Colunistas

Som alto no veículo: posso ter meu carro detido ou retido? Futuro advogado Hélder Luis explica

05 de out de 2017 às 09:18 | em: Hélder Luis

Foto: Ilustração

Independente da faixa etária, seja dos mais jovens aos mais antigos, ouvir música sempre foi uma das atividades de lazer preferida entre qualquer pessoa. Conforme essa predileção aumenta, muitos dos adeptos dessa cultura investem em equipamentos de som cada vez mais potentes e arrojados. O crescimento dessa recente forma de entretenimento provocou alguns reflexos em nossa sociedade, dentre eles, reclamações constantes de pessoas que de alguma maneira se incomodam com o forte barulho emitido pelas máquinas. Diante dessa realidade e objetivando regular melhor este tipo de comportamento, o CONTRAN, através da resolução nº 624, vigente desde o dia 19/10/ 2016, provocou algumas restrições para essa forma de entretenimento, o que gerou opiniões divergentes no seio da sociedade. Por um lado, uma boa parte da população aprovou as novas disposições, pois assim sentiu-se mais protegida das eventuais perturbações e/ou irritações advindas de elevadas ondas sonoras. Em contrapartida, os adeptos do eletrosom reprovaram a medida, sobretudo, porque a nova disposição permite que os agentes de trânsito avaliem a existência de irregularidade no uso do som automotor tão somente com base em um critério subjetivo, o que faz com que os proprietários de paredões e carros dessa natureza fiquem, em algumas hipóteses, a mercê da sensibilidade auditiva e da boa-fé do agente de trânsito.  Em quase 1 ano de vigência, a nova resolução do CONTRAN também ocasionou uma variedade de dúvidas entre os populares, proprietários ou não de carros com som automotivo. Diante disso, estar bem informado acerca do conteúdo desta resolução representa uma ferramenta importante para prevenir excessos que possam ser praticados por agentes de trânsito imbuídos de má fé, bem como, em outras situações, um meio para exigir das autoridades competentes providências eficazes, quando o sossego público estiver sendo violado por ondas sonoras abusivas.

Nesse sentido, buscaremos esclarecer ao leitor as dúvidas mais comuns que surgem a respeito do tema, por meio de questionamentos, da forma que segue:  

1)  A resolução do CONTRAN criou uma nova infração de trânsito?
Não. A resolução n° 624 do CONTRAN não criou nenhuma nova infração de trânsito.

Na verdade, ela apenas modificou o conteúdo de uma infração preexistente, prevista no artigo 228 do Código de Transito Brasileiro.
Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo CONTRAN:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.

Da leitura do artigo, nota-se que, apesar de o CTB prever a infração e suas respectivas penalidades, a frequência permitida ou proibida para o uso de som automotor não é definida especificamente pelo Código de Transito, e sim pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, o qual, por meio da resolução nº 624, trouxe uma nova roupagem à infração de trânsito já existente.

2)  Quais foram as principais mudanças introduzidas pela nova resolução do COTRAN?

A principal inovação trazida pela resolução comentada foi a definição de novos parâmetros para aferir se um som automotor está ou não em uma frequência socialmente aceitável.

Mas quais são esses critérios?

Atualmente, o critério adotado para a verificação de ilegalidades no manuseio do som automotor é tão somente a sensibilidade auditiva do agente de trânsito. É isso mesmo! O agente não precisará mais utilizar o famoso decibelímetro.

Assim, para autuar o infrator, será apenas necessário que a autoridade competente constate que o som propagado pelo automóvel está perturbando de alguma forma o sossego público, sendo esse incômodo por si só uma justificativa para a autuação.

Vale frisar que a legislação anterior permitia uma aferição mais precisa da legalidade das ondas sonoras, tendo em vista que previa uma tolerância de 80 decibéis, de modo que o responsável pelo som automotivo somente seria autuado se as ondas sonoras ultrapassassem esta tolerância.

3)  Posso ter meu veículo retido ou apreendido caso pratique essa infração?

 Esta é uma das perguntas mais pertinentes a respeito do tema, uma vez que, em qualquer hipótese de abordagem efetuada pela polícia ou por agentes de trânsito, um dos temores imediatos para os condutores é justamente a perda, ainda que temporária, do poder de disponibilidade sobre o automóvel. Conforme o artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro, ALÉM DA MULTA, será aplicada ao agente infrator a RETENÇÃO do veículo para regularização.

O que seria essa retenção para regularização?

Inicialmente, é preciso diferenciar algumas sanções prevista no nosso Código de Trânsito, são elas: apreensão, retenção e remoção.

APREENSÃO: Na apreensão, o veículo é recolhido. Portanto, conduzido a um ambiente diverso do local da abordagem.
RETENÇÃO: Na retenção, o veículo é mantido no local em que a abordagem é efetuada, até que seja sanada a irregularidade.
REMOÇÃO: Nesta modalidade, o veículo também é recolhido para um ambiente diverso do local da abordagem. Esta medida administrativa geralmente é adotada em situações em que um veículo obstrui de maneira ilegal o fluxo do trânsito, como na hipótese de estacionamento irregular.

Compreendidas essas diferenças, percebemos que a infração à norma do art. 228 do CTB, isto é, o uso de som automotivo em desconformidade com a lei, provoca, além da multa, a RETENÇÃO do veículo, que na prática, consistirá na imobilização momentânea do mesmo até que o volume seja ajustado para uma frequência aceitável. Sendo assim, a infração ao artigo 228 do CTB não autoriza a condução do veículo para um outro ambiente, a exemplo do pátio da polícia.   

Os “paredões” de som foram proibidos? Posso utilizar som alto para fazer publicidade?

A resposta é negativa.  A nova legislação permite o uso de som automotivo para entretenimento público, os famosos “paredões”, contudo, estabelece que esse tipo de evento somente poderá ser realizado em locais específicos, devidamente estabelecido pelas autoridades competentes.   Nesse mesmo sentido, o CONTRAN permitiu o uso de som automotivo nas hipóteses em que é utilizado para serviços de publicidade e comunicação social (pessoal que trabalha com propagandas em carros de som), desde que o condutor do veículo esteja portando autorização emitida pelo órgão ou entidade competente. Desmistificada a falsa ideia de que o som automotivo foi proibido pela nova resolução do CONTRAN, é importante que o condutor conheça as novas regras para que desfrute seu som de maneira consciente, bem como tenha meios para se defender de eventuais abusos cometidos por agentes de trânsito.

Hélder Luís é graduando em Direito pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Tucanense, Hélder é mais um profissional que contribuirá com informações para o site A Voz do Campo. Aprovado na OAB, ele só aguarda o final do ano para começar a atuar na área.

