Leonardo Pedreira

E se pudéssemos escolher?

10 de jul de 2014 às 14:15 | em: Leonardo Pedreira

dois-caminhos1Recentemente o Datafolha concluiu uma pesquisa em que os resultados tendem a manifestar o seu descontentamento com a obrigatoriedade do voto. Obrigatoriedade esta que por si só é um ato que fere a Democracia.

61% dos brasileiros querem o fim do voto obrigatório previsto no artigo 14 de nossa Constituição. A pesquisa ainda trouxe outros dados. Se os eleitores tivessem a opção de escolher ou não votar, 57% dos eleitores não votariam no dia 5 de outubro.

Atualmente o voto é facultativo somente para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens com 16 ou 17 anos.

A pergunta é: O que isto reflete? O que quer dizer esta insatisfação?

Claramente o aumento do descrédito do povo em relação às instituições políticas do nosso país.

O que chama atenção é que contrário do que possamos supor o maior índice de oposição à obrigatoriedade do voto está entre aqueles eleitores mais antigos. Isso explica a investida dos partidos políticos em arrebatar cada vez mais jovens para o seu grupo. Partido Jovem A, B e C são cada vez mais frequentes. Os jovens tendem a se apaixonar com mais frequência e facilidade, me disseram uma vez…

Outro fato a se avaliar na pesquisa é que quanto maior for a renda e a escolaridade do eleitor a rejeição ainda é maior e isso reflete em grande parte o papel da educação na formação do individuo como também o nível de influência e decisão do público em relação a decisão das eleições. Talvez pelo fato da maioria não conviver com os mesmos privilégios – renda, alto nível escolar – ou talvez pelo fato deles (a maioria), serem como os jovens, fáceis de serem conquistados.

A pesquisa apresenta um sinal de risco. A relação imprópria e descabida de estabelecer interesse pelo voto a partir da satisfação com os governos. E é preciso saber muito bem separar essas coisas… Se o governo está sendo insatisfatório, nada mais necessário do que a presença massiva das pessoas responderem a isto com o voto e não se isentarem dele.

Contudo, voltando ao fato principal à obrigatoriedade reflete as contradições de uma Democracia patrimonialista e institucionalizada. O voto obrigatório não cabe num sistema essencialmente democrático. Mas vivemos alguma democracia desde quando? Como? Se ela por essência é a reafirmação de Direitos e principalmente da liberdade de escolha do indivíduo? Não, nunca vivemos… E sim, o que existe hoje são velhos personagens e seus rearranjos políticos que visam somente manter as coisas como sempre estiveram, com as velhas oligarquias mandando e desmandando em seus estados e no Congresso Nacional. A essência desse sistema viciado nunca muda e nunca mudou. A miséria, o desemprego e o analfabetismo continuam sendo moeda eleitoral fortíssima e os responsáveis pelas campanhas milionárias sabem bem disso, e fazem do sistema eleitoral aquilo que aprenderam bem com o marketing político americano, um verdadeiro show business.

Eles não nos representam!

20 de fev de 2014 às 15:17 | em: Leonardo Pedreira

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Nestes dias, tenho refletido sobre a imensidade de falas, gritos, discursos que tem se formado em torno do caráter das manifestações e seus manifestantes.

Desde os tempos da Ditadura já é sabido que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Isto é um fato desde 1968 na canção de Geraldo Vandré até os movimentos de Junho de 2013.

Nos últimos dias um grito tem se formado dentro de mim e com uma força enorme – Eles, não nos representam!

“Quem eles pensam que são?”

Que é essa 3ª pessoa do plural que parece exercer tanto controle e ter em suas mãos o poder de uma verdade definitiva e necessária para o bem de todos?

Não é nada mais nada menos do que os vermes que corroem de dentro para fora as democracias no mundo a fora e que aqui no Brasil tem se estabelecido numa força brutal e esmagadora. Eles, essa 3ª pessoa do plural são os financiamentos privados de campanhas, os lobbies corporativos, a concentração da mídia e da riqueza.

Pois, são “eles [os que] querem te vender, [os que] querem te comprar, [que] querem te matar a sede…eles [os que] querem te sedar. [Mas] quem são eles? quem eles pensam que são?”

São os mesmos que nos últimos dias tem investido tempo, energia e toda habilidade e influência para modificar a legislação brasileira que atualmente é um dos poucos países que têm lei para tudo, porém, nem para todos. No entanto, é uma legislação que em eventuais crimes cometidos nas manifestações tem capacidade e parágrafos suficientes para dar conta da situação. Mas “Eles” não se importam com isso, até porque o que lhes interessam são os interesses econômicos estreitamente ligados à Copa do Mundo e que, para garantir seus eventuais e extraordinários lucros pretendem usar de toda força para impedir que algo lhes proporcione prejuízos, sendo assim, nada mais cabível do que a criação da lei antiterrorismo que tramita no Congresso Nacional.

Pergunte aos sul-africanos a herança que a Copa do Mundo amavelmente lhes deixou? Um rastro de desigualdades, crises e elefantes brancos. As riquezas e os lucros ficam nas mãos de poucos poderosos, alguns europeus, asiáticos, norte-americanos e alguns políticos locais. Adoraria ver o Lula nadando realmente do Brasil até a África do Sul como ele prometeu se algo desse errado na edição brasileira.

Os verdadeiros “Terroristas de Estado” termo que devo ao grande pesquisador Paulo Tarso, colaboram dia e noite para o sucesso e o retorno destes investimentos em nosso país e, desta forma reaparece a chamada “legislação de ocasião”. São essas leis criadas em decorrência de determinado fato e logo depois se comprova o absurdo por trás dela.

Pressionados por grupos econômicos poderosos que quer afastar as pessoas das ruas e de qualquer manifestação, estes verdadeiros “Terroristas de Estado” estão discutindo atualmente uma legislação mais dura por conta da copa do mundo que por sinal irá configurar manifestante em terrorista, o que é de um absurdo gigantesco, para não dizer imbecil. Manifestante é manifestante. Agora, tem gente que é delinquente e aí o crime está lá previsto. Se, cometeu algum crime previsto no código penal, tem que ser preso.  A legislação tem previsão para tudo. Não é necessária a criação de mais nada relacionado à punição de crimes. O que faltou realmente foram honestidade e vergonha na cara em realmente punir os “impuníveis” do Estado, que alegam inusitadas situações atualmente para abrandar as penas e de certa forma escapar pelo ralo das severas consequências. Afinal, roubar dinheiro público não é terrorismo?!

Não tem muitos dias que tentaram a criação de mais uma legislação, a chamada “Crime do desaparecimento forçado” que não era nada mais do que “Desaparecimento forçado por agentes do Estado”. Aconteceu logo após o “sumiço” do Amarildo. Sabe o que fizeram os senadores? Tiraram a expressão “agentes do Estado”. O que irá acontecer na criação da lei contra terrorismo, é que de certa forma todo e qualquer movimento que seja contrário ao evento irá ser criminalizado. É o retorno da censura – que nunca deixou de existir – contra aqueles que se manifeste contra as despesas da copa ou que exija uma saúde e uma educação realmente de qualidade. O objetivo é criminalizar toda e qualquer pessoa. É como diz o presidente do DDH João Tancredo, “é quase uma repetição da época  da ditadura civil-militar”. Mas é necessária a criação de mártires, querem crucificar, querem poder e para isso, segue-se tentando criar legislações mais duras. Na democracia, é real o direito a manifestação.

