, anunciou que os EUA estão fora do Acordo de Paris, o compromisso que 195 países tinham assinado em 2015, comprometendo-se a reduzir a emissão de gases-estufa entre 26% e 28% até 2025.  Na prática, muda o seguinte. Para cortar as emissões de seu país em mais de um quarto, como manda o acordo, você, governante, precisa estimular a substituição dos combustíveis fósseis por alternativas limpas. Tais estímulos consistem basicamente em subsídios para quem produz energia solar, eólica, hidrelétrica. Quem produz energia limpa paga menos imposto; quem produz suja, paga mais. Em última instância, trata-se de canalizar dinheiro público para cortar as emissões de CO2. Todos os países do mundo concordaram em fazer isso – só ficaram de fora a Síria, que não foi convidada para a conferência parisiense por conta das atrocidades de Assad, e a Nicarágua, que, exigia um corte bem maior nas emissões (e não assinou para se rebelar). Como a Síria teria assinado se fossse chamada para o baile e a Nicarágua é radicalmente contra as emissões, temos que os EUA estão sozinhos.
Trump apertou o f…da-se. E não só para o resto do mundo, mas para os EUA também. Sua atitude, afinal, não é só uma ameaça ao futuro do clima. Ela também é um péssimo indício para a própria economia americana. Isso porque o ambiente econômico da energia limpa é bem mais complexo que o da energia suja. Quanto mais “complexa” é uma economia, maior a variedade de produtos e serviços que surgem dessa economia. A economia do Brasil, por exemplo, é pouco complexa. Nossos maiores produtos de exportação são soja (cerca de US$ 20 bilhões por ano), minério de ferro (US$ 15 bi), petróleo (US$ 12 bi), açúcar (US$ 8 bi) e carne (US$ 6 bi). Temos aí US$ 61 bilhões. Tudo em matéria prima, produto cru, sem valor agregado. Só em aviões, os EUA exportam US$ 65 bilhões/ano. Um avião movimenta basicamente todos os ramos da economia, que fornecem da borracha dos pneus dos trens de pouso ao software da cabine de comando. Uma montanha de soja, por outro lado, movimenta basicamente nada. Economias complexas produzem aviões, carros, painéis solares. Economias simples fazem soja, petróleo, carvão.
Bom, a redução forçada nas emissões de gases estufa tem funcionado como um “complexador” de economias. Um sistema que use painéis solares instalados nos tetos das casas para alimentar a rede elétrica, por exemplo, envolve bem mais elementos do que um sistema de distribuição de energia centralizado numa usina a carvão – e várias cidades dos EUA têm adotado o primeiro modelo, em que consumidores vendem seu excedente de energia solar para a rede. O próprio conceito de economia complexa foi o que enriqueceu os EUA. No século 17, enquanto o Brasil produzia quase que exclusivamente açúcar para exportação, enriquecendo meia dúzia de latifundiários, as colônias britânicas que dariam origem aos Estados Unidos produziam navios para exportação. E enriqueciam milhares de colonos, já que um navio movimenta mais a economia que uma montanha de açúcar. Por essas, aliás, os EUA chegaram onde chegaram, e nós acabamos onde estamos. Ao dar uma bundada na energia limpa, Trump joga no lixo a própria história dos EUA. E coloca seu país numa trilha que o Brasil conhece bem: a trilha do atraso, da concentração de renda, da burrice. A trilha da mediocridade. (Alexandre Versignassi/Superinteressante).

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3° Guerra Mundial: Coreia do Norte divulga vídeo mostrando ataque nuclear em Washington

02 de maio de 2017 às 09:52 | em: Coreia do Norte,Trump

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Com as tensões aumentando na península coreana, a Coreia do Norte divulgou um vídeo mostrando um ataque de foguetes nucleares a Washington. O vídeo, exibido pelo canal oficial do país, mostra a Casa Branca sendo atingida por um míssil que desce do céu, explodindo em uma gigante bola de fogo. Outra sequência mostra navios americanos sendo atingidos por foguetes, intercalando com vídeos de testes nucleares. As imagens mostraram um teste realizado nessa semana, que tinha o objetivo de mostrar o poderio militar do exército de Pyongyang. Centenas de tanques foram alinhados na cidade costeira de Wonsan para marcar o 85º aniversário da fundação do Exército do Povo Coreano. O ditador Kim Jong-Un saudou as 300 peças de artilharia de grande calibre disparadas – algo que o canal de TV oficial do país descreveu como “maior exercício militar de todos os tempos”. (Yahoo Notícias).

