Agricultura

Em parceria com Conab, Sindicato Rural de Araci garante mais de 40 toneladas de milho para agricultores de Araci

20 de jun de 2017 às 11:20 | em: Agricultura,Araci

Foto: Reprodução

Em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Sindicato Rural de Araci (SRA) garantiu mais de 40 toneladas para agricultores do município de Araci. Foram dezenas de agricultores de comunidades rurais beneficiados, a exemplo de José Railson Oliveira Ferreira da Fazenda Riacho do Tanque que adquiriu 114 sacas do milho. Assim como o agricultor Irisvaldo Ferreira de Oliveira da Fazenda Tingui que adquiriu 1 saca de milho. O transporte da semente vindo da Conab foi custeado pela Prefeitura do município, cada saca ficou por apenas 33,00 reais. O Presidente do SRA, William dos Anjos disse que a missão do Sindicato é e sempre será contribuir com o homem do campo promovendo dias melhores para a agricultura que segundo ele é o eixo da economia brasileira. “Estamos e estaremos sempre à disposição dos aracienses para contribuir da através do SRA,” disse. O presidente da Conab, Marcelo Bezerra, destacou a importância da venda de milho para o Nordeste, que enfrenta anos consecutivos de seca. “A liberação de milho dos estoques públicos garante alívio para agricultores e criadores nordestinos”, disse. Somente em 2016, o programa atendeu 25,3 mil pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte de todo o Brasil com mais de 165 mil toneladas de milho. Mais informações no SRA que fica na Rua Domiciano Oliveira 43 – Centro, Araci-BA ou através do telefone: (75) 3266-1454.

Cartilha avalia políticas públicas para agroecologia no semiárido

14 de jun de 2017 às 09:08 | em: Agricultura,Região Sisal

Foto: Ilustração

A cartilha Políticas Públicas para os povos do Semiárido – Avanços e Desafios contribui para a reflexão sobre como as políticas públicas vigentes no Semiárido impactam na qualidade de vida de agricultoras, agricultores, jovens e comunidades tradicionais. Para isso, a proposta do conteúdo é fomentar uma análise crítica sobre o efeito dessas políticas na vida de famílias cearenses que participam do Projeto Paulo Freire, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará, e uma das iniciativas apoiadas pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no Brasil. A iniciatva abrange 31 municípios nos territórios do Cariri, Sertão dos Inhamuns, Sertão dos Crateús, Sertão de Sobral, Serra da Ibiapaba e Litoral Oeste/ Vale do Curu, no Ceará. A publicação, produzida no âmbito do Projeto Paulo Freire, é dividida em eixos temáticos:  terra, trabalho e produção; água, soberania e segurança alimentar; direitos humanos e educação; mulheres e jovens rurais; e povos e comunidades tradicionais. No texto, análises de políticas públicas vigentes na região, pontos críticos e resultados. Entre as ações contempladas estão o Programa Uma Terra e Duas Águas – P1+2, o Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa Nacional de Habitação Rural. É objetivo do Projeto Paulo Freire contribuir para reduzir a pobreza e melhorar o padrão de vida de famílias sertanejas, principalmente mulheres e jovens, a partir do desenvolvimento do capital social e humano. Vale saber que o Ceará é o quarto estado brasileiro com o maior número de estabelecimentos familiares. São 341.510 propriedades desse tipo, o que corresponde a 90% das unidades rurais do estado. As informações são do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2006. Acesse aqui a cartilha! Boa leitura!

FONTE: Núcleo de Comunicação do Programa Semear

Produtores rurais de Tucano ganham direito de renegociar dívidas com bancos do Brasil e Nordeste

04 de jun de 2017 às 07:55 | em: Agricultura,Negócios,Tucano

Foto: Ilustração

Produtores rurais de Tucano e de outros municípios do Norte e Nordeste do Brasil ganharam o direito de renegociar dívidas rurais (financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste) contratados antes de 2012. Outra vantagem é que o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito passou de 85% para 95% – justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas. Os produtores interessados poderão procurar a SDR – Secretaria de Desenvolvimento Rural de Tucano para uma melhor orientação e o devido encaminhamento. (Secom Tucano).

