Colunistas

Ariano Suassuna: A arte e o brilhantismo do grande escritor; artigo de Maria de Sousa

28 de maio de 2019 às 17:23 | em: Colunistas

“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de  romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa” –  Ariano Suassuna.

“Não existe arte nova ou velha, só boa ou ruim” – Ariano Suassuna. 

Ariano Vilar Suassuna, mais conhecido como Ariano Suassuna,  nasceu no dia 16 de junho de 1927, na cidade de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, estado da Paraíba.  Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. Em 1989, foi eleito para a cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito para a cadeira nº 18 da Academia Pernambucana de Letras e em 2000, ocupou a cadeira nº 35 da Academia Paraibana de Letras.

Iniciou seu contato com a cultura regional, ao assistir uma apresentação de mamulengos (“divertimento popular, que consiste em representações dramáticas por meio de bonecos”) e um desafio de viola. No ano de 1938, sua família mudou-se para Recife, onde Ariano continuou seus estudos, e, em 1946 ingressou na Faculdade de Direito, época em que criou o Teatro do Estudante de Pernambuco.

Ele escreveu sua primeira peça teatral em 1947:  “Uma Mulher Vestida de Sol”. No ano seguinte escreveu “Cantam as Harpas de Sião”.

Ao concluir o curso de Direito em 1950, dedicou-se à advocacia e ao teatro, simultaneamente. Sua obra-prima, a peça O Auto da Compadecida,  que conta as aventuras e desventuras da simpática dupla de anti-heróis João Grilo e Chicó, foi publicada em1955.

Através de sua arte, demonstrou possuir um  profundo conhecimento sobre o folclore e cultura nordestino. O teatro com força de humor, foi outra característica da obra de Ariano, que o consagrou, trazendo muitos convites para  realizar aulas-espetáculos em todo Brasil, o que faz com maestria, tornando sua figura conhecida em todo o Brasil  e no exterior.

Sua imaginação e seu conhecimento sobre o folclore nordestino são traços marcantes de sua obra literária.  Criou  e dirigiu o Movimento Armorial (“foi uma vertente artístico-cultural de valorização das artes populares nordestinas”), em 1970, com o objetivo de valorizar os vários aspectos da cultura do Nordeste brasileiro, como a literatura de cordel( hoje reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro), a música, a dança, o teatro, entre outros, influenciando jovens artistas que passam a incorporar as características do movimento em suas artes.

                                             “O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado”, dizia Ariano Suassuna.

Entre os músicos que se iniciaram no Movimento e deram continuidade à concepção musical proposta pelo Armorial, destacam-se Antônio Carlos Nóbrega e Antúlio Madureira. Danilo Guanais e grupos instrumentais como o Quinteto da Paraíba, o Gesta e o Armorial Marista. Em Recife, outros grupos se formaram, possuindo também uma vertente popular e podendo ser relacionados, direta ou indiretamente, ao Movimento Armorial. Destaque para os famosos: Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Mestre Ambrósio e Cordel do Fogo Encantado, entre outros. Movimento musical como o Mangue Beat (Nação Zumbi), pode também, de alguma forma, ser relacionado ao Movimento Armorial. Instrumentos populares como a rabeca, gaita, pífano, viola nordestina, tambor, zabumba, matraca, caixa, ganzá, marimbau (recriado no Movimento) e berincelo (criado a partir do Movimento) foram agregados aos eruditos na busca de uma sonoridade brasileira.

Algumas de suas obras: O Auto da Compadecida, 1955;  Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta, 1971 (partes da trilogia); Iniciação à Estética, 1975; A Onça Castanha e a Ilha Brasil, 1976 (Tese de Livre Docência); História d’o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana, 1976 (parte da trilogia); Almanaque Armorial.

Ele  foi um  brilhante escritor e enriqueceu a literatura brasileira, deixando-nos um rico legado.

Faleceu no Recife, no dia 23 de julho de 2014.

Finalizo, deixando  um dos pensamentos desse inesquecivel escritor:

                                               “Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulgaridade dos sentimentos”  –  Ariano  Suassuna.

Viva Ariano Suassuna!.

Experimentem……

“A morte do vaqueiro”, com Quinteto Violado – do álbum “Missa do Vaqueiro”, de 1976;

“Os cabôco”, com Mestre Ambrósio – do álbum “Fuá na Casa de Cabral”, de 1998;
“Foguete de Reis (ou A guerra)”, com Cordel do Fogo Encantado – do álbum homônimo, de 2001;

“Ponteio acutilado”, com Quinteto Armorial – do álbum “Do Romance ao Galope Nordestino”, de 1974 e Na pancada do ganzá”, com Antônio Nóbrega – do álbum homônimo, de 1995.

 Maria de Sousa

Advogada, Araciense e Colaboradora do site “A Voz do Campo”

Direto de São Paulo – SP.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Comer transtornado: Você sente culpa quando come? Um Artigo da Psicóloga Andréia Oliveira

30 de abr de 2019 às 11:51 | em: Colunistas

Foto: Reprodução

Você tem uma relação difícil com a comida e sente culpa quando come em excesso? Você não está sozinha (o)! Há um número grande de pessoas que sofrem com a imagem corporal e fazem restrições constantes de alimentos. Esse problema se chama COMER TRANSTORNADO. O comer transtornado ainda não preenche os critérios para ser considerado um transtorno alimentar. Esse ato se encontra entre o comer normal (comer que possibilita saúde) e um transtorno alimentar. O ato de comer normal é maleável, livre, varia conforme o seu bem estar. A pessoa não pensa em comida 24h por dia. Come sem culpa, sem exagero, de maneira natural, sem angústia e quando tem fome. No entanto, se a pessoa se culpa por que comeu determinado alimento. Pensa muito em comida e tem uma relação de sofrimento, deve ter atenção, pois pode ser considerado um comer transtornado. Com o objetivo de emagrecer ou manter o peso o número de pessoas comendo de maneira exagerada tem aumentado consideravelmente nos últimos tempos.

O comer transtornado tem causa multifatorial. Tem sido incentivado e valorizado. Mas, precisa ser tratado para não se tornar um transtorno alimentar. Se você come dessa maneira precisa buscar ajuda de um psicólogo habilitado. Viver em função de uma dieta, viver se restringindo e usando métodos de compensação indevidos não é saudável. Pessoas que sofrem com o comer transtornado tem uma relação difícil com a comida. Mantém pensamentos e crenças que precisa se livrar dela. Assim, o psicólogo irá trabalhar para ajudar a pessoa a superar esse sentimento e readaptar a forma como visualiza a comida. Já que constantemente as pessoas usam mecanismos errôneos para controlar e não comer demais. E quando comem determinados alimentos que julgam como “proibidos”, que não se enquadram no padrão “Saudável” sente um extremo arrependimento, culpa, tristeza… E depois do episódio de “descontrole” sentem a necessidade de controlar de maneira extrema a alimentação e usam métodos inadequados para isso: fazem restrição de alimentos, cortam determinados grupos alimentares (carboidrato, gordura), pulam refeições, jogam o alimento no lixo por medo de perder o controle. Fazem jejum sem orientação, detox, usam medicamentos com intuito de perder peso, usam laxantes, induz o vômito, usam suplementos de maneira excessiva e sem prescrição, fazem dietas rígidas e por conta própria. Além disso, usam o exercício físico como uma compensação. Após comer sentem a obrigação de fazer exercício e faz isso de maneira excessiva. Por exemplo: Pessoas com um comer transtornado indo a um rodízio de pizza, aniversário, entre outros, sentem a obrigação de fazer exercício físico para queimar as calorias ganhadas. O exercício físico deve ser visto como um hábito e não como uma compensação. Caso contrário NÃO É SAUDÁVEL.