Duvido grandemente dessa democracia representativa nos dias de hoje. Duvido fortemente se realmente muitos dos que estão no Congresso Nacional efetivamente representam a sociedade ou se representa seus interesses ou aos de grupos externos.

A Lei antiterrorismo é nada mais nada menos do que uma reedição do AI5, de fato como muito bem colocou o João Tancredo seria o AI 5 da democracia. Realmente é um nome que se encaixa perfeitamente com o fato. Mas que traz um problema de identidade democrática, não foi instituído por militares e sim pelo congresso nacional, “legitimamente eleito” e sancionado por um poder executivo que também foi eleito pelo povo. 

 Enfim fico pensando, é isso que nós precisamos? Mas quem eles pensam que são?

Aquarela Brasileira

06 de fev de 2014 às 15:28 | em: Leonardo Pedreira

brasil-boldnessopenblog2Não entendam esse texto como um ataque ao PT nem muito menos a pessoa da presidente Dilma.

Não faço o perfil de defensor partidário, mas sim de projetos políticos essencialmente bons para a sociedade, quem me conhece sabe disto muito bem.

Isto não quer dizer que quando encontro um projeto político que julgo bom e que claro é representado na figura de um candidato A ou B de um partido seja ele qual for eu não venha defender, ou até desejá-lo. Pelo contrário, é bem possível que até colabore para o seu sucesso.

Dito isto e feito este breve esclarecimento peço que até aqueles mais apaixonados não se sintam desrespeitados, pois não é esta a intenção. A intenção aqui é refletir sobre o atual momento em que vive o Brasil.

Estamos às vésperas do evento político mais importante para o Brasil e para outros tantos países ao redor do mundo, estou falando da copa do mundo de futebol. Os investimentos têm jorrado de todos os lados, mesmo deixando a desejar em todos os sentidos e tendo certeza do fracasso, sei que irá acontecer.

Não me canso de perguntar. Copa pra quem? Copa pra que? E olha que gosto de futebol, mas aprendi desde cedo com meus pais que só posso comprar aquilo que posso pagar. Viver de aparência sustentando uma imagem que não possui é uma das piores burrices que alguém pode cometer. E é justamente neste caminho que infelizmente parece seguir o Brasil, coitado, nem tem culpa com o que fazem com que ele.

Acreditar no discurso oficial do governo de que o Brasil caminha a passos firmes e largos para se tornar o paraíso na Terra é tão ingênuo e pretensioso quanto acreditar que a economia vai bem, e o povo, ainda melhor. Que centenas de bilhões de reais são investidos para garantir saúde, educação, segurança e emprego a todos os brasileiros; a população não precisa se preocupar com a crise, pois o governo já tomou as medidas necessárias e tem tudo sob seu controle.

Preciso fazer um parêntese e falar do que o fervor partidário faz na Bahia. Nada me enoja mais do que uma militância apaixonada e incapaz de distinguir o público do privado defender aquele que é mais odiado pelos servidores públicos da Bahia como é o atual governador da Bahia Jaques Wagner. Não me esqueci de como este sujeito se posicionou em relação à greve da PM e dos professores. É impressionante o que um ano de eleição pode fazer com a cabeça das pessoas, as transformam em hipócritas e fúteis. Afinal, tudo pelo partido, tudo pelo poder!

Voltando ao cenário nacional, entendam que quando digo incapaz de distinguir o público do privado, é a incapacidade de notar que essa copa em nada vai favorecer o povo, visto que de todos os estádios, três deles serão da Odebrecht e o restante dividido em outras iniciativas privadas. E ao meu entendimento isto tem nada de público, mas o “Brasil vai ficar, vamos faturar um milhão quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”.

Não questiono aqui os inegáveis avanços sociais e a forte geração de empregos, e que apesar de ainda ser ENORME houve uma redução da desigualdade e que também ainda que pequenas, existiram avanços em alguns programas nas áreas da educação e da saúde.

O que incomoda, para dizer o mínimo, é a falta de autocrítica e sobretudo de sinceridade quanto aos inegáveis problemas e desafios que o país precisará enfrentar no futuro próximo.

O governo insiste em jactar-se dos avanços passados e não percebe que o futuro, para o qual não tem respostas nem planos, já bate à porta e reforça a percepção crescente de que é cada vez maior a distância entre a propaganda e a realidade.

A reflexão parte de um sujeito que ainda acredita que o governo pode e é bem possível que assim faça maiores e melhores transformações não só na educação, na saúde e principalmente em melhores e respeitosas condições de trabalho aos servidores públicos. A crítica nasce com a intenção de que o governo não pense que “algo deve mudar para que tudo continue como está” e se desvie do seu real propósito, o bem estar verdadeiro e pleno do povo brasileiro.

Mas infelizmente, punhos cerrados ao Poder Judiciário parece ser a melhor saída…

 

 

A canção esquecida… 30 anos de desafino do MST.

29 de jan de 2014 às 16:06 | em: Leonardo Pedreira

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O MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra atinge a marca de 30 anos em 2014 e com ela algumas reflexões.

Não consigo pensar no MST e não pensar em outro significante movimento que completa 20 anos, os zapatistas do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) no México.

Ambos com características rurais – com uma diferença em especial na EZLN que é de indígenas rurais – ambos lutam por uma reforma agrária e por um Estado mais justo e popular de fato.

O EZLN chama-me a atenção inicialmente e não pouco pelo fato do levante ter sua marca indígena e rural, mas também por sua bandeira de luta e que dentre elas devo destacar a presença da mulher no levante e o papel e posição que esta tem no movimento. Chamo atenção para o fato de que a luta pela reafirmação dos direitos das mulheres e a participação delas no EZLN foi e é muito significativa dentro do movimento, destoando assim de muitos outros movimentos indígenas e até das esquerdas que cobrem o nosso mundo. De fato, a bandeira dos direitos da mulher tremula forte no EZLN.

Algo me parece de fundamental importância e aqui lanço minha crítica ao MST. A capacidade que um movimento posterior ao MST teve de expressar ideias como respeito e dignidade de forma tão eficaz e contundente capaz de agarrar o imaginário da esquerda no mundo. Foi uma combinação peculiar não somente também na organização militar para buscar seus objetivos, mas também de apresentar suas ideias ao mundo que até os dias de hoje para tantos ainda com tanta informação é dificilmente entendida.

Destoando do MST, o zapatismo conseguiu soprar novos ares sobre os cânones da esquerda tradicional, inspirando-nos a ir além dos caminhos mais defendidos e usuais, como os defendidos pelo próprio MST quando este assume uma organização graduada como suas esferas nacionais, estaduais e locais quem muito embora não tenha a figura de um presidente acaba por destacar alguns integrantes devido suas participações e direção do movimento. E o princípio do fracasso, apesar de não tirar de si candidatos próprios, se posiciona e disputa politicamente dentro do jogo político do Estado. De que forma? Apoiando candidatos e dialogando com mais calor e paixão com o poder público do que com os próprios movimentos que em parte dialoga com suas pautas e outros autônomos.