Cooperativismo no semiárido: a experiência da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá

01 de jun de 2017 às 08:58 | em: Agricultura,Bahia

Foto: Portal Semear

Implantada nos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, no Território Sertão do São Francisco, região nordeste da Bahia, a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) desenvolve um trabalho pautado no fortalecimento da agricultura familiar, produção sustentável, economicamente viável e socialmente justa e solidária. Constituída em 2004 por 44 sócios, na atualidade, já são 244 cooperados e  450 famílias beneficiadas direta e indiretamente.  A Cooperativa é gerenciada por seus cooperados, agricultoras e agricultores familiares, com destaque para a participação de jovens e mulheres.

Foto: Portal Semear

Dentre estas, 70% estão envolvidas no processo cooperativista: produção, beneficiamento, comercialização, gestão e administração. A experiência se destaca pela comercialização e o acesso aos mercados locais e  nacional, através de grandes redes varejistas e do mercado institucional; o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em suas diversas modalidades e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A estratégia comercial também contemplao mercado internacional justo e solidário. Desde 2008, a COOPERCUC possui certificação orgânica da produção, estimulando o consumo consciente, além de contribuir com a visibilidade da região do Semiárido e do bioma caatinga. (Portal Semear). Baixe: Livro Banco Saberes – Sistematizado da COOPERCUC

Inspire-se: conheça boas práticas que estão transformando o semiárido

05 de abr de 2017 às 11:07 | em: Agricultura,Região Sisal

Foto: Programa Semear/ Manuela Cavadas

Já conferiu as novidades do Portal Semear? Uma delas tem a proposta de apresentar diferentes inovações na forma de produzir e de se organizar no campo. Dentro da seção Experiências Inspiradoras, a plataforma Boas Prática na Convivência com o Semiárido reúne 19 sistematizações de iniciativas de convivência com o Semiárido desenvolvidas na região. Gestão das Águas, Produção Agroecológica, Criação Animal, Recursos Naturais e Organização Comunitária são os eixos temáticos que reúnem histórias cheias de experimentações e aprendizagens. Todas elas são detalhadas com informações que podem ajudar na reaplicação das boas práticas destacadas.  Além do texto, há infográficos e imagens para disseminar boas práticas e conhecimentos gerados a partir das experimentações. As sistematizações mostram como funcionam as experiências, como implementá-las e de que adiantou adotá-las, além de revelar quem são os experimentadores e como vivem.

Foto: Programa Semear/Luciana Rios

Há quem tenha criado uma tecnologia, ou apostado em diferentes formas de manejar recursos naturais e criar animais. Tem também experiências com atividades produtivas e agroecológicas, além de um grupo de jovens que vem experimentando formas de valorizar a cultura sertaneja e melhorar as condições de vida na região do sertão sergipano. Isso sem dizer de coletivos que estão inovando na organização comunitária para acessar novos mercados e gerar renda às famílias agricultoras. A ideia é inspirar novas ações a partir do que está sendo desenvolvido e estimular a experimentação! Em Experiências Inspiradoras, acesse também o Banco de Saberes e o Talentos do Semiárido. Acesse aqui o Boas Práticas na Convivência com o Semiárido!

Frutas da caatinga – Gerando sustentabilidade em áreas recaatingadas no semiárido; baixe o livro

29 de dez de 2016 às 09:33 | em: Agricultura,Região Sisal

frutas-da-caatingaA publicação Frutas da Caatinga, produzida pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), tem a proposta de contribuir para processos de formação e multiplicação de conhecimentos relacionados à produção de alimentos na Caatinga. Produção, consumo, beneficiamento e comercialização no contexto da convivência com o Semiárido estão entre os temas abordados nos tópicos da cartilha, que são: A Caatinga e a Produção Agroecológica de Frutas; As vantagens com Processamento de Frutas; Rendimentos da Produção; Instalações das Unidades de Processamento; Boas práticas de Fabricação; Técnicas de Beneficiamento da Produção; Rotulagem e Armazenamento e Transporte. Esta obra é voltada, principalmente, a agricultoras e agricultores familiares e demais envolvidos com empreendimentos agroindustriais associativistas e cooperativistas no Semiárido. A cartilha foi reeditada no âmbito do Projeto de Intercâmbio Solidário: Fortalecendo Iniciativas de Articulação na Rede Sabor Natural do Sertão, com apoio do Programa Semear (FIDA/IICA/AECID).