E por qual motivo esse comer transtornado não é caracterizado como um transtorno alimentar?

Não se caracteriza como um transtorno alimentar por que tem uma frequência menor ou menos severa do que o exigido pelos critérios diagnósticos dos transtornos alimentares. No entanto, esse comer transtornado é considerado comportamento de risco para um transtorno alimentar, ou seja, merece extrema atenção e tratamento psicológico para não se agravar e se tornar um transtorno alimentar.

Psicóloga!? Após essa explicação, DESCOBRI QUE COMO TRANSTORNADO. O QUE FAÇO PARA PARAR?

Primeiro ponto: Você deve procurar um psicólogo habilitado para realizar o devido tratamento. O comer envolve tanto questões fisiológicas quanto emocional. Assim, você precisa estar bem emocionalmente para que o seu ato de comer não te gere angústia e sofrimento. Nesse caso, o psicólogo irá fazer uma avaliação minuciosa e buscar identificar os fatores que influenciam você a comer de forma exagerada. Trabalha através de técnicas para modificar esse comportamento e ajudar o paciente a superar os obstáculos. Desta forma, encoraja o mesmo a sair do estado em que se encontra.

Segundo ponto: Parar de fazer dietas milagrosas. E entender que Magreza não é sinônimo de saúde. Mas, que parar de fazer dieta não é parar de cuidar da alimentação. Pelo contrário, é ter consciência do que o seu corpo precisa para se nutrir e ser saudável.

Terceiro ponto:

Entender que não vai ser rápido. Você não vai mudar o seu comportamento alimentar de anos em um mês. É uma mudança complexa e individual. Exige uma mudança na forma como você enxerga o alimento, em como você enxerga o seu corpo, ou seja, é uma mudança na sua vida. E que necessita do acompanhamento de um psicólogo. Uma pessoa que consegue fazer suas escolhas alimentares de maneira consciente, sem sofrimento e culpa é uma pessoa saudável. Se você não consegue fazer essa escolha de maneira leve e sem angústia precisa buscar ajuda de um psicólogo qualificado, pois esse é o profissional habilitado para tal.

 

Andréia Oliveira Santos – Psicóloga CRP 03/17411
Pós Graduanda em Transtorno Alimentar, Obesidade e Cirurgia Bariátrica. 
Instagram: andreiapsi18

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Direto de SP: Colunista Maria de Sousa envia nota de agradecimento e relembra artigos escritos

30 de abr de 2019 às 11:17 | em: Colunistas

Foto: Reprodução

Em  abril de 2017, o site “A Voz do Campo”, publicou  meu Artigo:  Monteiro Lobato e o Dia Nacional do Livro Infantil”. Era o inicio de uma grande parceria, pois minha meta  sempre foi falar de Cultura, Literatura e Meio Ambiente, principalmente, para crianças e jovens da sede e zona rural de Araci. Como araciense (nascida na zona rural: Barreira) e morando em São Paulo desde criança, tenho imenso prazer em compartilhar Cultura, boas informações e consciência ambiental a todos da nossa querida cidade “Mãe do Dia” (significado em Tupi-Guarani do nome Araci). Também em abril, dia 28, comemora-se o Dia Nacional da Caatinga. Sendo assim, convido a todos a acessar o link (aqui) e ler meu Artigo intitulado “Dia Nacional da Caatinga – Reflexões sobre a importância da sua conservação para o equilíbrio ambiental”, anteriormente publicado em 30/4/18,  por se tratar de um assunto relevante e que merece nossa atenção. Em 2018, escrevi vários Artigos publicados pelo referido site da cidade de Araci, com resultados maravilhosos, não apenas quanto às “curtidas” recebidas, mas acima de tudo, com muitos comentários  enaltecendo  o objetivo dos Artigos: Preservar a Caatinga! Fico feliz em  notar avanços decorrentes desse trabalho, sendo notório perceber que aos poucos, o assunto vem sendo tratado com mais evidência, interesse e seriedade naquela localidade. Aproveito a oportunidade,  para agradecer o acolhimento e a cooperação de todos os leitores, bem como a  Equipe do site “A Voz do Campo” na pessoa de um de seus sócios, Sr. Toni Santos; e, do ilustre Radialista José Socorro (Rádio Comunitária Cultura FM de Araci-Ba). Aproveito, também, para informar que em breve, pretendo lançar uma linha de comunicação com as pessoas interessadas em compartilhar noticias, sugestões de temas e projetos sobre a Preservação da Caatinga, com o lema “Preservar é garantir o Futuro”. Unidos somos fortes!!!

 

Atenciosamente,

Maria de Sousa – Advogada, Araciense e Colaboradora do site “A Voz do Campo” – Direto de São Paulo – SP.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Saiba porque a sua empresa vai ser a próxima Vale; artigo de Tiago Gabriel

22 de abr de 2019 às 12:57 | em: Colunistas

A Mineradora Multinacional Brasileira – Vale – é uma das maiores empresas de mineração do mundo e também a maior produtora de minério de ferro, de pelotas e de níquel. Uma grande empresa que enobrece qualquer país. Como disse o diretor-presidente Fábio Schvartsman: “É uma joia brasileira”. Mas, o que falar recentemente sobre Brumadinho? Geralmente as tragédias nem sempre trazem respostas imediatas, mas, podem demandar gradativamente mediante negligência de fatores intrínsecos que mereciam a atenção e importância necessária para tomada de medidas, com o fim de atacar os problemas causadores antes mesmo que eles nascessem. Sendo assim, o “rompimento da barragem” já vinha acontecendo bem antes de 25 de Janeiro de 2019. Recentemente a revista Exame publicou sobre – “Os 7 pecados da Vale” – consoante aos erros de gestão e governança. Mas, o que isso tem a ver com o risco de sua empresa se tornar a próxima Vale?

Pecado 1. Controles que NÃO CONTROLAM.

Muito pior do que não ter controles efetivos para sua empresa é não ter controle nenhum. “O que não é medido não é gerenciado”. Nesta frase celebre, podemos atenua-la: O que não é gerenciado não há o que falar de gestão. A gestão sem ferramentas de controle é nula. A Vale tinha ciência dos riscos inerentes a ruptura da barragem e das graves consequências possíveis. O fato é que os controles estabelecidos pela Vale não funcionaram como deveriam. Se com uma grande empresa, munida de diversas instâncias de monitoramento, não esteve isenta de pagar um preço tão alto pela ineficácia de seus controles, o que impede que o mesmo aconteça (na essência) a uma empresa que não detenha alguma forma de controle, ou, que se utilize de algum que não seja eficaz para seu negócio, a pagar um preço semelhante?

Pecado 2. Governança TRUNCADA.

Governança é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Neste caso, trata-se de uma gestão incompleta da mineradora. Dos 12 conselheiros indicados pela Vale, após o desastre em Brumadinho, quase 75% destes são profissionais do setor financeiro. O que de certa forma não denota uma certa prudência na sua escolha, pois, não são as habilidades com cifras monetárias que solucionará o problema, mas, com conhecimentos técnicos e específicos de barragem e sua gestão. Quanto mais agora para resolver este verdadeiro “lamaceiro”. Em boa parte das formações das micro e pequenas empresas (MPE) no Brasil, são constituídas pela idealização de vossos proprietários se destacarem no seu ofício de forma operacional. Porém, iniciam-se seus negócios com o mínimo ou nenhum conhecimento técnico, e/ou, aptidão como líderes e gestores. Por tabela, a ausência de um Plano de Negócio adequado (ferramenta para a empresa atingir seus objetivos, traçar metas e identificar possíveis problemas), agrava a situação, ainda mais nos dias atuais onde a globalização impulsiona para a inovação, a se destacar na concorrência e, em especial, a minimizar propensos riscos ao seu negócio (a exemplo de Brumadinho).

