Maioria dos deputados baianos votou a favor da reforma da Previdência

08 de ago de 2019 às 09:14 | em: Bahia

Foto: Reprodução

A maioria dos deputados federais baianos votou a favor do texto-base da reforma da Previdência no segundo turno. Dos 39 parlamentares do estado, 24 foram favoráveis e 15 contrários à proposta enviada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional. A matéria segue agora para o Senado Federal. Apenas o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) mudou de posição. Na primeira votação em julho, Isidório votou a favor da reforma da Previdência, mas no segundo turno se posicionou contra. Nos bastidores, comentou-se que o deputado do Avante foi pró-reforma para em troca receber uma visita do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), na Fundação Doutor Jesus. No mês passado, o democrata desembarcou na capital baiana para ir à instituição social do Pastor Sargento Isidório.

O deputado federal Bacelar (Podemos), que esteve ausente no primeiro turno, compareceu na segunda etapa da votação e se posicionou contra a reforma. Embora o presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar, tenha sinalizado que os cinco deputados do seu partido poderiam votar contra a reforma, os parlamentares mantiveram a posição do primeiro turno e foram favoráveis ao texto na segunda etapa. Otto disse que o PSD votou pró-reforma por causa de um acordo firmado com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (DEM), respectivamente, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para a liberação de recursos para a Bahia. Só que, segundo Otto, o pacto não foi ainda cumprido.

Votaram a favor do texto: Adolfo Viana (PSDB); Alex Santana (PDT); João Carlos Bacelar, José Rocha, Abílio Santana, todos do PL; Antonio Brito, José Nunes, Otto Alencar Filho, Paulo Magalhães, Charles Fernandes, todos do PSD; Raimundo Costa, Ronaldo Carletto, Cacá Leão, Claudio Cajado, todos do PP; Igor Kannário (PHS); Professora Dayane Pimentel (PSL); Tito (Avante); Uldurico Junior (Pros); Arthur Maia, Elmar Nascimento, Leur Lomanto Júnior, Paulo Azi, todos do DEM e Márcio Marinho e João Roma, ambos do PRB. Presidente do PSL na Bahia, a deputada federal Dayane Pimentel defendeu ontem a proposta. “A aprovação da reforma é essencial para a construção de um novo Brasil que trilhará no caminho da responsabilidade com o dinheiro público”, afirmou.

Já os deputados contra a matéria: Alice Portugal e Daniel Almeida, ambos do PCdoB; Bacelar (Podemos); Lídice da Mata, Marcelo Nilo, ambos do PSB; Félix Mendonça (PDT); Mário Negromonte Jr. (PP); Pastor Sargento Isidório (Avante); Afonso Florence, Jorge Solla, Joseildo Ramos, Nelson Pelegrino, Valmir Assunção, Waldenor Pereira, Zé Neto, todos  do PT. O deputado Marcelo Nilo criticou duramente a proposta ontem. “Foi o toma lá dá cá mais vergonhoso que pode existir num Congresso Nacional, vários deputados votando se fosse liberado recursos de suas emendas parlamentares que não são impositivas, programadas no orçamento, tanto é que o governo hoje envia um projeto de R$ 3 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões para emendas aos deputados. Se fosse uma reforma positiva, boa para o brasileiro, não se exigiria isso do governo”, disse o parlamentar, em entrevista à rádio Metrópole.

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