Arquivo para Download:

Baixe-o-livro-frutas-da-caatinga-aqui

Equipe do ‘Bora?’ faz vídeo sobre o Marizá; Reserva Ecológica em Tucano que recebe turistas de todo o mundo

19 de dez de 2016 às 09:58 | em: Agricultura,Tucano
Fonte: Ilustração

Fonte: Ilustração

Canal ‘Bora?’, de jovens de Tucano (BA), vêm produzindo material audiovisual de qualidade para a região do Sisal. Em um dos seus vídeos eles trazem imagens e entrevistas com Marsha Hanzi, criadora do Epicentro, um fascinante projeto de agroecologia implantado na região do Creguenhem, Tucano. Ela é suiça-americana e residente no Brasil desde 1976. Precursora da Permacultura no Brasil, Marsha tem grande experiência com sistemas agroflorestais, agricultura sustentável e intuitiva, incluindo o uso de florais, radiestesia, kineseologia. O Projeto Epicentro foi começado por Marsha Hanzi em conjunto com três vizinhos (março de 2002) em cima de areia nua (após uma plantação de melancia) (ver detalhes). Veja o vídeo e conheça esse importante projeto situado na região do Sisal. O Marizá recebe turistas e intelectuais preocupados com a natureza de todo o mundo.

Assista à entrevista com Rosival Leite, presidente da Fetraf Bahia

09 de dez de 2016 às 18:55 | em: Agricultura,Araci,Brasil,Região Sisal

whatsapp-image-2016-11-29-at-11-22-29-2-1O Coordenador Geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do estado da Bahia (FETRAF-BAHIA/CUT), Rosival Leite, gravou um vídeo para o site A Voz do Campo que dá uma aula para foco e comprometimento com a coletividade para todos. Nascido em Alagoinhas, Rosival tem sua vida marcada pelas lutas sociais pela agricultura familiar na Bahia e na região Sisaleira. Casado com a vereadora eleita pelo PT de Araci, Edneide Pereira, ele tem uma relação bastante próxima com a região do Sisal através de instituições de lutas sociais como a APAEB e o MOC. No vídeo, Rosival fala sobre agricultura familiar, política, economia e sustentabilidade. Confira este interessante vídeo de uma das figuras mais influentes da política local e regional.

Estratégias simples e de baixo custo para incrementar a produção no semiárido

20 de nov de 2016 às 09:13 | em: Agricultura,Região Sisal

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O reaproveitamento de materiais e a criatividade de agricultoras e agricultores do Semiárido é uma dobradinha que dá resultados. Garrafas plásticas amarradas nos pés de árvores frutíferas, por exemplo, podem ajudar a molhá-las sem desperdício. Basta fazer alguns furinhos na tampa do recipiente, que deve estar fechado e de cabeça para baixo, para que a ideia seja colocada em prática. Veja ao lado. A estratégia é adotadas pelo agricultor Alcides Ferreira Santos, de Monte Alegre, no Semiárido de Sergipe. Quem também utiliza garrafas plásticas no dia a dia do campo é a agricultora Maria das Graças Gomes de Almeida. Conhecida como Gracinha, ela mora em Remanso, no Semiárido da Bahia. É lá que armazena água nesses recipientes. A finalidade é diversa: dar de beber aos animais, limpar a casa, incrementar a produção de alimentos em períodos de estiagem. Esta é apenas uma das boas práticas que a agricultora desenvolve em sua propriedade.

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Há também quem faça um uso diferente das garrafas plásticas. É o caso da horta suspensa. Medida simples e de baixo custo, ela pode ser adotada por famílias sertanejas como opção de plantio. A agricultora Vanessa de Andrade Alves, da comunidade de Craúno, em Poções, no Semiárido da Bahia, compartilhou conosco algumas dicas: para começar, é preciso pegar uma garrafa plástica e cortá-la, para aproveitá-la horizontalmente, fazendo alguns furinhos na parte de baixo. Em seguida, coloque o adubo e a planta e passe uma corda pela garrafa para que seja possível pendurá-la em uma árvore ou parede. A técnica pode ser usada para plantas que não têm raízes profundas. Outra possibilidade é utilizar a garrafa plástica para fazer uma tecnologia simples de irrigação, inspirada nas raízes do umbuzeiro. Chamada de batata de salvação, ela permite levar água até as raízes de uma planta com a ajuda de pedaços de cordas que funcionam como pavios, sugando a água do vaso para irrigar o solo. Para a montagem, são necessários canudos ou varetas e um pedaço de isopor, um funil para facilitar o abastecimento da água, uma furadeira e uma tesoura.

