“Clima de greve não é unanimidade, mas pode ser igual a 2014 e pegar fôlego no 2° dia”, dizem policiais

08 de out de 2019 às 20:47 | em: Bahia,Policia

Foto: Reprodução

Os policiais militares e bombeiros do Estado da Bahia decretaram greve na tarde desta terça-feira (08), em assembleia realizada no Clube Adelba, atrás do Shopping Paralela, em Salvador. Em entrevista, o deputado e representante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Soldado Prisco (PSC), contou que o Governo não sentou na mesa de negociação. No entanto, o comandante geral da Polícia Militar da Bahia, Coronel Anselmo Brandão, negou a informação de uma greve deflagrada no estado. Ele explicou que a tropa não obedeceu a declaração do deputado estadual Soldado Prisco e acusou o movimento de ter fins políticos. O Governado da Bahia, Rui Costa (PT), seguiu a mesma linha do comandante. Ao site A Voz do Campo, o comandante da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Nordeste, Major Wellington Moraes, também confirmou que as tropas trabalham normalmente e endossou as palavras do Coronel. As declarações dos comendantes de batalhões seguem o mesmo perfil por todo o estado.

Clima real nos batalhões

O site A Voz do Campo entrou em contato com Policiais Militares em Feira de Santana, do 16° (Serrinha) e no 5° (Euclides da Cunha) Batalhão de Polícia Militar. Todos dizem que o clima é de euforia e expectativa por parte dos praças (soldados, cabos e sargentos), mas que as guarnições ainda estão na rua. Eles aguardam o desenrolar dos fatos. Sem se identificar, eles disseram que os comandantes tendem a negar que há greve, mas afirmam que é fato que existe interesse de adesão por parte das tropas. Eles também lembram que a última greve, que ocorreu em 2014, começou da mesma forma e tomou fôlego no segundo dia.

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