A construção de um poder popular é muito importante e a ideia de construir novas formas, uma nova metodologia para alterar a ordem do capital e construir outra sociedade é algo essencial nos nossos dias e para isso a participação de todos e de todas é muito importante. É justamente neste ponto que me aproximo muito mais do zapatismo do EZLN do que do MST. No zapatismo nega-se a imagem das figuras que se destacam contrapondo as ações de líderes de esquerdas organizados em partidos e sindicatos. Seus porta-vozes atendem pelo nome de “subcomandante”, pois o comando está nas mãos do povo, de todos.

O zapatismo que de fato nesses vinte anos controlando o território de Chiapas no México da uma aula do real modelo de governo popular. Ensinou-nos o que não é segredo, a horizontalidade, um combate constante contra a hierarquização e na formação de ícones e heróis esquerdistas.

Os zapatistas não tentam tomar o controle do Estado mexicano e não disputam eleições, tentam tão somente manter o poder onde se encontram. De fato, o zapatismo cumpriu o papel de influência na juventude de todo planeta com o discurso que se diferencia da visão clássica da tomada do poder na esquerda. Ou seja, eles mostram a verdadeira ideia de poder popular.

O que o MST e a esquerda não entenderam, ou esqueceram, é que é preciso construir novas formas organizativas. Mas isso não significa colocar na lata do lixo o que a gente construiu [em sindicatos, partidos, e movimentos sociais], pois estas novas formas não dão conta de organizar o conjunto da classe trabalhadora. Qual seria essa nova forma? Uma nova forma de organização tem que surgir, porque a forma em que os sindicatos e partidos foram construídos não cabe mais nos dias atuais até porque historicamente e ainda o é os trabalhadores e os desfavorecidos ainda são os mais prejudicados. Além do que candidato algum pratica e vive ideologias partidárias… Seria possível a existência de 32 ideologias políticas no governo combatendo entre si?

O MST aceitou o cala boca e as migalhas de pão que caem da mesa do governo, os próprios assentamentos que são características do movimentam provam o aceite da coleira nos números que desde os tempos do atual governo caíram significativamente, e não é por conta da reforma agrária, pois esta ainda parece ser um sonho muito distante para os assentados, o que não deveria ser, dado o fato de seu grande aliado defender arduamente no passado esta bandeira.

É preciso que movimentos como o MST aprendam com seus calouros zapatistas e experimentem formas concretas de mobilização e resistência popular e deixe de ser um braço do Estado. É preciso ser autônomo e se permitir testar e construir novas formas de luta.

Nós não estamos em Chiapas, mas podemos tirar deles e trazer para nós algumas formas, experiências e testar, inventar nossas próprias maneiras de resistir e fazer política de acordo com a nossa própria realidade.

É preciso pensar nossas próprias formas de se organizar sejam nas grandes cidades de nosso país, sejam no campo.

 

 

Universidade do Crime

23 de jan de 2014 às 16:23 | em: Leonardo Pedreira

carcere-em-delegacias-no-cearaNão me recordo quantas vezes já escrevi sobre este assunto. Sei que já foram vários artigos a respeito deste câncer que só faz crescer em nosso corpo social.

Não temos como refutar, é fato que o sistema penitenciário brasileiro é ineficiente e brutal. Que condenados ou não, milhares de presidiários são amontoados como detritos (e para muitos de fato o são). Assim, sobrevivem se revezando para dormir, seminus, doentes, sem água por dias a fio, em temperaturas de até 50 graus.

Tendo conhecimento do diagnóstico, mas não querendo resolver a situação, o Estado omisso foi substituído por facções que comandam os complexos penitenciários. Enquanto isso, parte da sociedade, indignada pela violência crescente, curte silenciosa a vingança e o ‘espetáculo’. Um eventual big brother venderia horrores, literalmente.

Nesse ambiente, a frase rabiscada em um cárcere aqui na Bahia parece ameaçadora: “Hoje estou contido, amanhã estarei contigo.”.

Pergunto-me, como? Em que condições?

Os números são alarmantes! O Brasil tem cerca de 550 mil presos, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos somente para os Estados Unidos, a China e a Rússia. E que vale dizer que, são três países com realidades completamente distintas e distantes da nossa. No entanto, a capacidade máxima das 1.312 unidades prisionais brasileiras é de aproximadamente 310 mil detentos, o que gera déficit de 240 mil vagas. Essa situação seria atenuada caso o Judiciário fosse mais ágil, pois quase 40% dos detentos são presos provisórios, com processos não julgados. Por outro lado, existem 500 mil mandados de prisão expedidos e não cumpridos. Agora, imaginem comigo se esses mandados fossem executados…

O problema não é a Lei! Se a questão fosse esta, teríamos, há muito tempo, presídios no padrão FIFA. Na Constituição do Império (1824), embora fosse admitida a pena de morte, já havia disposições que protegiam os presos de penas cruéis, torturas, açoites e marcas de ferro quente, assim como determinações acerca do local do encarceramento que deveria ser limpo, bem arejado, com separação dos réus de acordo com os crimes pelos quais foram condenados. Foi e continua sendo a mais pura balela.

Mais recentemente, em 07 de janeiro de 1994, foi criado o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), com a finalidade de proporcionar recursos e meios para financiar programas de aprimoramento do Sistema Penitenciário Brasileiro. Paradoxalmente, na véspera de o Fundo completar 20 anos, Ana Clara, uma menina de 06 anos, morreu queimada no Maranhão, em incêndio deflagrado por ordem direta de presidiários do Complexo de Pedrinhas.

Dinheiro não é também o problema. Por lei, 3% das loterias e 50% das custas processuais destinam-se ao Fundo, desde a sua criação já foram amealhados cerca de R$ 6,7 bilhões, em valores atualizados. No entanto, como esclarece o relatório do próprio Ministério da Justiça, “os repasses do fundo são classificados como transferências voluntárias, ou seja, não decorrem de obrigação constitucional ou legal e, dessa forma, suas dotações orçamentárias fazem parte da chamada base contingenciável que o governo federal dispõe para obtenção do superávit primário”. Preciso dizer nada…

Como o dinheiro entra, mas não sai, cresce o caos no sistema penitenciário, enquanto o saldo contábil do Funpen é atualmente de R$ 1,8 bilhão! A meu ver, cabe ao Ministério Público ajuizar ação por crime de responsabilidade contra as autoridades que determinam ou são coniventes com esse “contingenciamento” em área tão crítica.

Ainda acredito que se deve investir mais em educação, a produção e ao acesso da cultura, da pesquisa e do ensino.

O problema dos presídios? É evidente, falta gestão! Maior integração entre os órgãos federais, estaduais e municipais, a criação de um sistema integrado de segurança pública, as formas de reinserção de ex-presidiários na sociedade, a implantação das penas alternativas, o monitoramento eletrônico e a privatização de presídios são temas consensuais que ainda não produziram resultados com repercussão nacional. As crises não podem resultar somente em ameaças veladas de intervenção, quando o estado é governado por adversários políticos, ou em bajulação, quando administrado por aliados.