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Quer saber como faz? O passo a passo pode ser conferido na cartilha Semeando Inovação Tecnológica – Experiências de desenvolvimento socioeconômico no Semiárido nordestino, produzida pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Fundação APAEB), com o apoio do Programa Semear (FIDA/IICA/AECID). (Programa Semear).

Motivos para fortalecer a agricultura familiar no campo

12 de nov de 2016 às 08:37 | em: Agricultura

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A agroecologia propõe uma nova forma de produzir, comercializar e se relacionar com o meio ambiente, o mercado local e a comunidade. Grande aliada de famílias agricultoras do Semiárido, pode trazer benefícios como:  produção de alimentos mais saudáveis; conservação ambiental, com destaque para a proteção de recursos naturais como água e solo; fortalecimento da agricultura familiar; e promoção de acesso a novos mercados. São várias as razões para se adotar a agroecologia. Ela colabora ainda para a construção de alternativas de mercado orientadas por princípios como manejo sustentável do bioma; relações justas, baseadas por solidariedade e reciprocidade; valorização de circuitos de proximidade e consumo consciente. Isso sem dizer da diversificação produtiva e da valorização da biodiversidade local, deixando agricultoras e agricultores menos dependentes de insumos externos na hora de produzir. A agroecologia vai na contramão da monocultura e do uso de agroquímicos.

agro2Cícero Justiniano de Souza, morador do Sítio Barra, no Semiárido da Bahia, escolheu o caminho da agroecologia. “Eu não queimo, não uso agrotóxicos”, afirma o agricultor experimentador que desenvolve uma série de boas práticas agroecológicas na propriedade onde vive. Quem chegar nas terras de Cícero vai perceber, por exemplo, que ele e sua família tiram proveito de um cultivo diversificado, sem aditivos químicos, beneficiado por águas fornecidas por tecnologias sociais de convivência com o Semiárido. O agricultor fala um pouco sobre sua experiência no Semiárido no vídeo Sistemas Agroecológicos e Acesso a Mercados, disponível no Portal Semear. Quem também participa é a agricultora Benedita Varjão, que integra a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc). “Nas comunidades que a gente atua tem sempre o manejo correto, tanto da Caatinga, como do plantio, e o cuidado com os animais. Os nossos cooperados não fazem queimada”, conta.
Jussara Dantas de Souza, que também faz parte da Cooperativa, destaca que a agroecologia fortalece a cooperação, a valorização da mulher e o comércio justo, que reconhece o trabalho de famílias agricultoras. A Coopercuc busca o desenvolvimento rural por meio do fortalecimento da agricultora familiar e da valorização da origem social e cultural do que é produzido. A experiência da cooperativa é uma das iniciativas coletivas registradas no vídeo, que traz ainda relatos de agricultoras, agricultores, pesquisadores e técnicos. Confira aqui. Aproveite e assista também aos vídeos das experiências destacadas:

Cooperativismo no Semiárido Brasileiro: a experiência da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC)
Preservação ambiental e o protagonismo das mulheres no Sítio Barra
 Transição agroecológica busca transformar vida de famílias sertanejas com novos vínculos entre produtor, terra e mercados locais. (Programa Semear)

Licuri: riqueza de possibilidades no semiárido

30 de out de 2016 às 07:25 | em: Agricultura,Região Sisal
A palha do licuri é utilizada na produção de peças de decoração, a exemplo do que acontece no Polo da Palha do Licuri, no Semiárido da Bahia. Foto: Movimento João de Barro

A palha do licuri é utilizada na produção de peças de decoração, a exemplo do que acontece no Polo da Palha do Licuri, no Semiárido da Bahia. Foto: Movimento João de Barro