Pecado 3. Lentidão Pós-Mariana.

“A Vale demorou a reagir após a primeira tragédia e não tomou medidas básicas para evitar novo desastre”. Atrasos em tomadas de decisões para se precaver e corrigir erros identificados, em desenvolver ferramentas de controle e gestão, pode deixar a empresa vulnerável a ameaças tanto internas quanto externas. “A vale não se envolveu o suficiente para aprender com Mariana”. Já diz o escritor Augusto Cury: “Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros. Uma pessoa sábia aprende com o erro dos outros”. Aprender com os erros da Vale é se colocar sempre em alerta aos menores detalhes e buscar ações enérgicas para solução. A sua empresa tem seus processos mapeados? Qual foi a última revisão que fizeste destes? Caso ainda não tenha este mapeamento, procure já a ajuda de um especialista para implementar esta importante ferramenta de gestão na sua empresa.

Pecado 4. Excesso de Curto-Prazismo

“Aquele que julga estar firme, tenha cuidado para que não caia”. I Cor. 10:12. É normal a pressão para que haja retorno e resultados positivos em curto prazo. A pressão que a Vale exercia para manter os dividendos, forçava ela a cortar investimentos e manutenções de suas barragens, por exemplo. É importante estabelecer, estrategicamente, quais prioridades são as ações essenciais de toda conjuntura de sua empresa, e, o que estas podem impactar no seu negócio, seja em curto, médio e a longo prazo. Quais investimentos necessários você tem cortado de sua empresa?

Pecado 5. Timidez ao Abraçar a Sustentabilidade

 “É preciso que haja uma causa que justifique a existência da empresa para além da geração de lucro”, conforme explana o consultor Alexandre Di Miceli. Na década de 90, a Vale e outras grandes companhias brasileiras encabeçavam a visão de sustentabilidade. Mas, com o passar dos anos, deixou de ser tão fomentada quanto deveria, deixando um rastro de indisposição, como por exemplo, em comunidades vizinhas, trazendo agora à tona os resultados desta negligência. Se sua empresa não estar inclinada a adotar esta forma de pensamento, estará fadada a perder espaço no mercado. Os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto a esta metodologia em vosso consumo.

Pecado 6. Selo para Inglês Ver

Esta expressão define como: “para efeito de aparência, sem validez”. É de suma importância que a empresa não viva de aparência, ou, que o proprietário se “auto engane” quanto a eficiência operacional e a gestão de riscos de seu negócio. Um combate a este pecado é sempre medir as ações e resultados de sua empresa através de indicadores.

Pecado 7. Miopia na Agenda Política.

“Em vez de liderar o avanço na legislação, a vale trabalhava nos bastidores para manter o Status Quo”. Que não nos pegue de surpresa quando daqui há algum tempo, detenha algum critério legal quanto ao termo sustentabilidade, que obrigue o seu exercício logo na constituição e/ou continuidade das empresas. “Até o poder público (…) está buscando respostas a Brumadinho. A Vale, além de descobrir o que ocorreu, pode usar a oportunidade para sair do episódio maior do que entrou”. Parafraseando o presente artigo através da composição de Priscilla Novaes Leone, com a música ‘Na Sua Estante’ – interpretada pela Cantora Pitty – onde diz: “Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia. E não adianta nem me procurar, em outros timbres, outros risos. Eu estava aqui o tempo todo só você não viu”.

Tiago Gabriel – Sócio-Proprietário da iSET7 Consultoria Empresarial

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Manda quem pode (…); artigo de Astério Moreira

08 de mar de 2019 às 12:11 | em: Astério Moreira,Colunistas,Tucano

Foto: Ilustração

“Duas coisas há nos homens que os costumam fazer roncadores, porque ambas in­cham: o saber e o poder!”

(Antônio Vieira – Sermão de Santo Antônio)

 

“Quem tem o poder tende a abusar dele”, esta frase eu ouço desde que me entendo por gente e foram raras as vezes que ela foi desmentida. Hoje cedo, ela me veio à cabeça logo que li uma manchete: Moradores de Tucano são impedidos de entrar na Câmara de Vereadores”. O acontecido foi ontem e por ordem do presidente da casa! Fato inédito? Não. Fato novo? Não também. Já presenciei ou mesmo soube de situações piores como a acontecida no ano passado quando um policiamento ostensivo foi usado para coibir uma manifestação na frente da Câmara – manifestação que lutava pela manutenção de um patrimônio público, o antigo Mercado do Abatedor, que considerável parte da população não queria que fosse desafetada e alienada. O povo vai à rua, grita e esperneia na frente da casa legislativa e o que recebe? Pimenta nas ventas!

O que ocorre em Tucano e, infelizmente em tantos outros lugares, é o fato de que os dirigentes políticos não entendem aquilo que o velho Rousseau quis dizer ao afirmar que todo poder emana do povo, nas cabeças tronchas de quem lidera a frase se distorce e vira “Todo poder se usurpa do povo”. O voto é a transferência direta do poder ao representante político, mas não acaba aí. É só o começo. Uma vez legitimada a representatividade, o representante tem a obrigação legal e moral de ser expressão do povo. Não é isto que se faz aqui. Quando o povo se levanta e vai bater à porta, de longe se ouve o grito desesperado “Tranquem-se as portas e chamem a polícia!”.

Tenho um leve desânimo ao ver tudo isto, uma leve dó de nós mesmos. Mas ao mesmo tempo sei que este desânimo e humilhação viram um acúmulo de raiva, voracidade. O povo vai guardando, recuando, recolhendo fúrias até que se inverta a correnteza ou até que a maré suba. Então, não haverá senhor encastelado que resista à onda!

Texto do Advogado e entusiasta da Cultura, Astério Moreira.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Cadê a chuva? Território do Sisal vive dias de calor intenso, alta umidade e pouco vento

17 de fev de 2019 às 11:05 | em: Clima,Felipe Sales,Região Sisal

Foto: Ilustração

Os termômetros estão marcando altas temperaturas na maioria dos municípios do Território do Sisal nas duas últimas semanas.  Não obstante o calor, a alta umidade tornou-se um ingrediente de dissabor na região. A média da temperatura é de 35°, com umidade em 80%, vento em 10 km/h e sensação térmica em 39°. As previsões de chuva na maioria dos portais meteorológicos apontaram para chuva em diversos dias das duas últimas semanas, se confirmando apenas para pequenas gotas d’água isoladas, apesar das trovoadas e dos raios. Segundo o site Tempo Agora, deveria estar chovendo em Tucano neste exato momento. A temperatura no município é de 37%, com céu aberto. O site Clima Tempo apontou chuva em Araci, Teofilândia, Tucano e Serrinha na última quinta-feira (14). O tempo se fechou em todas as cidades, mas choveu apenas em Serrinha e em cidades da Bacia do Jacuípe e na região de Jacobina. As previsões do tempo continuam indicando intenso calor, umidade alta e poucos ventos na região. Os mais velhos já dizem que estes são os ingredientes das chuvas. Os meteorologistas confirmam, mas a chuva não vem. Enquanto isso: que calor é esse? Não está fácil.