As cadeias são, há muito tempo, as universidades do crime. A reincidência é de aproximadamente 70%. Por isso, talvez seja difícil imaginar que a expressão “hoje estou contido, amanhã estarei contigo” possa envolver emoção, sentimento e significar um reencontro com a própria vida. Mas a frase é de um detento recuperado prestes a deixar a reclusão e que pode expressar saudade e afetividade.

Até porque, a meu ver, como diz o ditado, a única prisão paradisíaca é a paixão.

leonardopedreira1@gmail.com

Existe esperança?

14 de jan de 2014 às 17:01 | em: Leonardo Pedreira

largeAprendendo com os horrores do passado e dos porões do atraso já surgem luzes em nossa ‘jornada de imbecis até o entendimento’. Exatamente. O título desta peça de Plínio Marcos serve como uma luva para descrever o caminho que trilhamos em 2013.

Ouvi certa vez de um amigo algo que me fez refletir: Desconfie do otimismo! Realmente, temos razões até para um desconfiado otimismo. A pergunta que fica é: Qual será a lista de nossas esperanças?

As convenções partidárias que confirmarão os candidatos a presidente da República serão realizadas em junho, pouco antes da Copa do Mundo. A partir de agosto, todas as atenções estarão voltadas para as eleições. Haverá pouco tempo para um efetivo debate sobre os temas maiores que afetarão a educação, economia, políticas sociais, meio ambiente, política externa e de comércio exterior no próximo governo, a partir de 2015.

Será o ano do carnaval permanente e o que me preocupa nesse sentido é que somos um país sob anestesia, mas sem cirurgia, como dizia Simonsen.

Muitos já entendem que o Estado não é a ‘solução’, mas é o ‘problema’. Já sabem que um Estado gigante suga como um vampiro a sociedade e não devolve em serviços e transformações efetivas nos setores mais essenciais para a sociedade o que nós emprestamos a ele.

Ao invés de uma profunda transformação na forma que a atual política em nosso país é concebida, alguns grupos clamam por reformas e assim seguimos vivendo sonhando com a boa vontade de um governo central, ou melhor, “federal”.

Já começamos também a entender a diferença entre causas e consequências. Miséria é consequência. Violência é consequência. A injustiça é endêmica e de tal modo paralisante que inviabilizou até agora uma real ‘luta de classes’. Os excluídos já nasceram derrotados “desde Cabral”.

Uma coisa espero ao menos que esteja clara. O Estado tem de existir para a sociedade e não o contrário, como ainda é hoje!

Algo parece entrar no entendimento aos poucos da sociedade como um todo (ao menos para os que sabem ler e não são o ‘estrume’ das oligarquias) que a corrupção não é só um pecado moral, mas atualmente a nossa forma de governo.

Por exemplo, finalmente a família Sarney está servindo para alguma coisa: o horror do Estado (que possuem há 50 anos) está vindo a furo, como um tumor. O povo do Maranhão está menos iludido em sua desgraça. A prisão dos mensaleiros já tinha alertado sobre o estado de nossas penitenciárias. O medo máximo dos ‘dirceus’ era cair perto da ‘boca do boi’, nas celas que matam milhares de desespero e de faca, estilete, decapitação!

Já aprendemos que, além de ‘esquerda’ e ‘direita’, temos de pensar na qualidade da vida e do interesse público. Como dizia Marco Aurélio (não o Garcia nem o de Mello, claro, mas o imperador): “O que é bom para a abelha tem de ser bom para a colmeia”. No entanto, enquanto isso, Cid e Roseana se empanturram de filé ‘mignon’, escargot, salmão e outras iguarias…

Enquanto isso, os índios tenharim ficam sem poder ir à cidade por medo de agressões e sofrem sem comida…

Me pergunto, existe esperança?

Conflito Étnico: Fato ou Discurso?

28 de dez de 2013 às 23:37 | em: Leonardo Pedreira

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Caros, o texto é uma análise do texto: INVENTORES DE GUERRAS, do colunista do Jornal Folha de São Paulo, Demétrio Magnoli.

Link (aqui) e veja o texto.

Muito simplório chegar a uma conclusão da não existência de um conflito étnico usando como base apenas a questão do Congo e do Sudão como exemplos para reafirmar tal entendimento.

O autor parecer esquecer que Etnocídio, na verdade, é um conceito vinculado a genocídio. Ademais, diferentemente do genocídio, um etnocídio não é necessariamente intencional, o que não quer dizer que também não o possa ser. O etnocídio constitui a destruição dos traços culturais de uma etnia imposta por outro grupo étnico o que, por exemplo, vivemos em muitos momentos em nossa própria história principalmente no que envolve a questão indígena e negra que perdura até os nossos dias.

A própria ONU define genocídio como atos cometidos contra grupos “nacionais, étnicos, raciais ou religiosos”, o etnocídio, tomado neste contexto, referir-se-ia apenas a crimes motivados pela etnicidade… Por exemplo, a intolerância e a perseguição religiosa não seria nesse caso um crime motivado pela questão racial em especial da cultura negra?

A atual tentativa da prefeitura do Rio de Janeiro de impedir que o povo de santo espalhasse suas oferendas pela cidade não poderia ser configurada como uma tentativa de tornar extinta inteiramente uma cultura? Mais um episódio vivenciado pelo povo de axé dos muitos outros que aconteceram na História do Brasil.

Os altos índices de homicídios da população negra em especial nas cidades sedes da Copa do Mundo como Salvador e Rio de Janeiro também não? Nem muito tempo tem do falecimento de Mandela, o que representou o apartheid?! Uma brincadeira? Fala sério… 

A afirmação do general Santos Cruz em dizer que a linguagem do “conflito étnico” é uma arma eficiente no arsenal de elites políticas com “interesses próprios de poder e dinheiro” configura, atesta e explicita somente a intenção e o pensamento direitista e liberal que existe atualmente em nosso país, até porque o interesse deste grupos giram nada mais nada menos no interesse pelo poder, “una contradicción”, azar do General que bom de tiro dessa vez deixou sair pela culatra.

Pior, o autor parece não entender Max Weber quando o próprio Weber afirma que para examinar as consequências de tal crença é necessário se pensar sobre as ações políticas individuais e coletivas. Nem é necessário discorrer sobre isto aqui, nada mais evidente nos dias atuais do que os reais interesses das políticas individuais senão como muito bem disse o General perpassam somente  por questões que giram em torno do poder e do dinheiro. Uma doença que devo dizer que não tem mais somente a direita brasileira como pai, mas também a esquerda como prostituta, e que me perdoem as prostituas por tal ofensa…

O MEC até tem razão quando diz que: precisamos olhar mais para a África.

Mas se isso não servir para esclarecer as questões atuais no que diz respeito aos problemas étnicos em torno principalmente na questão racial e religiosa que herdamos da própria África, tal olhar de nada servirá… E digo mais olhar para África é necessário sim, mas sem esquecer-se de olhar para nós mesmos e nossas questões mais “roots”, os índios que o digam…

Análise da PEC 102 – Parte II Continuação da série: Desmilitarização e Unificação da Polícia.