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Era do poder nuclear como exclusividade dos EUA acabou, diz Coreia do Norte

26 de abr de 2017 às 08:53 | em: Coreia do Norte,Trump

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Em editorial publicado nesta terça-feira, o jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun afirmou que os dias em que os Estados Unidos eram conhecidos como os únicos detentores da tecnologia nuclear como sua propriedade exclusiva terminaram.  A tradução do trecho foi publicada pelo jornal japonês Yomiuri. No mesmo editorial, a publicação norte-coreana – representante do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte – destacou ainda que o mundo verá como a unificação das duas Coreias seria alcançada. Entretanto, o texto não fornece mais detalhes a respeito. A declaração de Pyongyang veio no dia em que é comemorado o 85º aniversário de fundação do Exército Popular da Coreia do Norte.  De acordo com autoridades sul-coreanas, como parte das festividades o país teria levado a cabo um novo teste com munições na área de Wonsan, no leste do país. O líder norte-coreano Kim Jong-un teria acompanhado o teste, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. A terça-feira ainda foi marcada pela chegada do submarino nuclear norte-americano Michigan a Busan, na Coreia do Sul. A embarcação é uma das maiores da Marinha dos Estados Unidos. Ele se une ao USS Carl Vinson em breve, durante os exercícios militares no Mar do Japão ao lado de embarcações da Marinha japonesa. A Casa Branca vem tomando essa e outras medidas a fim de persuadir Pyongyang a negociar. No último fim de semana, o vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence afirmou, em visita a Austrália, que o seu país não descansará enquanto não obter a desnuclearização da Península Coreana. (Sputniknews Brasil).

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Tensão com a Coreia do Norte: O mundo pode estar próximo da 3ª Guerra Mundial?

25 de abr de 2017 às 09:49 | em: Coreia do Norte,Mundo,Trump

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A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte aumentou recentemente, com agressões e advertências verbais, além de alguns movimentos militares, o que gerou uma preocupação sobre uma nova crise entre duas potências nucleares. Veículos de comunicação como o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian chegaram a citar a possibilidade de um conflito e compararam o momento atual como a Crise dos Mísseis de Cuba, de 1962. Afinal, seria essa a crise nuclear mais preocupante em 50 anos? Especialistas ouvidos pela BBC divergem sobre as chances reais de um confronto mais acirrado – e potencialmente destrutivo – entre Washington e Pyongyang. Há um consenso de que a solução militar não seria a melhor para as diferenças entre os dois países e que, assim como fizeram soviéticos e americanos há quase 55 anos, Donald Trump e Kim Jong-un resolverão seus problemas na mesa de negociações.

O conflito

A crise atual se intensificou em 8 de abril, quando, após um teste de míssil frustrado pela Coreia do Norte, Trump disse ter enviado uma “armada muito poderosa” para a península coreana, uma referência ao porta-aviões USS Carl Vinson e a um grupo tático. Por sua vez, o Exército norte-coreano exibiu no último fim de semana seu arsenal militar e tentou fazer um novo teste de mísseis de médio alcance. O exercício falhou novamemnte – o dispositivo explodiu pouco após o lançamento. Estava marcado para o mesmo dia o início de uma visita do vice-presidente americano, Mike Pence, à Ásia, que tem a Coreia do Norte como um dos principais temas de sua agenda. “A era da paciência estratégia (com Pyongyang) terminou”, disse ele na segunda-feira, em visita à Coreia do Sul. A resposta da Coreia do Norte foi breve, vinda de um alto diplomata do país: “Se os Estados Unidos planejam uma ofensiva militar, vamos reagir com um ataque nuclear preventivo”. A escalada de tensão alcançou um nível já considerado por alguns como a maior ameaça nuclear em 50 anos. O The New York Times classificou como uma “Crise dos Mísseis de Cuba em câmera lenta”. “Quando as ambições nacionais, o ego pessoal e um arsenal mortífero se misturam, as possibilidades de erro de cálculo se multiplicam”, disse o jornal. Já o The Guardian afirmou que “nesse momento, a maioria das armas nucleares do mundo estão nas mãos de homens para quem a ideia de usá-las está se tornando factível”, numa referência a Jong-um, Trump e o presidente russo, Vladimir Putin. Em Cuba, o episódio é lembrado como a “Crise de Outubro”. No dia 15 deste mês em 1962, um avião espião dos EUA descobriu instalações na ilha que pareciam corresponder a mísseis nucleares de médio alcance, o que fez o governo de John F. Kennedy cercar Cuba imediatamente, enquanto navios soviéticos avançavam rumo à ilha. Entre 22 e 27 de outubro daquele ano, o mundo experimentou o que era sentir-se à beira de uma guerra nuclear. Finalmente, negociações entre Moscou e Washington permitiram que o arsenal nuclear instalado na ilha voltasse à Rússia, enquanto um furioso Fidel Castro culpava os soviéticos de terem negociado pelas suas costas. O prêmio Nobel da Paz e físico a favor do desarmamento nuclear Joseph Rotblat qualificou a crise dos mísseis como “o momento mais aterrorizante” da sua vida. Seria a crise atual o momento mais crítico desde então?