Artigo de Felipe S. Sales
Gestor Ambiental

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Fé. Aliás, fé; um texto do jornalista e escritor Franklin Carvalho

14 de fev de 2019 às 10:56 | em: Colunistas

Foto: Ilustração

Fé. Aliás, fé, assim mesmo, uma palavra minúscula em letras minúsculas.
Uma palavra estampada em milhares, milhões de camisas penduradas nos camelôs, nas lojas dos subúrbios e dos sertões e principalmente nos corpos de adolescentes, crianças e toda a gente das cidades grandes e pequenas.
É tão massiva a produção e a distribuição dessa peça que nem acredito que haja uma só fábrica, um só autor do fenômeno. A camisa, em seus vários formatos, parece brotar da terra e cair do céu, simultaneamente, uma monocultura, uma epidemia, um surto coletivo.
Lembro de um tempo em que as camisetas carregavam ideias diversificadas, palavras de ordem, de protesto, nomes de artistas, de grupos de luta ou de heróis reais ou simplesmente a palavra “Love”. Hoje “fé” revela-se palavra de fácil consenso e não é preciso discutir com ninguém para endossá-la. Não há outra opinião no panorama, nada para ser defendido, desejado ou conquistado. Nem esperança.
Pensando bem, não há sequer fé. Afinal, a estampa na camisa mostra apenas aquilo que faz falta, o que o seu portador deseja obter. Não nos iludamos, usa a palavra fé quem precisa desesperadamente encontrá-la em algum lugar.
Num país em que as mineradoras seguem e seguirão impunes porque patrocinam as carreiras de dezenas de políticos; num país em que a população trocou o noticiário manipulado de grande parte da imprensa pelos vídeos mentirosos da internet e das redes sociais; num país onde os pobres são massacrados e a ministra dos Direitos Humanos escandaliza a humanidade propagando boatos insanos; num país em que a própria fé é comprada, engarrafada e vendida, dizimada, estuprada nos bastidores… O resultado é f… fé.
Criou-se então essa unanimidade, nas cores preto e branco, que fazem parte da mesma moda. Os estilistas chamariam isso de figurino “básico”. De fato, estamos vivendo do básico, às vezes com menos do que isso. Vários direitos dos trabalhadores foram cortados e outros mais serão solapados em questão de dias. Não faz uma semana, um importante ministro disse que isso era a “libertação” dos jovens, que terão empregos sem quaisquer garantias. A mesma “liberdade” que os jovens têm em (quando frequentam) um barzinho de quinta categoria. Não houve uma só reclamação.
Não, esse silêncio todo não é por excesso de fé. Deve ser por falta. Deveríamos fabricar mais camisetas?

Franklin Carvalho

Premiado escritor, Franklin Carvalho nasceu em Araci, em 1968 (ver aqui). Formou-se em jornalismo e fez pós-graduação em Direito do Trabalho. Seu livro, Céus e terra, foi vencedor do Prémio Sesc de Literatura de 2016, na categoria romance. Os seus dois livros, Câmara e cadeia (2004) e O encourado (2009), também são reconhecidos pela genialidade e qualidade literária. Franklin Carvalho é um dos aracienses mais notáveis da atualidade.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Opinião: Prefeitura de Araci negligencia perigo de rompimento do Poço Grande ao consultar apenas DNOCS; Artigo de Felipe Sales

05 de fev de 2019 às 23:19 | em: Araci,Felipe Sales

Foto: A Voz do Campo

A Prefeitura Municipal de Araci foi surpreendida (relembre) com o Relatório de Segurança de Barragens – RSB, da Agência Nacional de Águas (ANA), que diz que o açude de Poço Grande tem rachaduras no seu coroamento, classificados como perigo 2. A barragem está em estado de alerta. Este é o maior nível de risco para o relatório. O Poço Grande tem o maior risco de rompimento entre as barragens da Bahia. A informação foi descoberta e divulgada pelo site A Voz do Campo, após o rompimento da Barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. O prefeito, Silva Neto, para dar uma resposta à sociedade, foi ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

Visita ao Dnocs | Foto: Divulgação | Ascom Alex da Piatã

Ele ouviu que o relatório era uma surpresa para a Empresa e que o perigo não era iminente. Silva Neto tentou tranquilizar a população (relembre). Num quadro comparativo, essa visita do prefeito de Araci ao DNOCS é a mesma coisa que o prefeito de Brumadinho, antes do rompimento da barragem, ter sentado com a Vale para saber sobre os riscos da barragem. A Vale e o DNOCS são as responsáveis pelas suas barragens. Obviamente, as empresas apresentariam informações que apontam para segurança em suas barragens. Ele visitou o açude com técnicos da Empresa e novamente tentou tranquilizar a população (ver aqui). Em termos práticos, o prefeito de Araci fez a visita menos indicada para o momento. O relatório que aponta riscos para o Poço Grande foi produzido pelos maiores e mais isentos especialistas no assunto na Bahia. Esse relatório (ver o relatório aqui) foi atestado e aprovado pelos maiores especialistas do Brasil. A Prefeitura Municipal de Araci, para evitar conflito de interesses, deveria ter sentado com o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e com a Agência Nacional de Águas (ANA). Eles quem fizeram o relatório. Não com o DNOCS (por mais capacitados que sejam os profissionais).

Visita ao Poço Grande com o Dnocs | Foto: Divulgação | PMA

A visita a esses órgãos é aberta a gestores municipais. O prefeito teria ouvido os parâmetros para a classificação de risco no Poço Grande. As dúvidas teriam sido dirimidas e as tomadas de decisão seriam embasadas através das informações de quem as detém com segurança técnica. O real perigo do Poço Grande estaria sendo discutido com quem tem a função de apontá-lo e solucioná-lo. Ainda há tempo de a Prefeitura Municipal de Araci visitar quem realmente tem embasamento técnico e para o qual não há conflito de interesse: a ANA e o INEMA, ambos órgãos de gestão ambiental. As informações seriam mais seguras.

Artigo opinativo escrito por:
Felipe S. Sales
Gestor Ambiental – CRN-Bio Consultoria Ambiental

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Um conto de Romeu e Julieta no Sertão dos Tocós; artigo de André Carvalho

30 de jan de 2019 às 17:00 | em: Colunistas,Tucano

Foto: Ilustração

A tragédia romântica escrita pelo escritor inglês William Shakspeare entre 1591 e 1595 ilustrou o cenário político, econômico e social de Verona, cidade renascentista Italiana, a partir do conflito afetivo  de dois jovens originados de famílias tradicionais rivais,  os Montecchios, e os Capuletos. A luta de Romeu e Julieta para viver o amor mútuo, resultou na morte de ambos, e pós- morte a conciliação das famílias. A partir da publicação do conto Shakespeariano tornou-se constante em diversas montagens ao longo do tempo, e ainda atual. Permito-me aqui, ao narrar as desventuras de um romance na cidade de Tucano, interior da Bahia, na década de 1930, a associação com o romance do autor inglês, por perceber pontos de semelhança entre os acontecimentos, embora realidades bastante distintas. O conto do sertão dos Tocós, como era denominada a região do baixo sertão baiano. O sertão dos Tocós, como comumente se deu em todo o território brasileiro, foi cenário dum processo acirrado de concentração fundiária, dando origem a megalatifúndios e a diversas contendas em torno da propriedade das terras entre os grandes latifundiários da região. Essa região foi caracterizada pela concessão de sesmarias: enormes fatias de terras, que, em geral, ultrapassavam 20 léguas (FREIRE, 1998 [1906] apud FREIXO, Alessandra Alexandre. Do sertão dos tocós ao território do sisal: rumo à invenção de uma região e uma vocação, Revista Geografares, n° 8, 2010, p.3,) A família Bastos formou-se como grandes donos de terra sendo seu patriarca José Nascimento Pereira de Miranda e sua esposa Arlinda Alves Bastos, dessa união nasceu o Coronel José Alves de Miranda Bastos, “ O senhor de engenhos e de almas” como assim o definiu seu Neto o ator Othon José de Almeida Bastos em entrevista ao programa persona em foco. Othon Bastos é sujeito central dessa narrativa, pois seu nascimento estabeleceu o apaziguamento entre duas famílias rivais, a família Bastos e a família Almeida. O pai de Othon Bastos Mário Costa Bastos era filho do Coronel José Bastos, sua mãe Dona Carmita Martins de Almeida pertencia a uma família rival, principalmente politicamente, filha do ex-Senador e ex-Deputado Estadual, médico e intendente municipal Teotônio Martins de Almeida, a mãe de Othon Bastos pertencia a uma família que construiu seu poder de forma diferente à família Bastos. Confira mais no Blog de André Cravalho: (Confira aqui).