02 de set de 2013 às 19:12 | em: Leonardo Pedreira

 

Leonardo Pedreira

leonardopedreira1@gmail.com

 

desmilitarização-300x295No texto anterior publicado no domingo dia 25/08/13, introduzir historicamente a situação da Polícia Militar em nosso país, trazendo aspectos negativos de sua militarização e apresentando alguns pontos relevantes para discussão e maior análise a respeito do modelo atual e da PEC 102, que propõe a desmilitarização e unificação da polícia.

Como prometido, dando continuidade a nossa série de discussão, convido você leitor a aprofundar comigo os questionamentos a respeito do que nos apresenta a Proposta de Emenda Constitucional N°102, de 2011.

Logo de cara, gostaria de deixar claro, que a PEC 102 não procura o desarmamento da polícia como muito se diz, mas propõe uma alteração estrutural e ideológica em relação a que hoje é concebida a segurança pública, caberá ao novo modelo as mesmas funções atuais de: preservação da ordem pública; polícia ostensiva, administrativa e preventiva; acrescentando, o exercício privativo da investigação criminal e da atividade de polícia judiciária e conferindo o papel de exercer o controle externo da atividade policial, que antes eram de competência institucional do Ministério Público, a um novo órgão citado pela PEC 102, nesse caso denominado de Conselho Nacional de Polícia, em que suas competências e organização estarão definidas em lei complementar presidida pelo Ministro do Superior Tribunal de Justiça composto por membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, das policias estaduais, federal e do Distrito Federal, Territórios e por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, além de membros da sociedade civil indicados pelo Senado e Câmara dos Deputados nomeados pelo Presidente da República.

Caberá ao Conselho Nacional de Polícia a função de controle social da atividade, conferindo a população, o controle sobre a ação policial, para tanto, a PEC 102 prevê a criação de ouvidorias, em que as mesmas serão o canal de reclamações e denúncias da população contra a má prestação do serviço policial, garantindo assim a soberania da população sobre o serviço de segurança pública. O Conselho Nacional de Polícia será a autarquia investigativa de polícia e do serviço policial, mesmo havendo nela representantes do Ministério Público, toda autoridade para tal função será de competência do referido conselho.

É relevante citar a autonomia que a emenda confere a cada Estado de adotar o modelo de polícia única ou de continuar com a estrutura atual de duas polícias (Civil e militar).

O modelo de polícia única estará diretamente subordinado ao Governador em exercício de sua unidade federativa, e será organizada com base na hierarquia e disciplina e estruturada em carreiras (ponto a ser discutido com mais clareza no próximo texto).

No texto da proposta, não é possível ter conhecimento de como se dará a formação dos policiais neste novo modelo e nem de seu ingresso, devido o fato de tal competência ser referida ao Presidente da república em exercício, em que o mesmo criará uma Lei Federal redigindo as regras gerais das Polícias, caso a PEC 102 seja aprovada. Neste ponto só podemos esperar para ver em que pé se dará tal questionamento…

Em um ponto a proposta de emenda me parece ser falha, devido o fato de momento algum se ter conhecimento de um artigo ou parágrafo citando em que situação ficará o Corpo de Bombeiros, nem mesmo o nome bombeiros é citado na proposta, fato em que gostaria de sugerir, que deveria se aproveitar o momento de produção da PEC 102, e incluir a desvinculação dos Bombeiros da Polícia Militar e agregando-os a Defesa Civil, fato que já ocorreu com sucesso em alguns Estados do Brasil e pretendo discutir melhor este assunto no último texto da série.

Tirando o fato citado no parágrafo anterior, a PEC 102 se apresenta como uma tentativa de solucionar de forma prática os entraves existentes atualmente na segurança pública do nosso país, além de buscar com isso, formas efetivas e mais próximas do cidadão de solucionar tais questões, o que no meu ponto de vista, parece-me bastante viável no modo como ela está redigida. Gostaria, no entanto, deixar em aberto para nosso próximo texto uma discussão sobre o plano de carreira e a forma que se dará a transição do modelo atual para o modelo de polícia unificada pela PEC 102, lembrando sempre, caso a mesma seja aprovada. Até nosso próximo encontro!

*Publicação simultânea com o Jornal Folha do Estado da Bahia

 

 

Desmilitarização e Unificação da Polícia: Uma introdução à PEC 102.

25 de ago de 2013 às 16:47 | em: Leonardo Pedreira

Leonardo Pedreira

leonardopedreira1@gmail.com

 

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Filha, modelo e estratégia da ditadura militar de 64 em nosso país, a Polícia Militar assumiu o lugar vago de sua mãe, genitora que a pensou como veículo de repressão e controle social mascarada de agente de proteção e favorecimento do bem do cidadão. Desde seus primeiros anos de vida esta encontrou em seu primo uma identidade, um modelo a ser seguido e copiado fielmente em seu processo de formação prático e ideológico, primo esse que até hoje comunga de privilégios hierárquicos em relação a ela, servindo de força e instrumento mais “civilizado” para atuar junto à sociedade.

O exército e seu aparato militar entram então em cena, trazendo para dentro do convívio social através da Polícia Militar, a contradição da técnica de combate ao inimigo externo, internamente no corpo da sociedade.

Surgem aí algumas questões que se faz necessário um pouco de reflexão. Como uma instituição criada em um período de repressão e violação dos direitos civis pode garantir o cumprimento de tais direitos sustentada na reprodução de práticas violentas, ultrapassadas e condenadas há alguns anos por nossa sociedade democrática? Como esta pode ser equiparada como modelo de defesa do bem maior da população quando não está igualada ao nível de corpo de defesa civil de nossa sociedade?

É necessário entender que o projeto de defesa civil a partir do projeto de defesa militarizada, é hoje tão ultrapassada e falida quanto a outros projetos existentes em nosso meio, como a prisão e a concepção atual de escola e educação, em que quando as duas últimas não trazem a solução, a militarização faz os seus meios que por “sorte” será a reclusão, igualmente falida como se é concebida a educação.

Além do projeto de polícia militar não se adequar em um projeto de segurança pública de um regime democrático, ela se 

mostra ineficiente, quando os seus reprodutores não são formados para pensar humanamente, mas cumprir ordens independentes de seus meios e objetivos, não compactua e nem legitima a nossa Constituição quando esta confere igualdade de direitos e deveres a todo cidadão brasileiro, pois a militarização tem seus próprios juízes e tribunais, leis e formas de hierarquia, colocando o militar acima do cidadão civil, conferindo aí na base da desigualdade legal, jurídica e social o poder de autoritarismo e “heroísmo extremo” ao militar em relação ao cidadão comum.