Em defesa de Cristo – artigo de Astério Moreira

20 de set de 2017 às 22:50 | em: Astério Moreira

O Beijo de Judas – Giotto Di Bondone (1304)

“Meu amigo, volte logo, venha ensinar meu povo que o amor é importante, vem dizer tudo de novo” 

(Todos Estão Surdos – R. Carlos)

No céu…

Entre nuvens brancas imaculadas, cercado por querubins, serafins e arcanjos, o Espírito Santo empoleira-se arrulhando no ombro do Cristo que olhando para baixo de boca aberta diz para Javé solenemente “Meu pai, deu merda!”. Javé bocejando com sua voz trovejante pergunta “O que houve, meu filho?”. Apontando para a terra o Salvador diz “Olha ali para baixo! Ô gente burra. Entendem nada! A gente desce na maior boa vontade do mundo, conversa, dialoga, dá o exemplo, prega contra as tiranias, fala de caridade, manda todo mundo se amar e o que é que eles fazem? O contrário! Foi o mesmo que não ter dito! Ahh tenha a santa paciência!”. Javé coçando a barba diz “É… Tá puxado. O que é que eu fiz de errado, hein?!”. “O Senhor quer saber mesmo, meu pai? O erro foi criar a humanidade! Ô pirão perdido!”.

E no Brasil…

Entre um governo corrupto e ilegítimo sob o qual vive uma massa que nada faz a não ser olhar de boca escancarada e coçando os testículos o horror de um desavergonhado e patético teatro político. O noticiário semanal espoca em falsa cristandade hipócrita: 08/09/17 – Traficantes cariocas obrigam Mãe de Santo a destruir o próprio terreiro em Nova Iguaçu; 13/09/17 – Santander encerra exposição “Queermuseu” sobre questão de gênero e sexualidade por pressão de grupos religiosos e do MBL; 16/09/2017 – Juiz determina suspensão de peça teatral encenada por atriz transexual que atuava no papel de Cristo; 18/09/17 – Juiz libera tratamento psicológico para reversão sexual. Tudo em nome da moral, dos bons costumes, da família tradicional e da fé cristã. Há algo de podre no reino tupiniquim, não? Algo que cheira a enxofre.

Sempre acreditei que muita gente ao tentar servir a Deus (cegamente), acaba agradando o capiroto. Há uma musica do Padre Zezinho (conservador extremado, mas não burro) que desde menino ouço e fala claramente sobre isto “Em meu país cristão, às vezes muita gente não crê no que acredita e afasta o seu irmão da religião” e o que deveria agregar serve para dispersar. Se houver o mínimo pensamento crítico e analítico sobre o que é Cristo e sobre o que é o Cristianismo, há de se descobrir muita diferença. Não confundamos chamando Jesus de Genésio. Vejamos o Cristo humano: o revolucionário nazareno que marcou seu tempo e até hoje é lembrado, fez diferença no mundo porque foi o primeiro grande homem a revoltar-se e a promover a revolta contra um sistema extremamente opressor (a tirania do Império de Roma e a hipocrisia do Judaísmo arcaico) sem ódios, sem armas e sem guerras. O grande estouro de ideia de Cristo foi simplesmente pregar e dizer “amem-se”. Emanuel só veio ao mundo dizer isto dando prova de sua ideologia e já foi o suficiente para comover civilizações e transpor eras. O problema é o que fizeram daquilo que Cristo disse. De um cerne de amor tão simples, de uma doutrina tão pura onde o núcleo é só amar, agregaram centenas e milhares de doutrinas, dogmas, postulados, leis e tratados. E o Amor de Cristo que era o centro da crença em Cristo foi contaminado pelo terror/temor de Cristo que Ele nunca pregou. De toda doutrina Cristã (e não da doutrina amorosa de Cristo) nasceu toda ideia de bom costume, de boa educação, de tradição e de moral que impera hoje no ocidente. E aí, reside o erro.

Cristo não foi um moralista e isto se prova pelos próprios relatos que restaram sobre Ele (não contemporâneos a Ele e modificados pelo tempo), Emanuel fez seu dito primeiro milagre em meio a uma festa (transformando água em vinho!), andava com cobradores de impostos (corruptos da época), prostitutas e adúlteros, isto é, a escória da civilização da Judeia, os mal vistos. Cristo só acolheu. O único ato de uso de força que tenho lembrança que Jesus cometeu foi contra os vendilhões do templo, não porque considerasse o que eles estavam fazendo uma afronta a sua crença, mas por achar abusivo que a fizessem uma mercadoria como muito se faz ultimamente (“A casa de Meu Pai não é uma casa de comércio!”).

Perseguir a cultura afro-brasileira não é demonstração de fé em Cristo, é racismo; censurar manifestações artísticas sob a égide da moralidade tentando disfarçar o combate à diversidade sexual não é demonstração da fé em Cristo, é caretice homofóbica! O problema do Cristianismo é um problema presente em tantas outras instituições religiosas ou não, é o mau uso do poder. E o mau uso do poder na religião é ainda mais preocupante porque é totalmente alienante e tem força avassaladora. A força da palavra de um padre, de um pastor ou de um líder religioso outro ainda tem força de lei, de norma interiorizada no fiel justamente porque supostamente saiu da boca de um deus. E a verdade é que os pregadores pregam mais a si do que a Cristo.

Censurar, proibir, destruir e perseguir as manifestações artísticas e religiosas de um grupo pelo fato dela ser afrontosa ao Cristianismo tem base, mas por ser contrária a Cristo, não encontra qualquer escora! Não me ofertem o Velho Testamento como fundamento, Emanuel veio para rompê-lo. “O fim da Lei é Cristo” disse São Paulo (a quem eu tenho certas desconfianças)!  Impor ou cobrar censura daquilo que foge dos ditames do Cristianismo não é propagar e fazer respeitar a fé em Cristo! Não coloquem o nome d’Ele nisto por favor, Ele não mandou calar e perseguir ninguém. Ele é muito mais bonito do que aquilo que se acredita que Ele é. Gastemos nossa indignação com aquilo que merece ser visto como abuso e afronta. E Como diria o Padre Zezinho, lavemos o nosso “preconceito de Cristão…” porque é preciso sempre lembrar deste mote “…sei que da verdade não sou dono, eu sei que não sei tudo sobre Deus. Às vezes quem duvida e faz perguntas é muito mais honesto do que eu!”.

E No céu…

Cristo disse “Pai, acho que tá na hora de descer de novo!” e Javé respondeu “Vá com Deus!”.

Alunos da educação infantil participam de aula de música em Araci

19 de set de 2017 às 16:37 | em: Maestro Lucelmo

Foto: Bamuara

Alunos da Escola de Educação Infantil Neuza Cristina participaram de uma aula de musicalização infantil ministrada pelo Maestro Lucelmo no Centro Cultural de Araci, com o tema: “Para ver a Banda passar”. Os alunos conheceram um pouco da história da Bamuara, a Banda de Música da Cidade. Ele fizeram o primeiro contato com a história musical de Araci e instrumentos musicais que compõem a Banda Marcial.

Foto: Bamuara

Segundo o maestro, foi uma manhã cheia de emoções e de muitas informações e conhecimento. Ele agradeceu aos professores envolvidos, aos pais e a oportunidade de ministrar música para crianças. “Uma vez que a música traz benefícios comprovados cientificamente no desenvolvimento emocional, cognitivo e estudantil de crianças, jovens e adultos”, disse ele.