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

“Você sabe a importância que tem pra sua vida, ao comunicar gratidão?”, artigo de Toni Santos

20 de jan de 2019 às 11:31 | em: Tony Santos

Foto: Reprodução/Internet

Uma pesquisa realizada por Robert Emmons, da Universidade da Califórnia, afirma que pessoas que comunicam gratidão possuem emoções mais positivas, como alegria e amor. Esse sentimento é como um elixir que nos torna mais alegres, entusiasmados, amorosos e otimistas. Além disso, também nos protege de sentimentos negativos, como inveja, ressentimento e mágoa, típicas de pessoas que se consideram vítimas do mundo. Quimicamente a vitimização e a gratidão não combinam e é por esta razão que aqueles que se fazem de vítima guardam muita mágoa e raramente conseguem se desenvolver. De todos os pecados que o ser humano pode cometer, a ingratidão é um dos principais. Ela não faz parte da natureza humana e é a essência da vilania. E o motivo é bem simples: pessoas ingratas são capazes de fazer qualquer coisa, pois não reconhecem nada de positivo que têm na vida.

Foto: Febracis

A gratidão e a ingratidão são constituídas por características que formam nosso estilo de de vida, podendo ser identificadas facilmente no nosso dia a dia, por meio dos nossos sentimentos e ações. Para você entender melhor, veja nesta imagem acima a comparação entre uma pessoa que é essencialmente grata e uma que é ingrata.

Acompanhe mais dicas e artigos de Toni Santos em suas redes sociais. Instagram: @tonisantosoficiall | Facebook: Toni Santos

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Maurício de Sousa e o mundo encantado dos personagens em quadrinhos; Artigo de Maria de Sousa

27 de dez de 2018 às 11:37 | em: Colunistas

Foto: Reprodução/Google

“História em quadrinhos é, antes de tudo, roteiro. Não é desenho: desenho vem na sequência. O que eu busco é roteiro, história, texto” – Maurício de Sousa.

Falaremos de um dos maiores cartunistas do Brasil: Maurício Araújo de Sousa, mas conhecido como Maurício de Sousa. Ele nasceu em 27 de outubro de 1935, na cidade de Santa Isabel, estado de São Paulo. É também empresário e criador da “Turma da Mônica” e de outros personagens de história em quadrinhos. É membro da Academia Paulista de Letras e ocupa a cadeira nº 24. Sua vida sempre foi cercada por ambientes de arte,  cultura e muita literatura,  uma vez que seu pai (Antônio Mauricio de Sousa) era poeta, compositor e pintor, e sua mãe (Petronilha Araújo de Sousa) poetisa. Parte de sua infância, morou em Mogi das Cruzes, onde em seus cadernos  escolares desenhava e rabiscava.  Com o tempo, passou a ilustrar pôsteres e cartazes para os comerciantes locais. Maurício de Sousa, aos 19 anos de idade, mudou-se para São Paulo, e lá trabalhou durante cinco anos no jornal Folha da Manhã, onde escreveu reportagens policiais e fez ilustrações. Foi lá que criou seu primeiro personagem, hoje símbolo da empresa Maurício de Sousa Produções, o cãozinho Bidu, suas primeiras tiras em quadrinhos. Bidu, que é o animal de estimação de Franjinha, participa tanto com seu dono como em historinhas em que é o astro principal, dialogando com outros cães e até com pedras(!).Seus primeiros personagens foram criados para as tirinhas semanais, com o tempo, e com os primeiros gibis, criou um  ambiente para cada personagem, e nele uma gama, quase que infinita, de outros personagens. Na revista Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no primeiro número da revista Saiba Mais, no entanto, é revelado que a primeira criação de Mauricio foi um personagem super-herói chamado “Capitão Picolé” (in Wikipédia). Além do cãozinho “Bidu” , criou outros personagens distribuídos em várias revistinhas: Turma da Mônica; Turma do Chico Bento; Turma da Tina; Turma do Penadinho; Turma do Peteleco; Horácio; Astronauta; Turma da Mata; Papa Capim; Nico Demo; Turma do Pelezinho; Turma do Dieguito; Ronaldinho Gaucho; Turma da Mônica Jovem; Turma do Cebola Jovem. No ano de 1970, foi lançada a revista da “Mônica”, pela Editora Abril, com tiragem de 200 mil exemplares. Mônica foi homenageada “Embaixadora do UNICEF”(2007). Foi a primeira vez que um personagem de histórias infantis recebe esse título. Mauricio, em 1986, saiu da Editora Abril, levando seus personagens para a Editora Globo. Ingressou  na Editora Panini, uma multinacional italiana, em 2006. Inovou ao falar em diversidade e inclusão, criando, no cotidiano de suas histórias, personagens com necessidades especiais. Foi agraciado com a comenda da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo, e  recebeu vários Títulos, Prêmios e Homenagens, entre eles: recebeu do então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, a medalha dos Direitos Humanos (1998);  foi homenageado “Escritor para Crianças do UNICEF” (2007);  Prêmio Gran Guinigi, pela revista Mônica (Itália, 1971); Troféu Yellow Kid, o Oscar dos Quadrinhos Mundiais (Itália, 1971);  Prêmio de Literatura Infantil da ABL (Brasil, 1999);  Doutor Honoris Causa da Universidade La Roche (Pittsburgh, 2001);  Medalha do Vaticano (Washington, DC, 2004);  Homenagem da Escola de Samba Unidos do Peruche (São Paulo, 2007); Medalha de Vermeil (França, 2008); Prêmio Pulcinella, pelo conjunto da obra (Itália, 2011). Concluindo, o criador da Turma da Mônica,  com sua bela arte, através de desenhos e personagens, educa, encanta e alegra  adultos e crianças com suas histórias mostrando a beleza da vida e da infância.

Eu faço histórias para contar histórias. Na minha infância ouvi muitas e até hoje meus avós me contam algumas, ou melhor, me ensinam a ser um contador de histórias”, expressa  Maurício de Sousa.  

Nossas maiores homenagens a este  grande cartunista:  MAURICIO DE SOUSA!

MARIA DE SOUSA – Advogada, Araciense, Colaboradora do site “A Voz do Campo” – Direto de São Paulo – SP.

Referências: (aqui)(aqui)(aqui), (aqui)(aqui).

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Case de sucesso: A história de Alexandre Costa, fundador da Cacau Show

20 de dez de 2018 às 11:02 | em: Tony Santos

Fotos: Guia Franquia de Sucesso

No mercado há 30 anos, a Cacau Show é hoje considerada a maior rede franquias de chocolates finos do mundo. À frente do negócio desde a fundação, Alexandre Costa é o responsável pelas estratégias de expansão da marca pelo país, inovação das fábricas e lojas, e lançamento constante de novas linhas de produtos. Atualmente, a Cacau Show conta com  mais de 2 mil lojas instaladas nos principais shoppings, ruas e avenidas do país. A marca trabalha com o ideal de oferecer aos clientes atendimentos especialistas não apenas em chocolates, mas em intensidade de sabor e diversidade de consumo do chocolate. Apostando em constante inovação, a marca oferece ao público variedade de produtos para diferentes gostos e sazonalidades. Mas, como a Cacau Show se tornou referência mundial na produção e venda de chocolates? Nesta matéria você vai conhecer a história de sucesso da marca e de seu fundador, Alexandre Costa. A história da Cacau Show começa na páscoa de 1988, quando o fundador da marca, Alexandre Costa, à época com 17 anos, decidiu apostar na revenda de chocolates como forma de ganhar dinheiro. A mãe do jovem, em 1984, trabalhava como vendedora de chocolates porta a porta. Responsável por anotar os pedidos das revendedoras, fazer encomendas e embalar todos os chocolates, a mãe de Alexandre não conseguiu se organizar frente à grande quantidade de demanda que vinha recebendo, e decidiu interromper os negócios com o intuito de manter, ainda, um bom relacionamento com os clientes que havia conquistado. Leia no Franquias de Sucesso (aqui).