Sobrevivência

Para Bates Gill, especialista em relações entre Estados Unidos e Ásia da Universidade Nacional da Austrália, trata-se de um pico da tensão nuclear em décadas. “A situação mudou drásticamente nos últimos três anos por causa do desenvolvimento de armas nucleares pela Coreia do Norte, e isso pede uma abordagem diferente, com urgência”, afirma ele, para quem “a expectativa da administração Trump de esperar que a Coreia do Norte se desfaça de seu arsenal nuclear claramente não funcionou”. Em contrapartida, Robert Einhorn, especialista em segurança e política externa do Instituto Brookings, de Washington, afirma que hoje nos encontramos “muito longe de estar à beira de um confronto nuclear como em 1962”. “Não é tão preocupante como muitos dizem, mas a situação é claramente tensa por causa das declarações da Coreia do Norte”, diz. Ainda que não acredite na possibilidade de uma guerra nuclear, Einhorn afirma que “será muito difícil que o governo de Trump convença os norte-coreanos a eliminarem seu programa nuclear”. O especialista afirma que, para Pyongyang, essas armas são consideradas garantias da sobrevivência do regime. Apesar de afirmar que o momento atual reflete a maior tensão entre as duas potências em décadas, Gill diz que a crise diplomática não se resolverá com mísseis por duas razões: as declarações do governo de Trump e a pressão que a China pode exercer sobre Pyongyang. “Duvido de uma guerra nuclear. O governo Trump vem declarando querer esgotar todos as vias diplomáticas e pacíficas. A opção militar seria a última, a menos que exista uma ameaça iminente.” Depois da crise em Cuba, Estados Unidos e União Soviética só voltaram a acender o sinal de alerta nuclar em 1983, com uma série de exercícios militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), tidos pela Rússia como um possível ataque atômico. Soviéticos preparam mísseis e alertaram suas bases na Alemanha Oriental e na Polônia. O incidente teve uma repercussão menor que a crise cubana, mas ainda é considerada por historiadores como a maior relacionada a armas nucleares desde 1962 – até agora. (BBC Brasil).

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Coreia do Norte fracassa em lançamento de míssil, diz Coreia do Sul

15 de abr de 2017 às 22:15 | em: Coreia do Norte,Mundo,Trump

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“A Coreia do Norte tentou realizar um lançamento de mísseis hoje de manhã na região de Sinpo, na província de Hamgyong, no entanto, estima-se que a tentativa não foi bem sucedida”, informou o comitê conjunto de chefes das Forças Armadas da Coreia do Sul, citado pela agência Yonhap. Posteriormente, o Pentágono confirmou a tentativa fracassada do lançamento de míssil norte-coreano. De acordo com o comando militar dos EUA, o míssil norte-coreano explodiu “quase imediatamente” após o início da operação. A tentativa do lançamento de mísseis ocorre um dia depois que do desfile militar realizado em Pyonyang, marcando o aniversário do nascimento do fundador da Coreia do Norte, onde foram exibidos novos mísseis balísticos. Recentemente, a tensão entre Coreia do Norte e EUA se agravou tão fortemente que vários especialistas já começaram a falar sobre a possibilidade de um conflito armado na região. Ambos os países trocam acusações pela troca de provocações – a Coreia do Norte realiza testes de mísseis um após outro e os EUA realizam na região manobras cada vez mais assustadoras com a Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, EUA estão negociando com a China sobre as medidas contra o programa nuclear norte-coreano.

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“A mãe de todas as bombas”: EUA acaba de lançar maior bomba da história sobre Afeganistão

13 de abr de 2017 às 15:05 | em: Mundo,Trump

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“A mãe de todas as bombas”: assim é conhecida a GBU-43, o maior artefato não nuclear dos Estados Unidos, lançado nesta quinta-feira pelo Governo de Donald Trump sobre o Afeganistão. O explosivo foi desenvolvido durante a guerra do Iraque, mas nunca havia sido utilizado até agora, segundo fontes da rede de televisão CNN, confirmadas pelo Pentágono. O alvo era um esconderijo do braço afegão do Estado Islâmico A bomba GBU-43 foi lançada às 19.32 hora local (2:32 do horário de Brasília) sobre uma rede de túneis da facção afegã do Estado Islâmico (ISIS-K, na sigla em inglês), no distrito de Achin, província de Nangarhar. Até o momento especialistas não se pronunciaram sobre os efeitos desta investida dos EUA.

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