Os heróis de fundo sujo

07 de set de 2017 às 12:05 | em: Astério Moreira

“Brava gente brasileira! Longe vá, temor servil!”

(Hino da Independência – D.Pedro I e Evaristo da Veiga)

 

Quando Dom Pedro, em 7 de setembro de 1822, brandiu sua espada e, às margens de um rio, gritou “Independência ou Morte!”, acho que jamais imaginaria o rebuliço que viria a ser o país que acabara de fundar de improviso ali no meio do nada, mas seu intestino sabia muito bem! Reza a lenda que o emissário real, quando foi levar a carta em que a corte portuguesa exigia a volta do príncipe para Lisboa, encontrou o regente parado com sua comitiva na beira do rio Ipiranga, em São Paulo, passando muito mal, o nobre sofria de uma diarreia que o conteve no meio do caminho – Talvez prenúncio diarreico daquilo que este latino país viria a ser. Tornamo-nos independentes naquele momento não por coragem ou valentia, mas por ego ferido do príncipe que se acostumou a ser o grande soberano e não estava com disposição de perder cetro e coroa. Na covardia, ainda pagamos a Portugal um indenização gorda pelas mãos da Inglaterra, 2 milhões de libras esterlinas, não bastasse o que foi arrancado do solo nacional durante mais de 200 anos de colonização lusa. Assim, se venera um herói torto, nosso Dom Pedro I que deixou o país anos depois para intervir na corte portuguesa em favor de sua filha que sofria um golpe de seu irmão e genro Dom Miguel, deixando para trás o país que fundara em meio a uma caganeira sendo governado por um menino de 5 anos de idade, seu filho, D. Pedro II.

 

Não dá para levar muito a sério a política de um lugar que se emancipou de improviso no meio de uma violenta crise intestinal. Dom Pedro brandia o gládio soberano contra o despotismo português e seu intestino rugia alto anunciando nosso destino político. Assim, criamos o eterno mito do grande herói que nos salva da opressão, aquele que em tom altivo virá nos reger e salvar da desgraça imposta pelas circunstâncias opressoras de tiranos senhores, mas esquecemos de um ponto importante – me perdoem o termo -, heróis também fazem cagadas e feias cagadas. Quem tem o poder nas mãos tende a abusar dele seja por falta de caráter ou por megalomania. Quem rege tem que ter por hábito a expropriação diária do poder. Mentalmente dizer aquela frase “Só tenho porque me deram” e internalizar isto feito mantra repetido. Veja que simbólico presente recebemos um dia antes do 195º aniversário da independência do país, a polícia federal encontra em um apartamento numa área de luxo da capital baiana malas e caixas de dinheiro que pertencem a um ex-ministro já preso. Quando li a matéria que tratava do tema soou na minha mente o jingle que o ex-ministro usou na campanha para o senado “um homem forte no cenário nacional…”. De fato!

 

Bertold Brecht já dizia sabiamente “Infeliz da nação que precisa de heróis”. Não dá para esperar por uma salvação, não adianta acreditar num redentor, é preciso protagonizar é isto que o teatrólogo quer nos dizer. A política do “faz por mim” não tem dado muito certo, não é mesmo? O ex-ministro dá prova disto! Este governo federal fajuto é prova disto! O Brasil se desespera por um herói porque não sabe que pode se salvar. E eu acredito que esta seja a redenção final e plena. Escravizam-nos porque solaparam nossa inteligência, nos arrancando instrução e abusando da nossa necessidade – e isto é tão vil! Mais do que nunca, “é preciso estar atento e forte”, para muito além de nossa mesquinhez quadrienal, das nossas paixões medíocres que nos fanatizam de quatro em quatro anos.

 

O professor Darcy Ribeiro diz a coisa mais certa que já li sobre este país, nós somos “uma morena humanidade em flor à espera do seu destino. Claro destino, singelo, de simplesmente ser entre os povos e de existir para si mesmos…”. Nós ainda não existimos para nós mesmos e continuaremos assim enquanto esperarmos um redentor. É preciso ser crítico e agente político, é preciso assumir o papel na ópera que se encena. Não dá mais para acreditar em um Dom Pedro que agita a espada sobre um cavalo enquanto toda merda continua sendo feita.

 

Feliz aniversário, meus irmãos.

 

Conto de terror: “Dois medrosos valentes na Casa do Vaqueiro no Quererá”

17 de ago de 2017 às 10:11 | em: Araci,Felipe Sales,Tucano

Casa dos Vaqueiros reformada em 1962 | Foto: Felippe Moura

Conto escrito por Felipe S. Sales: “Dois medrosos valentes na Casa do Vaqueiro no Quererá”

“De terror, acovardados, os dois jovenzinhos, coitados, não puderam nem gritar, lamentando tanto azar!”, teriam que dormir logo no Quererá. Infelizes, tiveram que dormir na Casa dos Vaqueiros. Logo naquele lugar, que de assombração só se ouvia falar. Vindos de Nova Soure, tinham andado léguas e léguas a cavalo. Desceram serra e subiram serra. Estavam cansados.

A Casa dos Vaqueiros, que fica lá pras bandas do Quererá, sempre foi o mais temido paradeiro de tropeiros desde o Brasil imperial. Antes da casa recente, lá era uma casa quase caída. O local dava apoio à estrada das boiadas. Ligava o litoral aos sertões sem precisar passar por Feira de Santana. Por ela o matuto ia para Juazeiro, Jacobina (…), todo lugar! Lá passava todo tipo de gente, do bem e do mal. Alma boa e alma ruim. Já dizia o ditado popular: “lá (…), matavam um na segunda e guardavam o outro para a terça”. Ninguém queria parar lá. O areão do tabuleiro cansava o cavalo. A subida e a descida da serra surravam o animal e o vaqueiro. Ao final, todo mundo parava lá para pernoitar. Ainda tinha quem se perdia. Que sina!

Raimundinho, filho de índia casada com homem nobre, tinha virado homem naquele dia. Antenor, de família pobre das bandas de Teofilândia, já era homem há alguns anos. Eles apearam o cavalo naquele lugar e logo as carnes se tremeram. Nenhum era valente! Mas eram corajosos. Ao menos um mostrava coragem para o outro. A noite tinha chegado, o vento assobiava e o frio trincava os dedos (…). Era o Quererá.

