Fiscalização Civil: o nosso papel após a “festa da democracia”

10 de out de 2014 às 23:20 | em: Thayane Santos

eleicoes2008Passamos pelo primeiro turno das eleições. Sobrevivemos a ele. Participamos – ou não – da “grande festa de democracia”, e então pudemos eleger, no caso da Bahia, Governador, Senador e Deputados, todos logo no primeiro turno. Mas ao contrário do que nos fazem pensar e acreditar, o nosso papel enquanto cidadão, eleitor, mesmo os que se abstiveram, votaram nulo ou branco, não se resume ao voto, não acaba aqui e não há festa.

O papel do cidadão é fiscalizar, acompanhar e cobrar do candidato eleito que a postura dele na função seja coerente com o que nos foi dito durante a campanha e que ele, de fato, nos represente. Precisamos entender que eleger apenas não nos garante absolutamente nada e, só assim, poderemos controlar e escolher da melhor maneira nas próximas eleições, ou se abster, se assim entender ser melhor.

Araci ajudou a eleger alguns deputados estaduais – Paulo Câmara, Alex Lima, Gika, Joseildo Ramos – e federais – Félix Jr., José Nunes, Mário Negro Monte Jr. Esses eleitos para ocupar o cargo de deputado por 4 anos, na esfera estadual e federal, e para defender os nossos interesses dentro desse espaço. Deixando claro: todos eles, inclusive os que Araci não ajudou a eleger, foram eleitos para trabalhar para nós e por nós, mesmo que isso não fique muito claro.

Nossa missão agora, enquanto cidadãos preocupados com nosso município e nosso estado é fiscalização pesada e cobrança sempre que puder, para garantir um bom trabalho e saber muito bem dizer um não caso a postura dele não coincida com o proposto e esperado. Vale lembrar que todos eles foram eleitos para governar por 4 anos e são eles, e somente eles, que devem contar na nossa análise, é como se zerasse todo resto, afinal em cada mandato – sinônimo de obrigação, incumbência –  o político tem que cumprir com seus deveres.

Vamos tomar consciência dos nossos direitos, mas também vamos aprender que nós, o povo, temos o dever de ficar de olho, tomando nota das boas e más atitudes, da presença nas sessões, dos projetos apresentados, dos projetos votados e de como foram votados, da conduta do político. Para deixar claro mais uma vez: vamos mostrar a eles que nós sabemos muito bem para que eles foram eleitos e que exigimos que sejam bons políticos. Façamos nossa parte para cobrar que eles façam a parte deles.

P.s,: Tomei como base os candidatos ajudados por Araci, porém entendo que essa consciência precisa ser tomada por todos os eleitores. Portanto peço que todos os leitores do blog levem o texto para sua própria realidade e reflita no importante papel que nós temos no processo.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.