Palmeira típica do Semiárido nordestino, o licuri pode ser aproveitado de várias formas sustentáveis. Também conhecido como ouricuri, o fruto é motivo de inspiração. Seja como alimento ou como matéria-prima para produções artesanais, são muitas suas opções de uso. As folhas podem dar vida a bijouterias, sacolas, chapéus, vassouras e utensílios de decoração. As amêndoas, por sua vez, podem gerar um óleo, similar ao óleo de coco, útil na cozinha e na fabricação de sabão. Elas também podem ser usadas no preparo de cocadas, paçocas, biscoitos, licores e outras especialidades da culinária nordestina. Licuri torrado ou caramelado também é uma boa pedida. Isso, sem falar do leite de licuri! Para quem quer aproveitar as potencialidades do sabor desse fruto, a dica é conferir algumas receitas no site do Slow Food Brasil (ver). Na página você vai encontrar dicas de como preparar pãozinho, sorvete e panqueca à base do fruto. A verdade é que do licuri tudo se aproveita. Seu caule, por exemplo, pode ser utilizado como adubo. O engaço – conjunto de ramificações entre os frutos –  ajuda na produção de lenha.

Experiências sistematizadas

Te convidamos a conhecer duas experiências realizadas no Semiárido nordestino. A primeira delas acontece no Quilombo Serra das Viúvas, localizado no sertão de Alagoas. Foi no final da década de 1990 que mulheres dessa comunidade resolveram implementar um empreendimento comunitário que organizou as atividades de produção e comercialização do artesanato extraído da sociobiodiversidade da Caatinga.  Entre a matéria-prima, destaque para as palhas do licuri.  “ As técnicas de extração cuidam para tirar da natureza apenas o necessário, sem prejudicar a planta. Aqui não se retira as folhas do centro do ouricurizeiro, porque se não a planta morre. Aqui cuidamos para a manutenção da vegetação da Caatinga, porque precisamos dela o tempo toda”, diz Lia, 29.
Esse depoimento está na publicação Ìpandé de Kanturê: Na batida do Tambor, no toque do Maracá, a Tradição faz seu Reino na Terra de Opará, que sistematizou a experiência. A cartilha foi produzida no âmbito da proposta Experiência Holística de Conhecimento Tradicional da Sociobiodiversidade, realizada pela Comissão Ecumênica do Direito a Terra (CEDITER).
Outra iniciativa pautada pelo uso sustentável do licuri é a do Polo da Palha do Licuri, que reúne comunidades de diferentes municípios do Semiárido da Bahia. Entre as boas práticas, o plano de manejo do licuri, que contribui para preservar o licurizeiro e, assim, garantir matéria-prima para os artesãos e o alimento para a arara-azul, espécie endêmica da região que se alimenta do fruto. Para saber mais, confira a sistematização dessa experiência na cartilha Ponto de Encontro com os astros do sertão – Gestão Associativa e Design Social no Polo da Palha do Licuri – Uma experiência sócio-produtiva-ambiental no Semiárido baiano. A publicação é fruto da parceria entre o Programa Semear (FIDA/IICA/AECID) e o Movimento João de Barro, por meio da proposta Polo da Palha de Licuri: uma experiência sócio-produtiva-ambiental no Semiárido Baiano (Portal Semear).

Abelhas entram para a lista de espécies em extinção e preocupam cientistas

07 de out de 2016 às 11:14 | em: Agricultura,Brasil,Mundo

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Já faz tempo que as abelhas estão, lentamente, sumindo. O mundo está preocupado com o que pode acontecer se as pequenas polinizadoras forem varridas da Terra – tanto que até apareceram algumas soluções pouco ortodoxas, como umaabelha-robô. E, pelo jeito, é melhor corrermos, porque esses insetos acabam de ser colocados na lista de espécies em extinção pelo US Fish and Wildlife Service (FWS) – o Ibama dos EUA. Sem abelhas, não vai faltar só mel. É que elas funcionam como se fossem órgãos sexuais de plantas. Uma parte considerável do Reino Vegetal conta com abelhas para espalhar seu pólen. Sem abelhas, você castra essas plantas. E elas deixam de existir também, o que é um péssimo negócio, mesmo para quem tem alergia a abelhas: pelo menos dois terços da nossa comida vem direta ou indiretamente de vegertais que precisam de abelhas para se reproduzir.
Ainda não se trata de um apocalipse. Existem 25 mil espécies de abelha. Para a lista, entraram sete: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana – todas abelhas de cara amarela, parecidas com a abelhinha comum aqui do Brasil. As abelhas em perigo são todas nativas do Havaí, e a hipótese do FWS é que a razão principal tenha sido a inclusão de espécies de plantas e animais invasores, que desequilibraram a fauna local. Outro problema é a urbanização cada vez maior das ilhas, o que favorece o turismo descuidado e a destruição do habitat natural dos insetos. Mas o problema não se restringe ao Havaí, claro: desde 2006, apicultores do mundo inteiro têm reclamado que as populações do inseto caíram. De 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%, e no Brasil, a quase 30%.
O pior é que ninguém sabe exatamente o que está causando essa catástrofe. Alguns cientistas acham que é a poluição; outros apostam nos pesticidas. Existe, também, uma doença chamada Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente abandonam suas colmeias sem que nada de errado aconteça, mas a síndrome ainda é um mistério, o que deixa os cientistas de mãos atadas. (Exame).