É nesse contexto que a PEC 102 busca encontrar soluções dentro de um projeto de desmilitarização e unificação das polícias civil e militar no Brasil. Um fato importante desta proposta é a autonomia que os estados teriam de julgar ser viável aplicar ou não o modelo em sua federação, a partir de uma análise da situação de segurança pública em seu 
A Emenda Constitucional propõe alterações que requerem uma análise cautelosa e crítica, pois, traz mudanças cruciais para tentar entender como a unificação se dará e até que ponto de fato solucionará os problemas por ela citados e se essas não acarretarão em maiores problemas para a sociedade. Alguns pontos positivos são notáveis, e de fato esperados por grande parte dos cidadãos, contudo, não anula pontos preocupantes que são igualmente identificáveis, como novas formas de julgamento, investigação e fiscalização, bem como a falta de informação de como se dará a formação desses novos policiais.território.

Para tais questionamentos serão necessários novos momentos de reflexão como este a respeito da PEC 102, o que espero nas próximas edições dividir com você, caro leitor, os possíveis avanços de tal análise.

 

*Publicação simultânea com o Jornal Folha do Estado da Bahia

 

Leonardo Pedreira assume a Secretaria de Organização Política do PMA

03 de jul de 2013 às 19:54 | em: Leonardo Pedreira

24052013119O Partido do Meio Ambiente – que está em processo de homologação – acaba de nomear mais uma secretaria, com alguém que traz em sua história, curta, porém produtiva, todos os motivos para merecer tal cargo e ser digno de confiança.

                O nome é Leonardo Pedreira, Secretário de Comunicação e nomeado Secretário de Organização Política da Executiva Estadual do Partido na Bahia. Leonardo é Graduando em Licenciatura em História na UEFS, nascido na cidade de Feira de Santana, filho de pessoas que lhe ofereceu uma formação para além da escola estadual, na qual concluiu o ensino médio.

                Por isso, vestido de cidadania e justiça social, Leonardo usa de suas convicções para lutar por aquilo que acredita. Em suas buscas estão principalmente o bem coletivo e social e a asseguração do direto de identidade e individualidade do ser.

                Mas, além e acima disso, Leonardo acredita que respeitar o meio ambiente é essencial para pensar o social e a própria vida e primordial para que melhorias reais sejam possíveis de serem realizadas.

                É por isso que não há nome melhor para assumir cargo tão importante e de tamanha confiança de um partido que luta pelo meio ambiente e pelos indivíduos que dele precisa e que nele vive.

                Desejamos a Leonardo Pedreira toda sorte nesse novo capítulo de sua vida política e que ele continue tendo as forças e convicções que o trouxeram até aqui.

 

ASCOM – Executiva Estadual do Partido do Meio Ambiente – Bahia

A União Sindical dos Trabalhadores, (UST-Bahia) Nasce Grande!

13 de maio de 2013 às 19:38 | em: Leonardo Pedreira

 

Confirmado Ronaldo Mesquita Presidente Estadual

 

ronaldo

A nova Diretoria da UST Bahia tomou posse no dia 10 de maio 2013, às 13 horas, na sede da Associação das Marisqueiras e Pescadores de Bom Jesus dos Pobres – Bahia, com depoimento emocionado marcou o discurso do presidente Ronaldo Mesquita, confirmando que está muito confiante no trabalho a ser desenvolvido pela gestão da Diretoria em prol da Central Sindical UST e declarou que o compromisso é de, manter a luta dos trabalhadores por maiores conquistas.

Entre as metas do Presidente Ronaldo Mesquita destaca-se: ampliação dos direitos e conquistas dos trabalhadores; por salários decentes e de filiar mais de 30 sindicatos na Central, além das bandeiras de lutas da UST Nacional, assinalou Ronaldo.

O Presidente reforçou a necessidade de continuar a luta pelo fortalecimento e visibilidade da UST, o desafio que vem pela frente é fortalecer ainda mais a Central, sem quaisquer dúvidas que esta Diretoria que assume a UST Bahia está credenciada e capacitada para chegar ao fim, com um balanço positivo, com uma trajetória de conquistas dos trabalhadores, afirmou.

Posse da Diretoria da UST-BA

07 de maio de 2013 às 22:29 | em: Leonardo Pedreira

A Central Sindical UST – União Sindical dos Trabalhadores, está presente desde 2006 em vários estados e no Distrito Federal organizando, representando sindicalmente e dirigindo a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade, do campo, do setor público, privado e dos trabalhadores ativos e inativos.

Como uma organização sindical brasileira de massas, em nível máximo da representação sindical, a UST vem ao longo desses anos filiando sindicatos e organizações dos movimentos populares, engajados na luta contra a opressão e na defesa dos interesses das classes trabalhadoras e populares, da juventude e de luta contra a opressão das mulheres, negros, homossexuais, minorias e outros segmentos da sociedade.

Carlos Borges - Presidente Nacional

Carlos Borges – Presidente Nacional

Ronaldo Mesquita - Presidente Estadual

Ronaldo Mesquita – Presidente Estadual

Na Bahia estamos presentes em cerca de 200 Municípios,  na luta pela defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Nesse sentido, gostaríamos de convocar os representantes sindicais, líderes de movimentos populares, e estudantis, todos e todas envolvidos direta ou indiretamente no compromisso na defesa dos interesses sociais e trabalhistas, para a solenidade de posse do nosso Presidente Estadual Ronaldo Mesquita, juntamente com a nova Diretoria Estadual da UST na Bahia, na Associação de Marisqueiras e Pescadores de Bom Jesus dos Pobres, localizada na Praça Central do Município de Saubara, nesta sexta-feira, dia 10/05/2013 às 13h. Contamos com a sua presença, Viver significa lutar!

União Sindical dos Trabalhadores – Bahia

71. 9230-2334

Da casa dos mortos à oficina do diabo. Questões sobre a redução da maioridade penal.

26 de abr de 2013 às 11:34 | em: Leonardo Pedreira

imagesAqui no Brasil o debate em torno da redução da maioridade penal sempre é retomado logo após um crime violento ser cometido por um menor de 18 anos. O que é fato também que ora antes ou depois da retomada calorosa do assunto, poucos são os que pensam a respeito das consequências substantivas e práticas de se alterar a lei vigente.

Coexistir em uma sociedade que é pautada na disputa e nas diferenças é algo que exige a formação/acesso de certas estruturas sociais que direcionem o cidadão ao êxito social, espírito exigente numa sociedade em que os homens são iguais as mercadorias.

Estrutura familiar, educação e desenvolvimento da saúde, emprego, lazer e segurança pública, são elementos estruturais primordiais para lograrem o êxito social além de serem direitos fundamentais da pessoa humana. A questão, – e é preciso se levar bastante em conta – é o fato do Poder Público continuar empurrando com a barriga tais falhas na criação e efetivação de políticas públicas destinadas a esses seguimentos da sociedade e em especial, as classes e comunidades mais pobres de nossa sociedade.

Deste modo não há possibilidade de se pensar a “delinquência” juvenil de forma isolada da estrutura social.

Há de se lembrar muito bem,  as palavras de Pelé, no ano do seu gol de número 1000 em (1969). Que vestido de lágrimas disse publicamente: “cuidem das nossas crianças…”. Anos depois, com o recrudescimento da criminalidade, exclamou: “Se tivessem me ouvido, o Brasil não estaria assim”!… Fato muito bem lembrado pelo professor Thomas Bacelar.

