A importância da consciência política no processo eleitoral

11 de set de 2014 às 10:21 | em: Thayane Santos

charge Voto ConscienteEstamos a menos de um mês das eleições. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que estamos perto de decidir quem irá nos representar por 4 anos. Quem vai defender nossos interesses, vai votar os projetos de lei, vai administrar a empresa pública, quem vai cumprir o papel de ser, dentro da estrutura política que nós temos, a nossa voz. Ou não. Ou não porque a cultura da “não política”, o voto de cabresto e a curta memória estão ai, livres para controlar eu e você, nos fazendo escolher as mesmas opções que não nos acrescenta em nada, ou muito pouco.

Há primeiro que se entender como funciona a estrutura para depois analisar nossos candidatos em busca daquele que mais se aproxima da nossa noção de política – de boa política. Mas para isso uma coisa precisa ficar clara: não tem como não discutir política. Somos seres políticos. Toda a nossa vida, todas as nossas relações, o preço das coisas, a forma como nos locomovemos, nossas universidades, as rodas de conversa no sábado à tarde, a roupa que você escolhe para vestir, tudo, tudo é política, não há como fugir. Assim o estado também é política, e é das discussões de quem ocupará os lugares de representação que a nossa sociedade quer se ausentar. E quem se ausenta deixa quem fala decidir por todos.

É em decisões como essa, de se ausentar da discussão, que está o maior perigo. É dai que sai a compra/venda de voto, que estabelece desde o início a relação que há entre esse candidato e sua atuação na representação da sociedade: para ele se ele pagou para você colocá-lo ali, depois de eleito não nos deve mais nada. O mesmo acontece com aqueles candidatos que você ouve falar de dois em dois anos, quando o poder está em disputa ou na esfera municipal ou na estadual e federal, os “políticos de carreira” – que não entendem que NÃO SÃO deputados/senadores/governadores/presidente, mas ESTÃO nessas condições, portanto temporária e válida.

Soma-se a esse cenário um dos problemas mais inexplicáveis na análise que faço, que é a memória curtíssima que nós temos. Vivemos reclamando durante os governos, mas quando a ideia é mudar, quando a ideia é renovar, nós vamos lá e reelegemos aqueles mesmos candidatos que nessa ou em qualquer outra gestão nós tanto criticamos. A internet é uma ferramenta riquíssima e o nosso papel é apenas procurar saber sobre a história dos candidatos que estão mais próximos do nosso interesse. É rápido, fácil e muito mais eficiente.

Todas essas abordagens são para expor um problema e uma preocupação. Nossa região, de Araci e do Sisal, precisa de políticos que nos represente, que atenda os nossos interesses e que não seja apenas mais um que ambiciona fazer carreira política. Temos candidatos que são da região e que com certeza tem história política – diferente de carreira – e que merecem pelo menos nossa atenção. Temos também candidatos que apesar de não serem da região, trabalha por ela. Esses também merecem nossa atenção.

A solução não é se ausentar do processo político, mas sim entendê-lo, mesmo que seja para dizer que nenhum deles te representa. Não aceitar nenhum deles não te exime da responsabilidade de fiscalização, esquecida por nós, não sem interesse. Nossas conquistas e nosso desenvolvimento podem partir das escolhas que vamos fazer para os próximos 4 anos. Ajudem a construir isso. 

PS.: Essa é uma das melhores tirinhas sobre o assunto que eu conheço! Talvez por ser de Angeli, um dos melhores cartunistas brasileiros, ou por reproduzir tão bem os discursos da nossa sociedade. Vale refletir.

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