Boas práticas para a criação de Caprinos e Ovinos no Semiárido Nordestino

04 de out de 2016 às 19:44 | em: Agricultura,Negócios,Região Sisal

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O trecho integra uma das produções de jovens da Associação Cultural Raízes Nordestinas (ACRANE), de Poço Redondo, Semiárido de Sergipe. Intitulada A Cabra e o consórcio do bode, a poesia trata de como a criação de animais, com foco nos caprinos, faz parte da identidade sertaneja. Característica da Caatinga, a criação de caprinos e ovinos é uma alternativa de geração de renda e de alimentação para famílias rurais do Semiárido. Essa região, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concentra o maior número desses animais no país, correspondendo a 93% e 58% dos rebanhos nacionais, respectivamente.
Seja para consumo – da carne ao leite, passando por seus derivados, como o queijo – ou para a comercialização – caprinos e ovinos demandam cuidados com alimentação, saúde e higiene. No Semiárido do Nordeste brasileiro, a Caatinga é a base alimentar dos rebanhos. Mas, segundo a publicação Manejo Pastoril Sustentável da Caatinga, de João Ambrósio de Araújo Filho, em função do baixo valor nutritivo da forragem disponível no bioma em períodos de estiagem, é necessário o emprego de técnicas de manejo da vegetação. rês recomendações ajudam a garantir a sustentabilidade das tecnologias de manipulação da Caatinga. São elas: preservação de até 400 árvores por hectare, ou o equivalente a 40% de cobertura arbórea; utilização máxima de 60% da forragem disponível e a preservação da mata ciliar em toda a malha de drenagem da pastagem.

Manejo da Caatinga

Rebaixamento – O rebaixamento é a alternativa de manejo mais adequada para diferentes tipos de vegetação no Semiárido. Ela consiste em cortar a uma altura em torno de 70 cm espécies arbóreas forrageiras (jurema-preta, sabiá, mororó), que possuem folhagem fora do alcance do animal. Esta medida favorece os caprinos, uma vez que eles preferem plantas de folha larga.
Raleamento – Diminuição do número de árvores por hectare, reduzindo a densidade de espécies de baixo valor forrageiro e madeireiro (ex: marmeleiro, malva-branca). Com a diminuição do número de árvores em áreas onde há banco de sementes de espécies herbáceas, há aumento na disponibilidade destas para uso na alimentação animal. Como os ovinos têm maior preferência por vegetação herbácea, a prática beneficia mais essa espécie.
Raleamento e rebaixamento– Combinação dos dois métodos citados acima.
Enriquecimento – Consiste em adicionar outras espécies, principalmente herbáceas, à vegetação já existente em uma caatinga raleada.

O agricultor Valdson Pereira da Silva, do Semiárido de Sergipe, adota boas práticas para manter a criação de pequenos animais em sua propriedade. Foto: Programa Semear/ Manuela Cavadas

O agricultor Valdson Pereira da Silva, do Semiárido de Sergipe, adota boas práticas para manter a criação de pequenos animais em sua propriedade. Foto: Programa Semear/ Manuela Cavadas

 

