Que país é esse?

01 de mar de 2013 às 09:54 | em: Natalia Araujo

Hoje acordei mais cedo e me atentei a ligar a TV para sair da masmorra de ir direto tomar banho, tomar café e ir ao ambiente de trabalho. O noticiário era infame e assustador. Gil Rugai, publicitário, acusado de matar o pai e a madrasta, foi considerado culpado. Até aí tudo estava considerado normal. Porém, logo em seguida o jornalista notificou que Gil Rugai, por ser réu primário, ou seja, estar sendo julgado pela primeira vez, teria o direito de recorrer e responder em liberdade.

Inconformada com tal decisão, então, resolvi mudar de canal e me abastecer de algo digno e promissor, ledo engano. A informação se passava no interior da Bahia, lá perto de onde o cabrito morreu seco e a vaca deixou de dar leite, devido a seca ocasionada. Um homem não muito novo, tinha lá os seus trinta e tantos anos, pai de família e trabalhador honesto, tinha saído com a esposa para comemorar cinco anos de casados, nada muito extravagante, porque sua condição financeira era precária. Resolveu levá-la num pequeno restaurante e tomaram uma pequena dosagem de vinho. Nada muito exagerado, considerando que até um bombom de licor tinha o mesmo teor de álcool. Na volta para casa, ele foi parado pela polícia que estava fazendo uma blitz no local. Resultado: foi detectado álcool no sangue. Eles foram para a delegacia e seu Eleotério teve que ficar preso.

As perguntas que ficam no ar: Por que a Lei brasileira funciona para uns e para outros é apenas umas letras impressas num livro fechado e empoeirado? Que país é esse que peca pelo extremo? Enquanto o senhor Eleotério estava feliz, comemorando algo com a esposa e estava totalmente sóbrio, afinal, ninguém se embebeda com um gole de vinho, o outro matou a madrasta, o pai e vai responder em liberdade. Onde fica a justiça?

Para o Direito: quem tem muito, tem tudo; quem tem pouco, não tem nada.

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