Essa publicação faz parte da Coluna de Toni Santos – Coach e Empreendedor.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

BR-116/Norte: A rodovia da morte onde a duplicação virou política em troca de votos

25 de nov de 2018 às 17:55 | em: Br 116,Felipe Sales

Foto: Divulgação | SECOM BR

Em 2014, antes das eleições, o então governador Jaques Wagner anunciou em evento que a duplicação de lotes da BR 116 teria um investimento de R$ 2 bilhões. Em 2014, o site Bahia Notícias informou que a duplicação da BR-116 começaria no final de setembro. Segundo o então Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), o primeiro lote, de Feira de Santana até Serrinha, ocorreria ainda naquele ano. Os demais lotes precisariam de licitação.Estes lotes passariam por Euclides da Cunha e Teofilândia. A duplicação seria feita até a divisa com Pernambuco e contemplaria ao todo mais de 400 quilômetros. Em Janeiro de 2017, segundo o site Bahia Já, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho esteve em audiência no Palácio da Alvorada, em Brasília, com o presidente Michel Temer. Ronaldo pediu “atenção especial” a Temer quanto a duplicação da rodovia que liga Feira de Santana a Serrinha.  O presidente disse que determinaria estudos sobre o assunto, já é uma pauta antiga em Brasília, mas que nada de concreto ficou fechado.

Foto: A Voz do Campo

Com apoio de Lúcio Vieira Lima (MDB), o prefeito de Serrinha foi a Brasília em novembro de 2017 para pedir pela duplicação da BR-116/Norte (relembre aqui). Em dezembro, o DENIT começou a implantar placas  sobre a duplicação. A obra teria um investimento de 275 milhões de reais e um prazo de 45 meses a partir de novembro de 2017. Os municípios afetados pelo Lote 05 seriam: Santa Bárbara, Lamarão, Serrinha e Teofilândia, onde o lote finaliza (ver). A obra começou no ano das eleições presidenciais (relembre). Em junho de 2018, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, esteve em Brasília e anunciou que a obra perderia verbas (relembre). No período eleitoral, o ministro dos Transportes, Valter Cassemiro, esteve em Feira de Santana e anunciou que a Duplicação continuaria, com frente de serviço começando da cidade (ver). Após as eleições, o que o cidadão vê é a redução da quantidade de maquinários e funcionários na obra. A redução foi de mais de 60%. Poucos são os trechos com maquinário.  “A duplicação está desacelerada”, dizem os políticos regionais.

Foto: Leitor A Voz do Campo

Neste domingo (25), um acidente entre carreta e ônibus escolar deixou jovens músicos mortos e dezenas de pessoas feridas na BR-116/Norte, entre Serrinha e Santa Bárbara (relembre aqui). Uma ultrapassagem perigosa teria causado o acidente. Na região, os congestionamentos e acidentes são muito frequentes. Este acidente é mais um, dentre outros tantos nesta rodovia. Todos poderiam ter sido evitados se a duplicação não fosse um projeto exclusivamente político. A BR-116/Norte é a principal artéria de transporte do País. Por isso uma frase virou retórica no Território do Sisal: “a rodovia da morte tem um projeto de duplicação que virou política em troca de votos”.

Autor do texto: Artigo de autoria do arqueólogo e gestor ambiental Felipe S. Sales. Este artigo expressa as opiniões e os dados do autor.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Direto de São Paulo: Nota de agradecimento da advogada e colunista Maria de Sousa

10 de out de 2018 às 17:35 | em: Colunistas

Foto: Arquivo Pessoal

Tendo em vista que, desde  abril de 2017, venho escrevendo artigos sobre Cultura, Literatura e Meio Ambiente, publicados por este  grande  veículo de comunicação, quero  dizer que,  faço este trabalho, visando todos os leitores,  com muita satisfação e alegria. Aproveito a oportunidade, para agradecer a acolhida e o apoio dos leitores, de toda Equipe do site A Voz do Campo, na pessoa do seu ilustre sócio Toni Santos, bem como ao também ilustre Radialista José Socorro, apresentador do Programa Patrulha da Cidade, da Rádio Cultura FM de Araci-Bahia. Esforçar-me-ei para continuar colaborando para divulgação dos assuntos de interesse de nossa Região.

Atenciosamente,

Maria de Sousa – Advogada, Araciense e Colaboradora do site “A Voz do Campo” 

Direto de São Paulo – SP.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Eleições 2018: Carreata a favor de Bolsonaro é realizada em Teofilândia

02 de out de 2018 às 18:34 | em: Felipe Mateus,Teofilândia

Foto: Felipe Mateus

Assim como nas cidades de Araci, Coité, Serrinha e Tucano, em Teofilândia também aconteceu uma carreata manifestando apoio ao candidato à presidência do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (PSL). O evento ocorreu neste domingo (30) pelas ruas da cidade. Segundo a organização, foi um gesto espontâneo de cidadãos que acompanham o candidato a presidente nestas eleições. Eles ressaltaram que o evento partiu de iniciativa própria com recursos de cidadãos comuns e não foi incentivado por políticos. “Não foi usado dinheiro público nem partidário, fato inédito na história do município. Uma curiosidade é que; ao chegar na praça central os eleitores de Bolsonaro foram recebidos por um grupo com três mulheres que faziam protesto contra o movimento“, disse Felipe Mateus ao site A Voz do Campo.

Galeria de fotos
  • Foto: Felipe Mateus

 

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

#ELENÃO; Artigo de Astério Moreira sobre as Eleições 2018

01 de out de 2018 às 12:28 | em: Astério Moreira

Foto: Ilustração

Artigo de autoria do Advogado, escritor e produtor audiovisual, Astério Moreira:

A raiva nacional ganhou voz e vez, a ferocidade do brasileiro tem cara, tem nome e tem número eleitoral. A ira mais incubada, o ódio mais recôndito, o medo enraivecido, a vaidade mais disfarçada, a ignorância mais profunda, a indiferença gritante e a ruindade anônima do Brasil agora têm uma cara e estarão nas urnas do próximo domingo. E eu me pergunto: É verdade que vivi para ver isto?

Publicamente, não costumo discutir política eletiva, por dois motivos que considero: aqui, as candidaturas são pessoalizadas e eu vivo em um país com pouca ou nenhuma ideologia partidária e diversos entes políticos que se cruzam e entrecruzam em uma promiscuidade mesquinha absurda – Aqui, política é jogo de poder e ponto! Deste modo, não acredito em um herói nacional e, quando voto, prefiro escolher planos e diretrizes do que pessoas.

Mas a atual conjuntura eleitoral brasileira, não pode ser objeto de uma simples discussão política, é muito mais do que isto. A questão é moral, é de análise do comportamento! Há algo muito além do simples fato de escolher um representante ao executivo do país, acho que requer uma análise de quem vota.