Alimentação animal

Ensilagem – Para colocá-la em prática, recomenda-se cortar a forragem quando as plantas estiverem no início da floração e triturá-la numa máquina forrageira. Em seguida, coloque a forragem já triturada, em camadas, no silo (uma espécie de depósito), expulsando todo o ar. Dica: impedir a entrada de ar é fundamental para que a fermentação seja bem feita.Em seguida, o silo deve ser coberto com uma lona de plástico. Esse processo é de custo reduzido, simples e, quando feito de maneira correta, mantém o valor nutritivo das plantas. Para a ensilagem podem ser utilizadas plantas como o capim-elefante, a cana de açúcar e o sorgo, entre outras.
Fenação – Prática de secar, enfardar e guardar as plantas forrageiras. Para a produção do feno, um dos caminhos é: corta-se a forragem quando estiver no início da floração para, em seguida, secá-la em local ensolarado. Na secagem sugere-se revirar a forragem duas vezes num período de um a dois dias. Importante: não deixe o feno secar demais. Guarde os fardos em local coberto. Podem ser utilizadas plantas como orelha-de-onça, capim-mimoso, sorgo e jitirana, entre outras.

FONTE: Núcleo de Comunicação do Programa Semear com informações da publicação Manejo Pastoril Sustentável da Caatinga

Cooperativismo no Semiárido Brasileiro: A experiência da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá – COOPERCUC

03 de out de 2016 às 19:19 | em: Agricultura,Bahia,Notícias

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Implantada nos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, no Território Sertão do São Francisco, região nordeste da Bahia, a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) desenvolve um trabalho pautado no fortalecimento da agricultura familiar, produção sustentável, economicamente viável e socialmente justa e solidária. Constituída em 2004 por 44 sócios, na atualidade, já são 244 cooperados e  450 famílias beneficiadas direta e indiretamente.  A Cooperativa é gerenciada por seus cooperados, agricultoras e agricultores familiares, com destaque para a participação de jovens e mulheres. Dentre estas, 70% estão envolvidas no processo cooperativista: produção, beneficiamento, comercialização, gestão e administração.
A experiência se destaca pela comercialização e o acesso aos mercados locais e  nacional, através de grandes redes varejistas e do mercado institucional; o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em suas diversas modalidades e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A estratégia comercial também contemplao mercado internacional justo e solidário. Desde 2008, a COOPERCUC possui certificação orgânica da produção, estimulando o consumo consciente, além de contribuir com a visibilidade da região do Semiárido e do bioma caatinga. (Portal Semear).

Projeto de Lei de apoio ao Semiárido é aprovado no Legislativo da Bahia

24 de ago de 2016 às 10:03 | em: Agricultura,Bahia,Economia,Política,Região Sisal
Assembleia Legislativa da Bahia

Assembleia Legislativa da Bahia

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira (23), o Projeto de Lei que institui a Política e o Sistema Estadual de Convivência com o Semiárido, que vai trazer avanços significativos em diversas áreas, permitindo às pessoas desta região conviver de uma forma mais digna com os períodos de estiagem no estado. Para atingir os objetivos, as ações serão adotadas de forma transversal, integrando diversas áreas de governo na busca conjunta por soluções das necessidades do semiárido baiano, que ocupa 70% do território do estado.
Segundo o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, as ações integradas são o grande diferencial da lei e vão permitir obter avanços. “O que o Plano traz de maior beneficio é a sistematização de uma política de transversalidade, levando em conta vários aspectos, e não se prendendo a uma situação ou outra a ser resolvida. Isso é muito importante porque, ao fazer isso, você tem condições de dar um tratamento sistêmico a vários problemas ao mesmo tempo”. Com a aprovação do Projeto de Lei, a aplicação de recursos será priorizada para o semiárido, buscando garantir acesso à água e à terra, desenvolvimento econômico da região, através da assistência técnica e organização das cadeias produtivas.
A nova lei visa ainda criar e incrementar linhas de financiamento e ações de apoio para implantação de cooperativas e associações, além de adequar tecnologias de acesso à água para consumo humano, animal e produção apropriados à região semiárida. Para contribuir para o desenvolvimento econômico do estado, a lei propõe estimular a geração de energia eólica, solar e por meio de biomassa. Na política de acesso à terra, o objetivo é fazer um planejamento agrário, compatibilizando o uso e ocupação da terra e da água com o regime climático, condições do solo e biodiversidade. Será ainda fomentado o desenvolvimento de pesquisas, tecnologias, práticas e inovações. (Secom Bahia).