Foto: Felippe Moura

Num salto dos olhos; daqueles que não se vê, se ouve, eles avistaram uma boiada correndo pelo pasto. O gado corria mais que onça brava. Na casa, ouviram gritos e sussurros. “Alguém deve estar lá”, murmurou Raimundinho. “É tardinha, ainda deve ter vaqueiro com gado no mato”, afirmou Antenor. Entraram na casa. Era um gato. Uma corrente batia na porta. “Deve ser alguém”. Era um gato. Acovardados, sem gritar, cochilaram. Pensando no aniversário que não comemorou, Raimundinho acordou na madrugada. Precisava tomar água e usar o banheiro no mato de fora. Relutou. Sem escolha, saiu ao vento. Logo ouviu um papoco no curral. O cavalo relinchava. Parecia que tinha uma vaquejada no mato. ‘Ê boiada! Só pode”, pensou. Antenor acordou. “Ouviu isso, Antenor?”. “Tô vendo”. O cavalo aquietou. Uma voz gritava dentro da casa. Tinha alguém chorando. Tinha um bebê também. Não contaram conversa, passaram sebo nas canelas. “Vamos ficara aqui na  estrada. A noite passa logo. Amanhã a gente pega tudo e parte daqui do Quererá”.

Foto: Felippe Moura

O dia raiou com o sol na cabeça dos jovenszinhos. Noite agitada. Estavam cansados e perderam a hora. Eles voltaram à Casa dos Vaqueiros. Não tinha ninguém. Mas parecia que lá tinha havido uma festa. No canto de Antenor, até tinha marca de mijo. Os cavalos estavam com rabo e crinas enroladas. O mato estava baixo. Tinha muito mato retorcido. “Esse lugar é assombrado. É muita pantumia. Até os bichos estão assustados”. Desceram mais a serra e chegaram no Araci. Pararam no seu Zezinho armarinho. Ainda seguiriam para Santaluz. “Era a caipora”, contaram como se fossem valentes. Raimundinho, que já gostava de causos, era o mais eufórico. Com peito estufado, o chicote de couro no pulso, e gesticulando muito, gritava: “A caipora deu um carreiro em riba do carro de boi. Subiu no cavalo de Antenor. Peguei meus patuá e botei ela no seu lugar”. Antenor tomava uma pinga: “pra acalmar o susto!”. Ouvindo, seu Vitô sussurrava de lá: “esses devem ter se cagado lá!”.

Contextualização do Quererá

O Quererá faz divisa politica e administrativa entre as cidades de Araci e Tucano. Geograficamente, a região está situada dentro da Bacia Hidrográfica do Tucano, que é marcada pela Depressão Sertaneja. Na região, há áreas planas formadas por processos erosivos comuns das regiões semiáridas Essas vastas superfícies aplainadas encontram-se pontilhadas por inselbergs (afloramento de rocha) e maciços montanhosos isolados, por vezes, desfeitos em um relevo de morros e serras baixas. A sua vegetação característica é a caatinga, sendo ela uma formação vegetal resistente a grandes períodos de estiagem, mais seca, rala, de porte baixo e de solo pedregoso.

Grutas no Quererá | Foto: Felipe Sales

A pré-história do Quererá é um capítulo à parte. A região é fonte de riquezas peleontológicas. Há achados recentes de animais da megafauna pleistocênica (grandes mamíferos), que viveram no Brasil até os últimos 14 mil anos. Na região existem indícios de comunidades indígenas pré-históricas e de contato. Há um grande potencial e histórico oral para ocupações de sociedades tupiguaranis até o início da colonização europeia no Brasil. O próprio topônimo “Quererá”, apesar de pouco explorado lingusticamente, tem provável origem tupi. Os séculos XVII e XVII foram marcados pelas ocupações de grupos indígenas tapuias na região do Querará. Os índios kiriris, que hoje ocupam o norte da Bahia, eram presença constante na dinâmica cultural local. Estes foram os últimos indígenas a ocupar a região do Sisal, especialmente os tabuleiros e as zonas mais altas. Por causa da Estrada das Boiadas, que ligava o litoral aos sertões (Rio Real a Jacobina) e pesava pela região, a história recente do Quererá é marcada pelo contato entre vaqueiros, tropeiros, indígenas e comerciantes na região. É a consequência destas dinâmicas históricas e desses sujeitos culturais que surgiram as culturas atuais.

Arquivo de noites com amigos no Quererá | Foto: Felipe Sales

Sobre o autor

Felipe S. Sales é Arqueólogo,  Preservador Patrimonial e Gestor Ambiental. É funcionário da Rialma Energia Eólica, Sócio-coordenador na CRN-Bio Consultorias Integradas e um dos proprietários do site A Voz do Campo. O conto aqui apresentado é uma história fictícia e foi produzido a pedido de Felippe Moura, para que o mesmo esteja no seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). É inspirado nas histórias de terror contadas por seus avós, Raimundo Moreira e Antenor Sales.

Raimundo e Antenor | Foto: Felipe Sales

Uma homenagem a vô Antenor e In memoriam de vô Raimundo.

Mal de Alzheimer atinge 1,2 milhão de brasileiros

03 de ago de 2017 às 11:07 | em: Michel Jornalista,Saúde

Foto:Ilustração

A perda de memória recente é o principal indicativo do mal de Alzheimer, doença que atinge 1,2 milhão de brasileiros e não tem cura. Entenda como o problema afeta não só aqueles que sofrem com ele, mas também quem convive de perto com os sintomas e consequências. A doença afeta principalmente idosos.

Sintomas psicológicos: alucinação, depressão ou paranoia,

No corpo: inquietação ou perda de apetite,

Nos músculos: contrações musculares rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos musculares,

Também é comum: fala embaralhada, incontinência urinária ou sintomas comportamentais

 No comportamento: agitação, agressão, irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se perder

No humor: apatia, descontentamento geral, mudanças de humor, raiva ou solidão

 

Como você pode se cuidar

Exercício físico

Fazer uma atividade aeróbica por 20-30 minutos, cinco dias por semana, melhora a condição cardiovascular. Em caso de lesão, praticar uma atividade que evite usar o grupo muscular ou articulação lesionados pode ajudar a manter a disposição física durante a recuperação.(Michel jornalista).

Engasgar pode matar, saiba o que fazer em momentos como esses

27 de jul de 2017 às 00:05 | em: Michel Jornalista,Saúde
Foto:Ilustração

Foto:Ilustração

A sufocação ou engasgamento ocupa o terceiro lugar no ranking de mortes de crianças vítimas de acidentes no Brasil e representa a primeira causa em situações de crianças com até um ano de idade. De acordo com dados da ONG, todos os anos no Brasil, mais de 700 crianças morrem vítimas de sufocações ou engasgamento.
O ato de engolir é extremamente complexo, embora não percebemos isso . Na deglutição, a glote, que é a entrada da laringe, sobe, e a epiglote, que atua como uma válvula entre o esôfago e a laringe, fecha a entrada da laringe pois é forçada pelo alimento que passa para o esôfago. Quando respiramos, a epiglote  e a glote deixam aberta a passagem da laringe, e o ar passa das cavidades nasais para a faringe a laringe, e desta para a traqueia.

Entretanto, ocasionalmente as pessoas podem engasgar, ou seja, o alimento passa para a laringe e bloqueia a entrada de ar. Segue-se tosse que geralmente resolve o problema. Porém, em algumas situações a pessoa pode ficar sufocada e, e se não for socorrida a tempo, pode morrer.