Diminuir a maioridade penal é uma solução ingênua, e um pensamento imediatista de solução para um problema social e humano que é realmente extremamente sério e muito grave atualmente.

O aumento da criminalidade – seja ela juvenil ou adulta – não pode ser pensado que este se dá por falha da Lei na questão relacionada a idade de punir, ou que precisa se pensar, a prisão como um objeto milagroso para o fim da marginalidade, modo como querem alguns assim pensar. A medida de reduzir a maioridade penal irá reforçar e levar a situação de verdadeiro caos ao sistema prisional brasileiro com um aumento significativo da superlotação existente há anos no Brasil

Alguns podem até pensar que com o aumento da forma de punir, com a institucionalização de caminho para a prisão a marginalidade tenderá a cair, mas os dados mostram algo totalmente contrário a este pensamento. Segundo o portal do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o Brasil, em 2012, contabilizava 548 mil presos.  Chegamos a este contingente graças ao elevado aumento do encarceramento, ocorrido nos últimos 18 anos no país. E isto se dá graças à reincidência que gira em torno de 73% dos casos, pelo fato da prisão não ser objeto de transformação social, ou como uma última alternativa de oferecer aquelas estruturas sociais aqui citadas como direitos fundamentais ao ser humano, e necessários para por fim a marginalidade. Mas não, de fato as prisões são gigantescas fábricas de produção de mais delinquentes, de mais marginalidade, de mais crimes, de mais prisões, um ciclo que tende a aumentar significativamente nos próximos anos os números que hoje nos assustam e põem em alerta.

A insuficiência de políticas públicas de acompanhamento para crianças e jovens constitui um dos maiores desafios a ser superado na solução dos problemas que resultam da superlotação dos cárceres.

O cárcere possui muitas metáforas (a casa dos mortos, o cemitério dos vivos, oficina do diabo, etc.) nenhuma delas exalta ou faz referência a qualquer dignidade da condição humana.

Não se pretende neste artigo defender o marginal, aquele cometedor de crimes, não existe dúvida existem menores carecedores de disciplina severa em seu próprio benefício; mas severidade não quer dizer “castigo” (vingança social contra o “crime”), que suprime lar, escola, convivência educativa e exemplos salvadores. (Thomas bacelar).

Mas o que pretendo aqui é refletir sobre o fato de que a violência é um problema de profundas raízes no corpo social, que não se pode examiná-la superficialmente e à margem do contexto social em que surgiu e de fato como nos adverte muito bem o jurista espanhol, Francismo Munõz Conde, sua parte mais importante, senão, apenas, a superfície visível de um “iceberg” em que o que não se vê é, talvez, o lado que realmente mais importa.

O que pretendo neste artigo não é só conduzir a sociedade de um modo geral para uma maior e aprofundada reflexão sobre o assunto, mas também cobrar do governo e em especialmente do Poder Público uma busca incansável pela efetivação das políticas públicas aqui citadas, pois só assim veremos uma diminuição significativa nos índices de criminalidade, tendo em vista que enquanto o melhor caminho for à prisão, piores serão as previsões para o nosso futuro.

Este artigo surgiu a partir da leitura dos textos de: Ivone Freire Costa, Professora da UFBA; Thomas Bacellar, Professor da Faculdade de Direito UCSAL; Luiz Claudio Lourenço, Professor do Departamento de Sociologia da UFBA, todos publicados no Jornal A Tarde.

Sobre Hugo Chávez e a luta histórica do povo latino-americano.

05 de mar de 2013 às 21:34 | em: Leonardo Pedreira

Gostaria de falar algo sobre o triste dia de hoje, marcado pela notícia do falecimento de Hugo Chávez. Não encontrei palavras… com sentimentos em meio a um turbilhão, temi parecer fanático e escrever um texto apaixonado. Grato sou a mim por isso, pois lendo alguns artigos do Diário do Centro do Mundo (www.diariodocentrodomundo.com.br), e passeando pelo facebook, me deparo com uma informação compartilhada via chat de uma página virtual que também acompanho denominada Socialismo da Depressão, uma atualização que em nada deixa faltar aquilo que eu gostaria de expressar, os que mais de perto me conhecem, não me deixaria mentir, que estas palavras podem-se minhas se fazer.

Acompanhem,

“Eu queria falar um pouco do que estou sentindo com a perda do Hugo Chávez; me desculpem aqueles que não concordam e fico feliz pelos que veem o mesmo. A minha tristeza, não só pelo fato da morte de um homem que sempre me toca muito, se dá também por imaginar o mundo com um herói a menos. O mundo com um libertador da América Latina a menos, um mundo com um Revolucionário a menos, um mundo com quem lutava pelo povo e com o povo… a menos.

Sempre fomos oprimidos e eu realmente não tolero essas teorias de povo pacífico, de que a América Latina foi oprimida porque o povo deixou. O povo sangrou lutando e teve líderes mortos. Tivemos um povo habitando estas terras, mas um povo diferente. Não um povo realmente latino. No Brasil, tivemos portugueses que vieram para cá com o interesse de exploração, de fazer riqueza, de ter terras que não tinham em Portugal, e não um povo com o interesse de construir uma nação. Por muitos anos, e até hoje ainda é assim, tivemos um povo estranho em terras tropicais, que nunca gostou deste solo e preferia passar as férias em Paris, em Lisboa, ou imitar o urbanismo e arquitetura de Paris para se sentir mais próximo de outras terras. Ah, mesmo em climas escaldantes e terras férteis não ficamos livres da belle époque. Na América colonizada pelos espanhóis, a relação entre colonizador e terra não foi diferente. Não havia o sentimento de libertação entre aqueles que colonizaram (por motivos óbvios) e estes que colonizaram, em toda América Latina, providos de suas tecnologias mortíferas dizimaram o povo que aqui vivia quando havia resistência e se a vida era valiosa, eram obrigados ao trabalho forçado. Dizer que o povo latino é pacífico é o mesmo que negar as lutas de resistência do nosso povo oprimido, seja dos latinos, seja daqueles que foram tirados de suas terras na África, tratados como ferramentas (bichos eram mais bem tratados) e com o beneplácito da Igreja para acobertar as desculpas ideológicas com as bulas papais.
Eu fiquei em dúvida de qual trecho colocar de “As veias abertas da América Latina” de Eduardo Galeano por ter traduzido tanta coisa que eu queria dizer neste texto, portanto indico para que antes de dizerem este tipo de coisa, leiam este livro. Mas uma frase resume toda a questão da opressão: “Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno”
O povo latino luta por sua emancipação desde sua colonização, mas sempre foi dizimado pelas forças opressoras que tinham o interesse de tirar nosso ouro para alimentar seus filhos estrangeiros.

