Desvendando mitos do processo eleitoral

02 de out de 2014 às 23:25 | em: Thayane Santos

Urna02BAs eleições estão chegando, falamos sobre o assunto duas semanas atrás e voltaremos a falar, mas dessa vez com um aspecto mais técnico. Pode-se perceber certa ignorância de nossa parte sobre alguns temas ligados diretamente ao ato de votar que eu gostaria de sanar, explicando alguns deles, como: informações gerais; voto branco/nulo; quociente eleitoral; voto na legenda.

No dia 05 de outubro do ano corrente, das 08h às 17h será realizada a votação, em todo território nacional, para decidir quais serão os candidatos eleitos para os cargos de Presidente, Governador, Senador, Deputados Federais e Estaduais. Nosso cenário político para os próximos quatro anos estará sendo decidido. Para votar o cidadão precisa comparecer à zona e seção e estar portando qualquer documento oficial com foto, não sendo obrigatório apresentar o título de eleitor. Pessoas que moram no exterior ou que estiverem fora do domicílio podem votar, porém apenas para presidente.

O voto em branco/nulo é sempre uma polêmica e uma surpresa. A surpresa começa na diferença entre o voto branco e o nulo. O voto nulo, como o próprio nome diz, é um voto sem peso, sem validade, não é contabilizado para nenhum fim; votar nulo é como se o eleitor fosse “analfabeto eleitoral” e não consegue sequer expressar sua vontade. Já o voto branco é um recurso para garantir o direito do eleitor de manifestar sua insatisfação com os candidatos. Os votos brancos são votos contabilizados, usados para definir o quociente eleitoral. A segunda surpresa é que, ao contrário do que pensamos, mesmo que os votos brancos sejam maioria nada acontece. A eleição só será anulada caso haja prova de fraude, compra de voto, ou algum outro crime eleitoral que atinja diretamente o resultado da votação.

Os deputados, federais e estaduais, são eleitos por eleição proporcional. Para isso é determinado o quociente eleitoral e quociente partidário, números que irão determinar quais partidos/coligação terão vagas e quantas serão. O quociente eleitoral se dá pelo quociente do número de votos válidos pelo número de vagas. O quociente partidário é o resultado da divisão do número de votos do partido pelo quociente eleitoral.

                No caso da Bahia temos 39 vagas para deputados federais e 63 estaduais; usando como exemplo a última eleição, o quociente para DF era 171.385 votos válidos, assim, cada partido/coligação terá 1 vaga em cada 171.385 votos gerais (voto no candidato + na legenda do partido), independente do número de votos do candidato mais votado. Isso explica porque muitas vezes um candidato bem votado não consegue uma cadeira. Dentro desse contexto vale explicar o voto na legenda: votar na legenda do partido é votar no partido, ajudando a aumentar o quociente eleitoral, independente de qual candidato assumirá a cadeira. Por exemplo: o Partido Azul tem o número eleitoral 99, quando o eleitor for votar em deputado federal ou estadual ele só digitará 99 e apertará em confirmar.

Acredito que ainda haja uma série de coisas no nosso processo eleitoral que nos são dúbias, complexas e/ou mal interpretadas, mas espero ajudar de alguma forma na compreensão da votação e no acompanhamento do cidadão, essencial para a boa manutenção das gestões, desde o processo de seleção. Volto ao primeiro texto sobre as eleições e ressalto a importância de analisar os candidatos a fim de fazer a melhor escolha. No mais, bom voto!

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.