Alguns procedimentos de emergência deve ser tomada ao se verificar que uma pessoa se encontrada seriamente engasgada:

  • Bater nas costas da pessoa com as mãos abertas.
  • Se não der resultado, aplicar a manobra de heimlich: Ficar por trás da vitima e passar os braços, pela cintura

    Foto:Ilustração

    dela, apertar o corpo da pessoa com movimentos rápidos, para fazer com que o ar do pulmão  saia com força suficiente.

  • se essa manobra ainda não der certo,a vitima a apertar o seu corpo logo abaixo das costelas
  • Se em 20 segundos a pessoa não reagir, é necessário fazer a ressuscitação cardiovascular por pessoas qualificadas e procurar socorro médico imediatamente.(Michel Jornalista).

Filho de Araci é ordenado Bispo da Igreja Católica

16 de jul de 2017 às 22:55 | em: Araci,Felipe Mateus,Religião
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Hoje o município de Araci e região sinaleira se enche de orgulho. Afinal o mais novo Bispo Ordenado da Igreja Católica é Dom José Ionilton, que é natural de Araci-BA. A Ordenação Episcopal ocorreu Hoje, dia 16 de Julho 2017 pela manhã na Praça da Igreja Matriz da Cidade de Araci. Onde compareceram 13 Bispo e 77 Padres para participar do Maravilhoso evento que reuniu milhares de fieis e muitos religiosos. O Bispo seguirá para a Prelazia de Itacoatiara no estado do Amazonas, a qual enviou representantes para dar acolhida ao Sacerdote.

Ascensão de Cristo e a oportunidade de renascer das cinzas 

13 de jul de 2017 às 09:15 | em: Araci,Cidades,Gilma Reis

Por Gilma Reis

A vida de Jesus cristo foi marcada pelo mistério da encarnação. Homem e Deus que conviveu no meio da humanidade para poder sentir tudo aquilo que os homens sentem (dores, tristezas, alegrias,sofrimentos), tudo isso o nazareno viveu. Herdou a profissão de carpinteiro do seu pai adotivo, São José, para mostrar que os homens precisam ter uma ocupação como meio de sustentabilidade, manutenção de sua família e contribuição social. Jesus se preparou para exercer a sua missão. E foi só aos 33 anos que ele iniciou sua vida pública.Adepto de uma pedagogia com sabedoria e compromisso com os mais necessitados, embora não tenha fechado as portas para os ricos, seu propósito sempre foi de resgatar a vida daqueles que perderam as suas direções e a oportunidades de saber quem de fato são.Curou os doentes, acolheu os aflitos, ressuscitou os mortos, alimentou os famintos,pregou as suas doutrinas e escolheu amigos para caminhar ao seu lado.

Hoje, quase dois mil anos depois, o projeto de Jesus continua presente na história da humanidade, pois ele após a sua morte ressuscitou e se reuniu com os discípulos para selar a promessa da vinda do Espírito Santo.E assim o discipulado continuou a missão do Messias. Em seguida as escrituras apontam as ações concretas dos seus seguidores que foram seus apóstolos, eles se apresentaram na sociedade como destemidos e corajosos, depois da ascensão de Jesus, além de pregarem a sua palavra, eles também curaram e libertaram muitos das opressões e dos sofrimentos humanos.

Segundo os cristãos o momento da ascensão de Jesus é mais do que uma oportunidade de erguer os olhos para o céu e caminhar com esperança, com fé e confiança. Logo, para superar as dificuldades da vida terrena, os católicos vivenciam esse momento com alegria e satisfação, pois para estes é mais importante à vida concedida peloEspírito Santo, nesseas forças do homem são renovadas e edificadas para a continuidade de sua existência neste mundo marcado pela dor e sofrimentoprovocado pelo egoísmo da humanidade. Com a ascensão de Jesus os cristãos acreditam que a graça foi derramada sobre toda a humanidade e as portas do céu foramabertas sem reservas.

O Espírito é a maior graça derramada sobre os seguidores de cristo, pois é através dele que suas vidas são transformadas. Dessa maneira, o fiel encontra um novo sentido para a sua existência, deixando atrás a vida do Adão velho, no qual as pessoas fincaram raízes profundas e influenciadoras da maldade e perversão. O comportamento do velho Adão está presente a todo tempo na vida dos cristãos, bem como egoísmo, sentimentos de inveja, ganância, ciúmes, de ira, avareza, luxuria, vingança, gula e entre outros. Por isso, o homem com essa inclinação a tamanha maldade sente a necessidade de buscar no Espírito Santo forças de superação perante as maldades e as fraquezas da carne.Como devemos renovar as forças diante do dramático da vida?  Tendo dramas como, a morte, o abandono, as perdas, as traições, a violência intrafamiliar, alcoolismo, desemprego, falta de oportunidade, dependência química e etc. Os cristãos afirmam que depois de fazerem suas experiências com o Cristo ressuscitado suas vidas foram transformadas e passaram a ter um novo sentido para existir. Desse modo, é possível amenizar os problemas e as dificuldades.

O convite do Papa Francisco aos Cristãos

O papa Francisco convida os cristãos a olharem para o céu como sinal de esperança, pois aquele Cristo que subiu, enviou do alto o seu Espírito afirmando a sua permanência no meio dos homens. Ele chama a atenção do povo de Jesus para três dimensões da vida em Cristo:

O primeiro é a memória. Jesus ressuscitado diz aos discípulos que o precedam na Galileia: este foi o primeiro encontro com o Senhor. E “cada um de nós tem a sua própria Galileia”, aquele lugar aonde Jesus se manifestou pela primeira vez, o conhecemos e “tivemos a alegria e o entusiasmo de segui-lo”. Para ser um bom cristão, precisamos sempre nos lembrar do primeiro encontro com Jesus ou dos seguintes”. Esta é “a graça da memória”, que “no momento da provação, me dá a certeza”.
O segundo ponto de referência é a oração. Quando Jesus sobe ao Céu, ele não se separa de nós: “fisicamente sim, mas fica sempre ligado, para interceder por nós. Mostra ao Pai as chagas,o preço que pagou por nós epela nossa salvação”. Assim, “devemos pedir a graça de contemplar o Céu, a graça da oração, a relação com Jesus na oração que neste momento nos ouve, está conosco”: Enfim, o terceiro: o mundo. Antes de ir, Jesus diz aos discípulos: ‘Ide mundo afora e façam discípulos’. Ide. O lugar dos cristãos é o mundo no qual anunciar a Palavra de Jesus,para dizer que fomos salvos, que Ele veio para nos dar a graça, para nos levar com Ele diante do Pai”.
Esta é – observou Francisco – a “topografia do espírito cristão”, os três lugares de referência de nossa vida: a memória, a oração e a missão; e as três palavras de nosso caminho: Galileia, Céu e Mundo

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Com esses três conselhos os cristãos devem fazer o sacrifício de seguir o projeto de cristo, abominando toda maldade e perversão aos seus semelhantes, sendo solidários com seu próximo, deixando o preconceito, não extorquir a natureza com o objetivo de acumular riquezas como fazem os pagãos. Defender uma política inclusiva que luta por uma sociedade para a maioria e não para pouco, não fazer apologia à violência e ao crime, não fomentar o consumismo desenfreado, promover a paz dentro da sua família e no trabalho e assim respeitar as outras religiões.