Vejamos: quem vota no 17 quer o primado do bem e do bom, quer antes de tudo a moralização da política nacional por meio da redenção que vem de um candidato de pulso firme, isto não se discute e é nobre, mas também é ingênuo. Primeiro, porque isto não existe e não pode ser feito de cima para baixo, isto começa aqui embaixo, por meio de mudança própria, do desenraizar do nosso “eu corrupto”, do estruturar da nossa participação no conjunto de forma mais presente e analítica – tarefa hercúlea pra brasileiro, eu sei! Segundo, porque o candidato de legenda 17 não tem cacife político para promover mudança nenhuma: ele é uma canoa à deriva no mar político. Lembremos que ele tem quase três décadas de representação pública e somente 2 projetos aprovados.

Somado a isto, o perfil do candidato está longe de ser louvável. Ele se firma no modelo militar de probidade, força e ordem, a figura do pai com a palmatória. Mas ele não é só isto.  Ele publicamente já se fez agressivo e repulsivo. Preste atenção na gravidade dos fatos: Ele fez elogio a um torturador em meio a sessão televisionada do congresso, ele chamou uma deputada federal de vagabunda em rede nacional, ele afirmou em uma palestra “Eu tenho 4 filhos, no quinto eu dei uma fraquejada e veio uma mulher…”, Ele disse também que ter filho gay é “falta de couro” na infância, ele disse (ao visitar uma comunidade quilombola) que o negro mais leve pesava 7 arrobas e não servia nem para procriar, ele chama comunidade indígena de minoria que só serve para a mamar nas tetas do dinheiro público –  nada disto é falso, pode apurar! Eu queria muito pelo menos ver o mínimo de possibilidade de ter havido um equívoco no discurso, uma escorregada que acabou num aparente erro, mas não há! O que ele diz é claro e é público! Não há defesa para o que ele diz.

Quem vota convicto no 17, vota por semelhança ou por ignorância. Nenhum dos dois casos é nobre. O primeiro é vilania e o segundo é indolência e indiferença. Quem vota no 17 reafirma cada frase dita por um homem violento que despreza homossexuais, negros, indígenas, um homem agressivo que inferioriza mulheres, um homem arrogante que, em vão, disfarça sua canalhice na figura do debochado mito destemido. Se nenhuma das ofensas ditas por ele te fere diretamente, ao menos, tenha empatia por quem sofre sendo vítima dos ataques. O que ele diz não é mentira, não é gracejo, não é provocação de menino arreliento – ele é um adulto concorrendo à presidência!

Para todos estes que votam 17, lembro que existem outras 12 possibilidades de candidatura menos perversas. Existem menos piores.

#ELENÃO

Autor do texto: Astério Moreira

Observação: O conteúdo deste artigo é de autoria de Astério Moreira. Você tem uma opinião divergente? Envie seu texto para; 75 9 9158-4003. O site A Voz do Campo publica. Serão publicados artigos de eleitores de todos os lados políticos até o dia da eleição.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

João Abade: o esquecido; um pouco de Tucano na Guerra de Canudos

19 de ago de 2018 às 10:18 | em: Astério Moreira,Tucano

Foto: Ilustração

Era uma tarde quente, mas não de verão. Nestas terras, a queimação não varia conforme as estações do ano. Ele entrou na cidade no final da tarde, perto da hora da Ave-Maria. Sua entrada foi cercada de mistério, receio e do ranger de portas e janelas a serem fechadas. Entrou pela rua estreita do lado da Casa da Câmara que dava entrada para a vazia e poeirenta praça principal do povoado. Veio com pouca gente, uns poucos jagunços, algumas mulheres com crianças de colo, cinco ou seis velhos e dois jegues já cansados. A um moleque sentado na frente de uma velha casa perguntou “Além de Deus, quem protege o povo daqui?” e como se o menino não entendesse a pergunta, voltou a dizer “Quem é o santo padroeiro?”. “Sant’Ana”, disse o menino e benzeu-se o velho.

Aquele homem de barbas longas, quase na altura do peito, usava uma batina tão maltratada quanto seu próprio rosto escaveirado, uma batina que algum dia já tivera um azulado forte. Trazia sobre o tórax magro um rosário tosco de madeira. Na mão direita, segurava um tronco, um cajado que, segundo seus seguidores, achava água em qualquer terra seca e infértil. Parou em frente à Matriz, ajoelhou-se na grande escadaria da igreja e pediu licença a Deus e a Santa padroeira para ali descansar seus pés cheios de bolha. Depois de benzer-se, com uma autoridade de Messias disse “Aqui ficamos!” e o séquito que o acompanhava baixou as trouxas e as crianças no chão.

Procurou o vigário da paróquia, homem de muito ‘latinório’ e cânones, o peregrino queria permissão para adentrar a Matriz e ali fazer missão. O padre, que já ouvira falar do novo Messias sertanejo e que pouco gostava de concorrência religiosa muito menos em tempo de tão poucas ofertas, deu um riso de lado e de maneira fulminante rasgou a sentença “Não! Jamais! E saiba que o que o senhor faz é pecado, é crime. Falso Cristo!”. Mesmo assim o velho não desanimou, deu as costas e um sorriso plácido.

Com as portas da Matriz fechadas, sobre o adro da igreja iniciou sua pregação. Num tom agitado, próprio dos profetas, o peregrino berrou contra a República e contra os coronéis, “O homem que explora o homem rompe com Deus”. Bradava o cajado contra os céus, com os punhos fechados batia contra o peito, apontava as mais belas casas da praça e dizia “Do pó viestes e ao pó voltareis! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino dos Céus!”. Escandalizadas as famílias, que em suas casas tudo escutavam, fecharam portas e janelas com força e com medo.

De longe, ouviu-se um grito “E o senhor quem é?”, um rapaz de família abastada de nome João rompeu a praça com o fim de tirar satisfação com o beato praguejador. “Sou quem sou, sou quem Vossa senhoria acha que sou” assim disse o profeta. Num deboche, o rapaz disse “Pois, para mim, és um louco”. Os jagunços, fiéis servidores do profeta, desembainharam os facões, ato que foi reprimido de imediato pelo líder religioso. “Pois então, eu digo que sou um louco, um doido peregrino cansado de ver miséria e arrogância. E vosmecê, quem é?”. “João” assim o moço respondeu. Com seu olhar pungente sobre os olhos do rapaz disse “Nome grande! Nome de santo! Vosmecê é a voz que clama no deserto, é aquele que vem antes do Homem e terá a cabeça posta em jogo. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu serás o último”. Impressionado com os modos e a fala do homem, hipnotizado pela estanha profecia, deixou-se sentar na escadaria da igreja e passou a ouvir o sermão do peregrino.

A noite caiu, acamparam ali mesmo. Comeram o resto de carne seca misturada com farinha e um tijolo de rapadura. Nenhum cristão daquela povoação se apiedou da condição daqueles esqueléticos retirantes, exceto João que trouxera, a contragosto da mãe, Dona Iaiá, dois potes de água. Ninguém na vila ofereceu um pão, um punhado de feijão ou uma bolacha. O beato olhava para a cidade com sua praça vazia como quem condenava um réu à morte. Na escuridão da noite fria, rezou por aquele povo, não chegou a dormir. No terceiro canto do galo, a guarnição da cidade cercou o grupo, por ordem do presidente da câmara e influência do vigário, os peregrinos tinham que partir. “Mas o que fizemos nós?” perguntou o velho beato. “Ordem é ordem, o senhor tem que ir, ‘ajunta’ teu povo e segue teu rumo, essa gente daqui num acredita em rezador, não. Avie!”. O peregrino descalçou as sandálias e segurando as surradas alpercatas nas mãos, batendo uma contra a outra sentenciou em voz alta “Povo triste. Essa terra nunca vai passar disto daqui!”. O pó e a areia seca se desprenderam das chinelas do velho. O capitão da guarda benzeu-se sentindo um arrepio percorrer a espinha de baixo para cima.