Tivemos o triunfo da Revolução Cubana em 1959, revolução com participação popular, do povo para o povo com uma lideranças intelectuais que souberam conduzir a emancipação do povo cubano rumo ao Socialismo. A Revolução Cubana apavorou os Estados Unidos, já que serviria de exemplo para a América Latina. Prova disso são as ditaduras instauradas na América Latina em conluio com a CIA e o governo estadunidense durante o século XX, quando o povo via a possibilidade da emancipação através do Socialismo. Temos mártires pelo nome do povo latinoamericano e carrascos em nome dos interesses capitalistas mundiais e principalmente estadunidense. Depois de tanta tortura e sangue, o final do século XX e começo do XXI serviu para o povo latino levantar a cabeça e seguir para sua emancipação, para a sua melhoria de vida, para o seu orgulho. O povo sente na pele o que quem critica líderes como Che Guevara, Hugo Chávez, Fidel Castro, Evo Morales, Rafael Correa, não sabe o que é dentro do seu quarto com ar-condicionado e comida farta todos os dias, já que quem critica é beneficiário dos interesses do capitalismo para a manutenção do sistema.

Um líder como Hugo Chávez passou por um golpe da direita que contava com os grupos de mídia em 2002 (e o povo colocou Hugo Chávez de volta ao poder), passou por todas as dificuldades que nosso povo sente há séculos quando quer se emancipar. Hugo Chávez tem por si só o mérito de encarar tudo isso sem se curvar a pressões de parlamento e a pressões internacionais porque governava em nome do povo e para o povo. Ou melhor, governava para a América Latina. Com todas as críticas cabíveis ao Simon Bolívar, Chávez soube extrair o principal do seu legado: o povo da América Latina deve se unir. E ele foi o grande líder que plantou a semente do bolivarianismo na América Latina. Embora não totalmente, não nos curvamos mais ou abaixamos a cabeça completamente aos Estados Unidos e Chávez tem o meu orgulho e meus aplausos por sua coragem de ter dedicado sua vida à Revolução Bolivariana Socialista do século XXI que dá cada dia mais nosso direito de nos orgulharmos como latinos.

A morte de Chávez portanto pela perda que o mundo teve hoje. Precisávamos de mais uns 100 Hugo Chávez, e não um a menos. Mas agradeço do fundo do meu coração, que é vermelho!, o legado deixado pelo nosso comandante. Vá em paz, comandante! Hasta siempre, comandante Hugo Chávez! Nossas veias só não voltarão a se abrir porque deixaste um legado para o povo.

– SD”

(https://www.facebook.com/socialismodadepressao/posts/545967708767401)

Clique e veja também: Ilusão ou mundo real? Um olhar sobre a Globalização mundial e seus efeitos

Ilusão ou mundo real? Um olhar sobre a Globalização mundial e seus efeitos

26 de fev de 2013 às 09:22 | em: Leonardo Pedreira

Somos mais de 07 bilhões de habitantes no mundo. Esses espalhados por 05 continentes, em vários países, e principalmente separados por uma linha que, apesar de não existir fisicamente, não tem nada de imaginaria. Para o mundo “real”, econômico e capitalista estamos principalmente divididos em Norte Rico e Sul Pobre.

Essa divisão nada tem a ver, exatamente, com localização geográfica, o que torna mais difícil e cruel ainda compreender o sistema ao qual estamos incluídos. A divisão está diretamente ligada à riqueza e pobreza mesmo. Quantos países terão que cair e se empobrecer para que outros cresçam? Os fatos por trás da história explicam um pouco do começo deste fato e de outros tantos relacionados.

Caminho historicamente percorrido pelos ditos “grandes” e desenvolvidos países europeus e nosso irmão rico os EUA. Por anos esses países vêm sugando até o último sangue do povo latino americano, até a última riqueza natural, até o último metal. Essa história de exploração da riqueza alheia para engrandecimento de um país mais “forte” e “civilizado” começa por meados do século XV, as terras recém descobertas do Novo Mundo reservavam riquezas sem medidas para estes países, é certo que tudo começou com a fome lunática dos espanhóis, mais muitos mamaram das tetas e compartilharam da galinha dos ovos de ouro. Inglaterra, Alemanha, Holanda, França e EUA… Todos esses senhores da economia global conseguiram ostentar suas riquezas e ampliar seus poderes ao longo da história graças aos nossos bens, minuciosamente roubados e criminosamente explorados. Deveríamos ser as nações mais ricas do planeta, mais graças aos nossos “bons” irmãos a história é outra… Ela ainda continua a ser escrita com tinta de sangue!

Como fruto destas ações, nos guetos do mundo a miséria continua a clamar, Estar faltando água e o que comer no gueto do mundo… E são tantos esses guetos!

Temos a triste realidade de ver circular trilhões por dia no cenário da economia mundial enquanto milhões de pessoas vão dormir sem comer, sem beber, sem o mínimo necessário. Ver os impostos pagos por nós brasileiros chegar a números imensos, ver o Brasil com o título de país em desenvolvimento, de economia emergente, enquanto nós, os mesmos brasileiros temos educação, saúde, segurança e inclusive apoio econômico de péssima qualidade, diga-se de passagem.

A dívida externa brasileira está paga, a interna só cresce. Ajudamos e emprestamos dinheiro a países em crises que por vezes nos viraram as costas, ao mesmo tempo em que as verbas para os serviços mais simples e necessários para nossa sobrevivência são os menores, e os cortes cada vez mais comuns.

Olhamos para toda essa realidade como se fosse normal. Comemoramos as conquistas esportivas: Sede da Copa do Mundo, Sede das Olimpíadas, os títulos econômicos dados por aqueles que por anos fazem manobras políticas no nosso país para manipular a massa e pintar um país lindo e limpo. E fechamos os olhos para as longas filas nos hospitais, para a desvalorização da educação, por não poder sair de casa e por pagar por toda festa e regalia que não serão usufruídas por nós.

Não precisamos desta falsa segurança econômica que surge com os estúpidos investimentos realizados pelo governo com a aproximação destes eventos. O que precisamos de verdade é: Uma segurança econômica fruto de um emprego de qualidade e melhor remunerado e qualificado; Precisamos de uma segurança educacional que ofereça o mínimo de segurança em suas instalações e que ofereça um ensino mais humano, valorizando questões sociais e regionais, que possibilite um avanço qualitativo e educativo, e não de uma educação que pense somente nos avanços dos gráficos internacionais; O que precisamos é de uma segurança habitacional, famílias inteiras sofrem as chagas do aluguel e outros tantos vivem sem o direito a moradia; O que precisamos é uma segurança contra os impostos abusivos que são cobrados diariamente pelo governo atual, o que falar do atual preço dos combustíveis no nosso país? ; O que precisamos são maiores ofertas de empregos e menos burocratização no sistema de inclusão social empregatício, onde se exige experiências a quem nunca foi dada à oportunidade, menos máquinas e mais homens no setor produtivo, afinal, o que temos visto, é que aqui onde as máquinas reinam o sistema vomita homens.

Dentro de cada quadro estatístico dá para enxergar que corre sangue. Ver como todo esse caminho foi trilhado dói, mas vê-lo continuar sendo construído e apoiado por uma população explorada revolta. Mais do que um “salvador” precisamos, antes de qualquer coisa, querer nos salvar e nos libertar do imperialismo que ainda existe e reina e que por vezes nos negamos a ver. Enxergar, no lugar de só olhar e quem sabe assumir as rédeas.