A vocação é mais que o chamado Deus para a pratica do bem, por isso ao devemos responder com alegria e satisfação, assim como Monsenhor Ionilton Lisboa, que tem dado o seu sim ao Senhor servindo aos mais pobres e defendendo a justiça e paz entre os homens.

Conjuntivite: saiba tudo sobre essa Doença e como prevenir

07 de jul de 2017 às 12:03 | em: Michel Jornalista,Saúde

Foto: Ilustração

Conjuntivite é um dos tipos de inflamação da conjuntiva (fina membrana que recobre a parte externa do olho, veja os tipos. Infecciosa: Causada por vírus, bactéria ou fundos é contagiosa.  Alergia: comum em pessoas que já tem outros tipos de alergia não é contagiosa. Toxica: causada por contato com algum agente toxico, como produtos de limpeza ou maquiagem não contagiosa. E os principais sintomas já se pode ser notada, pois os olhos ficam vermelhos, Fotofobia, inchaço nas pálpebras e na conjuntiva além de desconforto, dificuldade para abrir os olhos e secreção. O tratamento é feito com cautela. Faça a higiene dos olhos usando água gelada em compressas. Em casos graves, o médico pode receitar colírios com antibióticos. Não use remédios sem ir ao médico. E para não obter a doença, lave sempre os olhos as mãos antes de levá-los aos olhos, especialmente após tocar em áreas públicas (Maçanetas de lojas, por exemplo). Se não for possível, use álcool em gel. E evite o contato com pessoas infectadas.

Desafios do namoro na sociedade moderna

30 de jun de 2017 às 16:56 | em: Gilma Reis

“O amor é uma flor delicada, que quando cuidada, com carinho e paciência,  fica linda e admirada por todos e pode ser colhida no auge de seu esplendor”.

Tiago Statute

     A sociedade pós moderna vive a cada dia com pessoas que aceitam passivamente a solidão como uma inevitável companheira, e passam a viverem sozinhas, muitas permanecem em relacionamentos frustrantes, totalmente sem esperança de serem felizes, como também escolhem não viver com alguém. Mas em vez de nos decepcionarmos tanto com o amor, que tal nos importarmos com os sentimentos pelos quais nos incomodam e passemos a nos questionar a respeito da nossa forma de amar e sobre as idéias que temos? Em tempos de muitas mudanças radicais no mundo, precisamos ter a coragem e a criatividade para novamente valorizar o sentimento do amor e construir maneiras diferentes e saudáveis as nossas relações amorosas, pois o amor continua o mesmo, não mudou de lugar e nem a sua essência, contudo, para vivenciarmos uma relação a dois precisa de dedicação, cuidados e sacrifícios, mesmo em meio a uma vida agitada que nós encontramos na nova sociedade.

O mundo atual nos incentiva a buscarmos as facilidades e o efêmero em tudo, inclusive nos relacionamentos amorosos, muitas pessoas têm a ilusão de que vão encontrar tudo pronto e, quando percebem que terão de dedicar uma parte do seu tempo ao outro, dando carinho e atenção, simplesmente querem jogar fora essa relação como um objeto descartável e se privam dessa oportunidade para o amadurecimento. Através das frustrações e do dividir-se com o outro o prazer também acontece na dor e no sacrifício, embora que os valores apresentados pelo mundo moderno tenham cada vez mais nos iludido a respeito da essência de uma relação afetiva e amorosa. Pois, o sentimento do amor é eterno e maravilhoso e nele existe a grande capacidade de realizar as mais importantes transformações em um ser humano para a sua auto-realização.

“Eu gosto de você e gosto de ficar com você/ Meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor…”
Tribalhistas


O amor pode nos transformar!

    O amor está cada vez mais demodê por isso, é fundamental enfrentar os desafios para alcançar as metas e objetivos, somente através do esforço conseguiremos o que de fato desejamos. Ninguém chegará a lugar nem um sem antes se colocar disposto a realizar alguma tarefa por menor que esta seja. O primeiro passo para que os relacionamentos darem certo, é não privar-se da oportunidade do amadurecimento e do crescimento pessoal, isso faz uma grande diferença. Esse processo acontece através do relacionar-se consigo mesmo e com os outros, nesse caso, buscar o auto-conhecimento é fundamental, me conhecer e conhecer a minha historia para que eu tenha a clareza dos meus limites e possibilidades, pode ajudar muito, afinal ninguém esta pronto, as mudanças acontecem através de um processo de construção na busca do conhecer a mim e ao outro.

Os maiores problemas que acontecem entre os casais de namorado ou casais casados, geralmente vem de ordem familiar, pois herdamos tudo da nossa família, traumas, valores, doenças, maus costumes e caráter e assim por diante, é claro herdamos também as coisas boas. Mas quando começamos um relacionamento a dois os sentimento e pensamentos começam a emergir; tipo ciúmes, inveja, discórdia, desejo de controle do outro, possessividade, medo de perder, insegurança, xingamentos, manias, crenças, entre outros. Esse comportamento nada mais é o conteúdo que adquirirmos na infância e adolescência e que agora passam a influenciar na nossa relação a dois. São costumes advindos do meio familiar, da personalidade e da cultura. É claro que assim como trazemos os conteúdos que nos prejudicam, também trazemos os positivos para dentro da relação a dois.

Nesse caso, não basta amar para da certo, é preciso uma intervenção terapêutica com um profissional, a busca por grupos de casais, entre outros. Se agente não procurar se conhecer e conhecer um pouco da historia do outro, possivelmente os relacionamentos não venham a frutificar e permanecer em nenhuma situação. Pois as feridas emocionais, os traumas, as carências e as faltas advindas da infância, estas falarão mais alto e não deixarão que a vida a dois se concretude. Principalmente na sociedade moderna em que o sacrifício e a dor são negados. Outra coisa importante é que cada um antes de entrar numa relação amorosa, tenha já definido seus projetos de vida, planos, afinal ninguém vai dá felicidade a ninguém! As mãos vazias é sinal de uma pessoa sem metas e objetivo, e quem não tem o que fazer, vai ficar enchendo o saco dos outros, nessa condição, a relação já está com os dias contados para terminar.

O que temos para oferecer ao outro é a nossa contribuição para que o outro possa realizar seus sonhos e se for partir para o casamento compartilhar juntos de suas alegria. Assim podemos encontrar uma forma de plenitude no amor, mesmo em meios as mudanças no relacionar-se a dois, as mudanças são tantas nos dias atuais que foi necessário encontrarmos novas maneira de dinamizar o viver juntos. Os adolescentes inventaram o ficar, já os adultos criaram a amizade colorida, os internautas namoram online, todas essas mudanças vêm da sociedade capitalista e consumista.