Quando o comboio de maltrapilhos já saia. João gritou “Conselheiro! Eu vou contigo!”. Batendo nas costas do rapaz o velho disse “Ao menos tu, ao menos tu. Há um exército a te esperar, tu serás o guardador da santa terra. Não tenhas medo de Salomé”. Sem entender a profecia, João seguiu silencioso ao lado do homem de batina azul. Seguiu alegre, como quem tem certeza de que encontrou o próprio destino. Deixou a viúva mãe chorando na velha casa da praça, enquanto seguia sorrindo os passos do Messias nordestino.

Rumaram para longe, para uma terra onde havia um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz.

Já próximo ao cemitério de muros baixos, o Conselheiro parou repentinamente, o povo estancou o passo. Virando-se para João, o velho homem disse “Ficarão as águas em sangue e se apagarão as luzes”.

Então, João soube que não mais veria a terra onde nasceu.

Texto do Advogado e entusiasta da Cultura, Astério Moreira.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Rui e José Ronaldo precisam incluir pautas da região sisaleira em seus planos de governo

31 de jul de 2018 às 09:44 | em: Felipe Sales

Foto: Ilustração

Os anúncios das minutas para os planos de governo do governador Rui Costa e do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, pré-candidatos ao governo do Estado da Bahia nestas eleições de 2018, estão a todo o vapor. Em Teixeira de Freitas, extremo sul da Bahia, Rui incluiu no seu plano de governo a construção de um hospital estadual no município. Em Cansanção, José Ronaldo prometeu mais segurança à região, no entanto, não exemplificou o “como”. Todas as propostas, quando implantadas, são bem vindas. Ademais disto, as principais pautas da região sisaleira, atualmente, são: um Hospital Regional e pavimentação da BA-408, que faz a ligação Santaluz – Araci – Conceição do Coité. Atenção deputados, prefeitos e vereadores. Essas pautas são conhecidas pelas lideranças políticas regionais há décadas e precisam ser o mote neste pleito, sob risco de a região permanecer sem tais benefícios por mais quatro anos. A construção de um Hospital Regional do Território do Sisal trará grande alento à população, que ficas sofrendo nas filas da regulação e sendo lançadas para outras regiões constantemente. A pavimentação da rodovia BA-408 representa desenvolvimento, uma vez que ligará a BR-116/Norte à vias estaduais no interior da região. Está na hora de cobrar essas propostas em planos de governo, para posteriormente poder exigir a realização. A região sisaleira tem 25 cidades.

Artigo de Felipe S. Sales – Coordenador de Edição do site A Voz do Campo.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Meio Ambiente: Bioma Caatinga e o combate à Desertificação; artigo da Maria de Sousa

21 de jul de 2018 às 13:32 | em: Colunistas

Foto: Reprodução/Google

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro” – Provérbio Indígena.

No mês passado, precisamente, dia 5 de junho, comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, veja meu artigo sobre o tema (aqui), e no momento, falaremos da importância do bioma Caatinga e o combate à Desertificação. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, “A desertificação é definida como um processo de degradação ambiental causada pelo manejo inadequado dos recursos naturais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, que compromete os sistemas produtivos das áreas susceptíveis, os serviços ambientais e a conservação da biodiversidade…”. A Desertificação é um problema mundial e atinge vários países. A propósito disso, foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – A Rio 92, onde veio à tona a necessidade  de uma convenção que tratasse do tema Desertificação. Foi aí que surgiu o processo de negociação para elaboração, dentre outras,  da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca – UNCCD (sigla em Inglês), que entrou em vigor em 26 de dezembro de 1996,  onde o   Brasil, junto com outros países, tornou-se parte desta Convenção em 25 de junho de 1997,  cuja obrigação principal, de cada pais signatário,  é elaborar um Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, aqui conhecido por PAN-Brasil. Vale lembrar que, no dia 17 de junho de cada ano, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. Esta data foi  criada pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994, para promover a sensibilização pública relativas à cooperação internacional no combate à  Desertificação e os efeitos da seca. São várias as consequências causadas pela Desertificação, tais como: eliminação da cobertura vegetal, redução da biodiversidade, intensificação do processo erosivo, redução da disponibilidade e da qualidade dos recursos hídricos, diminuição na fertilidade e produtividade do solo, redução das terras agricultáveis e, consequentemente, redução da produção agrícola, desenvolvimento de fluxos migratórios, crescimento da pobreza e aumento das doenças e subnutrição, devido a falta de água potável. A Desertificação causa alteração no bioma (como na fauna, flora e vegetação), consequentemente, afeta a subsistência do homem do campo e causa prejuízos ao Meio Ambiente. Nos últimos anos, a seca prolongada na região, tornou evidente as consequências derivadas da ação humana. É significativo, ainda, observar que, nas áreas em processos de Desertificação, é elevada a incidência de pobres e de indigentes, em proporções significativamente maiores que a média nacional. O bioma Caatinga, sofre com vários fatores destrutivos, como o desmatamento, o uso intensivo de terras para  a agricultura e a pecuária e  retirada de lenha para fins energéticos e  de mineração, originando  a nefasta Desertificação, tendo como consequência a degradação do solo, colaborando para o fim do referido bioma.  Diante do exposto, necessário se faz o surgimento de políticas públicas e  de uma Educação Ambiental para que seja realizado o desenvolvimento sustentável, onde governo e sociedade, trabalhem juntos, visando um objetivo comum: a preservação do bioma Caatinga e  o combate à Desertificação.

Maria de Sousa – Advogada, Araciense e Colaboradora do site “A Voz do Campo” – Direto de São Paulo – SP

 

Referências: <http://www.mma.gov.br/gestao-territorial/combate-a-desertificacao/convencao-da-onu>, acesso em 25.5.18.

<http://www.ihu.unisinos. br/159-noticias/entrevistas/566589-desertificacao-da-caatinga-gera-impactos-socioeconomicos-entrevista-especial-com-humberto-barbosa>, acesso em 25.5.18.

<http://caatingacoltec.blogspot.com.br/2013/05/desertificacao_26.html>, acesso em 26.5.18.

<http://www.armarioorganico.com.br/frases-de-sustentabilidade/>, acesso em 27.5.18.

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.

Pagamento de conta de luz: taxa extra e filas longas são condutas ilícitas; artigo de Carlos Machado

12 de jul de 2018 às 13:32 | em: Brasil,Carlos Machado

Foto: Ilustração

As Casas Lotéricas, desde o dia 01 de junho de 2018, não recebem mais o pagamento da conta de luz. Com isso, a fornecedora de energia do Estado (Coelba) disponibilizou alguns postos na capital e no interior para que o pagamento seja efetuado. As contas até o dia do vencimento podem ser pagas em qualquer banco e postos conveniados a Coelba. Porém, alguns destes postos, estão cobrando taxas extras além de possuírem filas imensas para o pagamento. Exemplificando: Se uma conta de luz está no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) e o posto de atendimento cobra uma taxa de 5,00 (cinco reais) para o pagamento, essa cobrança de taxa, bem como as filas em excesso são condutas ilícitas. O consumidor pode ter a restituição do valor pago em dobro (Art. 42, Parágrafo único do CDC) e até eventual indenização por dano moral. Vale lembrar que o recibo de pagamento deve ser guardado para demonstrar que houve cobrança de taxa extra. Em relação à demora na fila, a “boa” e “velha” testemunha serve como prova. O consumidor pode procurar o Procon, os Juizados Especiais, a Defensoria Pública, bem como Advogados para relatar os fatos.

Por: Carlos Alberto Novaes Machado. Advogado, Professor, Palestrante, Pós-Graduando em Direito Previdenciário e das Famílias. Sigam  Carlos Machado nas redes sociais: Facebook e  e Instagram

Clique aqui para seguir nossa página no Facebook.