Relacionamento abusivo, artigo de Gilma Reis

04 de jul de 2018 às 22:39 | em: Gilma Reis

Foto: Ilustração

Na sociedade atual os relacionamentos amorosos são cada vez marcados pelos conflitos e pela violência. Nesse sentido, queremos apresentar aos nossos leitores alguns fatores que caracterizam determinados comportamentos um tanto abusivos.

O que é um relacionamento abusivo?

Trata-se de um relacionamento caracterizado por atos de violência na vida do casal, seja ele casado ou namorado. Sendo que o abuso pode acontecer em qualquer atitude que prive um dos parceiros de sua liberdade, prejudicando a sua singularidade.  Pessoas abusivas, geralmente são controladoras, violentas, ciumentas, possessivas, chantagistas, apresentam comportamento de superioridade diante da vítima, são punitivos e fazem promessa que não cumpre. Às vezes as pessoas estão dentro de um relacionamento abusivo e não sabe.

Atitudes de uma pessoa abusiva

A pessoa abusiva por ser um controlador, sempre vai tentar isolar a outra do convívio social amigos, colegas de trabalho e da família.  O abusador pode privar a vítima de seus sonhos como (estudos, lazer, dança, trabalho). Além disso, exige da pessoa vitimada satisfação   de tudo o que faz no seu dia a dia, é sempre desconfiado, acusa o outro de estar olhando uma outra pessoa, olha as mensagens no celular, cheira peças de roupas intimas, são ciumentos obsessivos. Outros comportamentos dessas pessoas abusivas, são chantagistas sempre se colocam no centro das atenções, querendo que o outro faça exatamente aquilo que o ego delas deseja.

      Começa a fazer ameaças, chantagens  e xingamentos, o abusador  gosta de externar: Se você não ficar comigo, você vai ver! Eu vou fazer…!  Seu principal objetivo é fazer com que a vítima fique abalada, dependente dele emocionalmente e psicologicamente sem forças para reagir. Por ser violento e perverso, o abusador pratica atos de punição, às vezes priva o outro de atos sexuais ou de intimidade emocional.  A violência presente dentro da relação a dois, acontece em todos os âmbitos: física, verbal, emocional, psicológica e sexual e pode chegar a cometer homicídios.

O que acontece com as pessoas que sofre esse tipo de violência nas relações a dois, geralmente ficam com autoestima baixa, medo, sentem-se oprimidas, culpadas, cabisbaixa, deprimidas, desanimadas, depressivas e sem esperança e com tendência ao suicídio.

As pessoas que manifestam comportamento violento dentro das relações amorosas, geralmente são inseguras, desconfiadas, egoístas, imaturas, sem empatia, um tanto adoecidas, infelizes, e transferem isso para o seu parceiro. Muitas foram violentadas na infância, abusadas sexualmente, espancadas, rejeitadas e até abandonadas, contudo, não buscaram se melhorar através de uma psicoterapia, meditação etc.

Como procurar ajuda

A vítima precisa  certificar que sente-se abusada, depois procurar apoio entre a família e os amigos, procurar uma ajuda terapêutica com psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, líderes religiosos e grupos de casais. Contudo tem receio em fazer um movimento ao contrario para sair de dentro dessa relação, seja para a separação ou para permanecer dentro do relacionamento. Às vezes a pessoa não quer sair do relacionamento porque gosta do seu parceiro, mas gostaria que ele mudasse, por isso, é importante a vítima mudar o seu próprio comportamento e não reforçar o comportamento do seu parceiro, mas ajudá-lo a buscar uma convivência saudável.

A vida a dois sempre foi e será um desafio na convivência, no entanto, somos capazes de vivenciá-la e tornar os relacionamentos mais saudáveis e prazerosos, para tanto, é necessário buscar o autoconhecimento para melhorar seus relacionamentos na vida amorosa e demais relações.

Por tanto, a vida a dois não deve se tornar um pesadelo, mas a busca do prazer em estar juntos, e assim viver uma vida de partilha, comunhão, celebração, alegria e de paz.

Artigo de Gilma Reis.

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