Vivendo o processo de enamoramento

     O enamoramento é um estado emocional em que sentimos alegria e satisfação por encontrarmos outra pessoa que seja capaz de nos compreender e de partilhar a sua vida com conosco. É um fenômeno bioquímico passando pela região do córtex cerebral, o enamoramento faz a pessoa ficar apaixonada, gostar de alguém de maneira encantadora e entusiasmada. Esse fenômeno é compreendido como uma ação e/ou efeito de enamorar e enamorar-se, embora não seja fácil fazer essa definição, pois o verbo enamorar diz respeito, ao ato de suscitar e de provocar em alguém uma forte paixão que pode transformar em amor.

É um sentimento que deixa a pessoa completamente enlouquecida, a ponto de enfeitiçar-se cegamente sem fazer o uso da razão. Nesse sentido, desperta no sujeito um desejo por esse “objeto” que é capaz de provocar uma sensação de prazer incontrolável, gerando o anseio na busca de o adquirir incansavelmente. Alguns dicionários vão definir a palavra enamorar com a condição de estar “apaixonado, alucinado, enamorado, exaltado, gostado, encantado, arrebatado, cativado, deslumbrado, enfeitiçado, extasiado, fascinado, hipnotizado, inebriado, maravilhado, atraído, conquistado, cortejado” entre outros. Assim como o cantor e compositor Chico Cesar diz:

E Aqui Dentro De Mim Você Demora
Já Tornou-se Parte Mesmo Do Meu Ser
E Agora, Em Qualquer Parte, A Qualquer Hora
Quando Eu Fecho Os Olhos, Vejo Só Você

     A pessoa movida por este sentimento vive uma profunda sublimação, uma ascensão rumo à felicidade, como a sensação de bem estar. E esse sentimento muda completamente o rumo das nossas emoções, que são muito positivas. Ao sermos invadidos por uma alegria profunda, sentimento completude e de aceitação do outro em relação a minha pessoa, reafirmando que estamos vivos, pode nos levar a esperança e superação de traumas e frustrações que nos impedem de experimentarmos a felicidade.

Ainda lembro-me quando fiz o meu primeiro encontro com a pessoa de Jesus Cristo, eu era ainda adolescente e vivia minhas frustrações e conflitos como qualquer jovem, qualquer adolescente vive. Foi num seminário de vida no Espírito que tudo aconteceu, eu me sentia vazia e um pouco sozinha, achava que ninguém me entendia, mas quando experimentei o “amor de Deus”, nossa, parecia que o véu tinha se rasgado ao meio, comecei a sentir uma profunda alegria e paz que nunca tinha vivido antes, me sentir enamorada por Deus e também me apaixonei por Ele. E essa experiência me marcou pro resto da vida, e tudo passou a ter sentindo, inclusive os meus relacionamentos afetivos “namoros, família e amigos”. (Gilma Almeida)

É importante entendermos que, no enamoramento deve existir a reciprocidade para que essa sensação de completude aconteça, pois é o enamoramento e o enamorar-se, eu dou e recebo. Aqui podemos afirmar que o enamora mento é a base para a construção de um namoro mais saudável e mais feliz.

‘Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!’

                                                                                                                                           Bob Marley

O namoro oportuniza um encontro consigo e com o outro

     A sociedade define o conceito de namoro: relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem suas vidas, nessa relação o casal está comprometido socialmente, mas sem estabelecer um vínculo matrimonial perante as instituições. O namoro implica numa condição de estado de comprometimento entre duas pessoas, a qual assume o outro diante de si e da sociedade. Quando duas pessoas têm uma relação amorosa que ainda não são casadas, afirma-se que são namorados. No entanto, essa relação deve ter objetivo definido entre o casal, ainda que não seja o de casar-se, mas de oportunizar-se através do respeito, o conhecer-se mutuamente para o amadurecimento emocional e psicológico.

O termo namoro também pode refere-se, ao tempo de duração da relação, como um estado transitório de longo ou curto prazo, em que a relação pode acabar ou oficializar através do noivado e chegar ao casamento. Mas, se o namoro não chegou a um casamento, não significa que a relação não deu certo. Pois, o mais importante na relação é concluir o seu objetivo. Nesse caso, é importante que o fim do relacionamento seja tranqüilo e que haja maturidade, nem todo namoro é pra casar, assim, evitaremos a violência entre os gêneros, como as mágoas, os ressentimentos e/ou homicídios e suicídios. Portanto, buscar um olhar diferenciado para o fim dos relacionamentos é fundamental, o dialogo verdadeiro pode nos favorecer uma reflexão sobre nós e o outro, tirando proveito das coisas boas e ruis e deixando cada um continuar vivendo e escrevendo a sua historia.

“Se Deus criou as pessoas para amar, e as coisas para cuidar. Por que amamos as coisas e usamos as pessoas?”

                                                                                                                                                                                   Bob Marley
Por Gilma Reis
Psicóloga e especialista em Família

Fumar ou não, eis a questão veja as principais consequências

20 de jun de 2017 às 11:55 | em: Michel Jornalista,Saúde

Foto: Ilustração

Apresentamos aqui algumas informações a respeito das consequências de ato de fumar. Leia pense e tire suas conclusões:
A vida de uma pessoa que fuma quinze cigarros por um dia é reduzida, em média, cinco anos. Uma pessoa que fuma um maço de cigarro por dia tem probabilidade vinte vezes maior que é desenvolver um câncer de pulmão do que uma pessoa que não fuma. Uma pessoa que fuma tem o dobro de chance de vir a ter doenças cardiovasculares do que uma pessoa que não fuma que não fuma. Uma pessoa que fuma tem vinte vezes desenvolver bronquite crônica (os brônquios secretam excesso desse muco e os cílios responsáveis pela eliminação desse muco passam a funcionar mal; o muco fica, assim, acumulado nos brônquios e bronquíolos, que inflamam, e a pessoa passa a tossir muito e a ter dificuldades em respirar) e enfisema pulmonar (rompimento dos alvéolos, com redução da área para as trocas gasosas) do que uma pessoa que não fuma. O fumante tem sete vezes mais chance de desenvolver úlcera e câncer de estômago do que os não fumante, na circulação sanguínea do fumante há 5% menos oxigeno do que na circulação do não fumante.
Fumar na gravidez representa perigo para o feto: há o dobro de risco de aborto, de nascimentos prematuros e de morte de fetos; quando isso ocorre, o bebê de uma gestante fumante terá menor peso no nascimento. Os fumantes  obrigam os não fumantes a fumar, pois os não fumantes confinados em ambientes fechado, como carros, escritórios,  sala de espera, bares, restaurantes, e outros recintos, são afetados pela fumaça do cigarro dos fumantes; respirando  passivamente essa fumaça, os não fumante podem ao longo do tempo, desenvolver os mesmos problemas  circulatórios e respiratórios que os fumantes. Filhos de pais fumantes, por exemplo têm o dobro de chance de  contrair pneumonia ou bronquite no primeiro ano de vida.

A República Bananística do Brasil

11 de jun de 2017 às 14:23 | em: Astério Moreira

Paulo Gracindo como Odorico Paraguaçu em O Bem Amado de Dias Gomes

 

Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta” – (Odorico Paraguaçu, O Bem Amado – D.Gomes)

Quando você lê a seguinte mensagem escrita por um representante político local: “A volta da Ditadura da Democracia Aristocrática”, o que acontece com você? Eu rio!

Rio e rio muito, eu chego até a gargalhar, sinto até aquele orgulhozinho do folclore político de cidadezinha do interior, me sinto até personagem de uma trama escrita por Dias Gomes, Garcia Marques ou Jorge Amado, porque só mesmo uma mente tão “esquizofrenicamente faraônica” como a de um Odorico Paraguaçu seria capaz de formular um termo deste naipe. Expressão fina da prosa política regionalista caatingueira, coisa rara nos tempos de hoje em que prefeitos e vereadores perderam o gosto da oratória apoteótica empostando-se sobre os palanques e púlpitos! Joia rara do discurso político interiorano! Convenhamos, expressão assim é pérola preciosa que merce cuidado e exibição! Não minto, gostei e gostei muito!

Este discurso foi feito em resposta a uma matéria sobre a permanência do (FORA!) Temer na presidência da República. Mas, além de me fazer rir, me fez pensar. Pensei e dou toda a razão para esta denúncia feita pela expressão dita. Nós de fato vivemos em uma Ditadura da Democracia Aristocrática! A mensagem só erra em uma coisa: não é o retorno, não há volta, porque simplesmente ela desde sempre está estabelecida! Nós estamos em um país onde reina um autoritarismo de caráter elitista disfarçado de democracia, esta é a República Federativa do Brasil com seu capuz de Estado Democrático de Direito! Um título tão belo para encobrir tanta feiura.

Nós, desde a monarquia, estamos em um país dominado pela voz grossa e potente de quem tem os eleitos na mão, gente que dita lei sem ser legislador, gente que julga sem ter toga, gente que é Chefe de Estado sem nunca ter posto uma faixa no peito, gente de dinheiro que por dinheiro e para o dinheiro vive e se retroalimenta. Se isto não for uma ditadura aristocrática eu não sei o que é! Mas como é feio e politicamente incorreto transparecer tanto elitismo autoritário em pleno século XXI, o que se faz para não dar tanto na vista do povo? Ah.. sim! Tome lá uma grossa camada de democracia aparente estabelecida por lei para a garantia que nada garante! Pronto! Está feito o Brasil!

Portanto, o governo atual e a conjuntura política de hoje não é um retorno, é o que está posto. O que diferencia o que estava do que está é o descaramento, é o desavergonhamento, a política nacional perdeu até mesmo o pudor de transparecer o que é. Nós somos sim uma Ditadura da Democracia Aristocrática e estamos a um passo de sermos mais. Aliás, arrisco e afirmo que somos uma Ditadura da Democracia Aristocrática Neoliberal pseudoláica Fascista! Tenho dito!

Astério Moreira.

Município de Araci terá site para pesquisa histórica, cultural e científica

05 de jun de 2017 às 10:15 | em: Araci,Cidades,Pedro Juarez

                                      Crédito: Danilo Victor

O município de Araci, que ocupa importante posição geográfica no sertão da Bahia, junto aos Tabuleiros do Itapicuru, na rota para Paulo Afonso, Canudos , Monte Santo, Juazeiro e outras grandes cidades, terá um portal na internet (www.viladoraso.com.br) com todas as informações sobre sua história, documentos, jornais, vídeos e fotografias novas e antigas, além de outros materiais que ajudarão pesquisadores das mais diversas áreas. A página será apresentada ao público no próximo dia 9 de junho, às 19 horas, no Centro Cultural de Araci (Rua Sete de Setembro, S/N), quando também ocorrerão os lançamentos do livro Confraria poética feminina , da professora e escritora Rita Queiroz e a exposição de desenhos da araciense Renata Carvalho.

O nome do portal é referência à antiga denominação da cidade, que se encontra cercada de montanhas, daí ter sido chamada de Raso. O site pretende estimular o debate de ideias, por isso tem como lema “Araci: memória, cultura e pensamento”. Além de artigos científicos e opinativos, disponibilizará pesquisas acadêmicas, crônicas, notícias e registros audiovisuais. Estará disponível também no site uma série de documentos antigos do Cartório Civil de Araci, que abrange um período de 1877 a 1949. São registros de batismos, casamentos, óbitos e algumas atas, que servirão de fonte para pesquisadores. A ideia é que esse acervo seja ampliado e já está previsto também que documentos como Inventários, processos crimes e civis do século XIX que estão arquivados no CEDOC –Uneb-Coité sejam também digitalizados e façam parte do acervo do site.
Segundo Pedro Juarez Pinheiro, um dos responsáveis pelo Vila do Raso, o portal também divulgará informações sobre os eventos culturais que acontecerão em Araci, como oficinas, festivais, tradições populares e oportunidades para professores, estudantes e pesquisadores. Para ele, o site deve servir para que as pessoas articulem eventos como seminários, debates e outras trocas de conhecimento. “Queremos constituir uma rede de pesquisa sobre Araci e a região sisaleira, no seu entorno. Nossa produção ficará visível na internet para historiadores e demais pessoas interessadas pela cultura e história local. O cidadão leigo também deve gostar, pois usamos uma linguagem bastante acessível”, concluiu.
A maior parte do acervo do portal foi levantada junto a moradores da cidade que se dedicaram a registrar os fatos ao longo de décadas, mas também há relatórios de origem governamental. O trabalho prossegue, e quem quiser pode encaminhar novas informações, inclusive seus próprios textos, fotos e outras produções, por meio do canal “Fale Conosco”, na mesma página. O site contou com o apoio financeiro do Colégio Apoio, de Salvador e apoio da Diretoria de Cultura de Araci.

Por Franklin Carvalho

Vem ai a tradicional Trezena de Santo Antonio em Teofilândia

26 de maio de 2017 às 21:07 | em: Cultura,Eventos,Felipe Mateus,Religião,Teofilândia
Galeria de fotos
  • Foto: Portal Cleriston Silva

A tradicional Trezena de Santo Antônio é uma festa religiosa que dura 13 dias consecutivos, tendo como organização a Paróquia Santo Antônio em Teofilândia, na qual é realizada a mais de duas décadas. Este Ano o Tema Central Proposto foi: “Cristão Leigos: Sal da Terra e Luz do Mundo, onde as comunidades eclesiais da Zona Rural e Urbana participam em seus respectivos dias, Cada dia também Possui um Grupo ou Profissão Homenageados e um sub – tema relacionado. Tradicionalmente a Abertura dos Festejos é realizada Dia 01 de Junho e o Encerramento dia 13 de Junho. a Prefeitura já divulgou os grupos musicais que se apresentarão em praça publica. (Confira abaixo a Programação) . Sem dúvida é um período no qual os teofilandenses aguardam ansiosos para dançar um forró gostoso, e encontrar com os amigos para contar histórias e comer comidas típicas na barraca de Santo Antônio.